Ora, achando que este caso também estava encerrado, foi com estranheza que recebi um mail do Vice-Reitor da Universidade, que eu ainda não conhecia, a pedir para me reunir com ele ontem. Das informações que eu antes recolhi, toda a gente me disse que ele, o Prof. Rui Martins, era um homem impecável e que não seria nada de mal ir lá falar com ele e, de facto, vox populi vox Dei, ele revelou-se um homem simpatiquíssimo.
Disse que o cretino* tinha ido lá falar com ele e que tinha exposto o seguinte:
1. Que não tinha sido informado do desfecho do inquérito;
2. Que nunca tinha recebido um pedido de desculpas da Universidade (can you believe it!!!);
3. Que nunca tinha recebido um pedido de desculpas formal (leia-se escrito) da minha parte!!!!!;
4. Que não tinha ficado contente com a nota, tinha reclamado e não tinha recebido resposta;
5. Que queria justificação por não ir às minhas aulas para não chumbar à cadeira (aqui as presenças são obrigatórias) dado que não me conseguia "encarar".
Eu fui ouvindo isto e fui ficando branco (acho eu, não tinha ali espelho) de indignação (se calhar até estava era encarnado)...
Afinal, depois de tudo, o Professor Martins informou-me que lhe tinha dito que era muito sério que ele não tivesse recebido resposta ao recurso e pediu-lhe para enviar cópia do recurso e não é que ele lhe manda cópia da resposta!!!
A isto eu respondi ao que a mim me dizia respeito:
1. Disse que na altura tinha pedido desculpas pensando sinceramente que tinha sido injusto em escrever que ele era um cretino mal formado mas que agora não ia pedir porque tinha mudado de opinião;
2. Disse que discordava absolutamente que essas faltas devessem ser justificadas, que não via motivos para um adulto (abstive-me de dizer que tinha idade para ser meu Pai porque meter na mesma frase aquele individuo e a palavra Pai até soaria a insulto ao meu Paizinho, coitadinho) ter medo, ou receio, ou lá o que é de encarar uma pessoa, apenas porque essa pessoa 4 meses antes tinha escrito umas coisas num blog pessoas sobre um aluno hipotético sem referir nomes nem turmas.
3. Também descrevi a actuação em todo o processo da coordenadora do curso e disse que a considerava vergonhosa e que a senhora** tinha revelado não ter capacidades humanas para coordenar o curso.
Depois disso, despedi-me do Prof. Martins, contente por finalmente ter conhecido o Português mais importante da UMAC e fui à mina vida que ainda tinha que acabar de preparar a aula a que o cretino mais uma vez não assistiria.
Devo dizer que, apesar de dizer isto, quando saí de lá ainda considerei a hipótese de escrever a carta, num espírito de sacrifício Quaresmal, para pôr uma pedra sobre o assunto, mas a minha irritação era tanta que decidi não o fazer.
Neste momento posso dizer que estou super orgulhoso da minha pessoa. Como é que eu, mal conhecendo uma pessoa, faço dela um retrato que mais tarde venho a ver que é exactíssimo? Devo ter poderes sobre-naturais...
Irritação e soberba: qual destas minhas características melhor se aplica ao espírito da Quaresma?
*Não, não o chamou assim, sou eu que o chamo assim para facilidade de compreensão.
** O uso desta palavra saiu-me forçado.