quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

A famosa

"A Famosa" - Porta que resta da fortaleza Portuguesa em Malaca.

Estou a 10432 kms de Lisboa!

Acho que eles se referem ao Cabo da Roca, mas por esse nome ninguem saberia de que e que eles estavam a falar...
Placa em Malaca.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Malaissimo

Estava com frio em Macau, fui para o aeroporto e disse a menina la do balcao: "mori, a cume o bilhete para o proximo voo para Kuala Lumpur? E desconto cartao de estudante, tem?"
Faltavam menos de duas horas para o proximo voo, despachei-me e ontem la cheguei a Malasia e fui directo para a terra que o avo Afonso de Albuquerque, que toda a gente sabe que era um doce de pessoa, conquistou em 1511, Malaca. Ai fui conhecer os "Portugueses" de Malaca que sao uma mistura de Tugas com Malaios e nao e que alguns deles tinham olhos azuis? Sera que os Alvins passaram por Malaca? Alguns deles tambem sao "de Souza"...
Mais noticias quando tiver mais tempo. Depois de um dia cheio de monumentos e museus, estou mais numa de praia. A ver vamos...
PS1
Francisca: rezei uma Ave Maria por ti no teu dia de anos nas ruinas da Igreja onde Sao Francisco Xavier, que te deu o nome, foi enterrado! Parabens!
PS2
Alguem que esteja com a Francisca hoje comunique-lhe este meu recadinho faxefavor!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Mais descrições

Então cá vão mais descrições dos meus dias de ano novo...
Como já disse antes, o suposto por estas bandas é as famílias andarem a visitar os seus parentes e amigos, pelo que eu andei nestas andanças com a família Ai. Para além de darem presentes que, tanto quanto eu vi, eram todos em géneros alimentícios ou bebícios, as pessoas distribuem laissis. Ora os laissis são envelopezinhos com dinheiro dados exclusivamente por pessoas casadas a pessoas solteiras e, tanto quanto me tinha sido explicado antes de ir, não é mesmo suposto os solteiros retribuirem mesmo que sejam mais velhos que os casados. Desta forma, por exemplo, recebi um laissi dos pais e outro do cunhado e da irmã do Alex mas não retribuí porque sabia que isso ia contra a tradição e eu não queria estar a ofender ninguém.
Por agora já perdi a conta às pessoas que visitámos e por vezes nem conseguia perceber muito bem o que é que eles eram ao Alex. Um dia hei-se escrever aqui sobre os parentescos Chineses mas digo-vos já que são muito confusos: primo, por exemplo, tem uma palavra se for pelo lado da Mãe, filho de um irmão, outra se for filho de uma irmã, outra se for pelo lado do Pai e filho de um irmão, etc.. Estão a ver a dificuldade de o próprio Alex me explicar quem era quem em Português, não estão?
Mas a visita que eu mais gostei foi mesmo a visita à aldeia Ai, que eu já pus em baixo: as paisagens eram todas lindíssimas e as pessoas super-acolhedoras. Só tive mesmo pena de não me ter aplicado no meu Mandarim para poder conversar com eles...
No entanto, nem tudo foram rosas nestes dias. Eu, um Tuga, não habituado ao frio seco de Hunan nem à comida picante que tornam esta província famosa, fiquei no último dia, depois da visita à aldeia Ai, com febre e com... Bem, como é que hei-de explicar...? Com dificuldades em ficar muito tempo afastado da casa de banho... Isto foi ontem e hoje passei grande parte do meu dia dentro de autocarros. Estava com medo, muito medo! Mas graças à medicina Chinesa, lá me aguentei todo o dia sem recorrer à casa de banho mesmo que de manhã, entre as 6 da manhã, hora a que acordei, e as 7.30, hora a que saí de casa, tenha tido necessidade de lá ir 3 vezes! HELP!
É dura a vida de um viajante!

Infelizmente não me lembrei de tirar esta fotografia antes de os pratos estarem vazios, mas isto serve apenas de exemplo do tipo de refeições que eu tive: fartas, diversificadas e muito abundantes! Aqui, por exemplo, podemos ver cão* (o primeiro prato da fila de baixo a contar da esquerda), bife, porco, pato, etc.

* Monty, desculpa!

Aldeia Ai

Pois é, ao que consta a família Ai era uma família de lavradores bastante abastados que tinham imensas terras e até uma montanha só deles. Agora as terras estão divididas pela família mas o próprio Alex tem lá um campinho de arroz mas quem trata dele é o tio dele em casa de quem ficámos a dormir de 6a para Sábado. Estas são algumas das paisagens...


Aqui está a Mãe, a Irmã e o Cunhado do Alex com o próprio. Note-se no esforço Hercúleo do Alex em ficar do mesmo tamanho do cunhado...

Campos de arroz

Um tio ou primo do Alex a pescar o jantar.

Eu com um primo e a irmã do Alex com a montanha Ai por trás de nós.

Presentes Chineses

Ora o fim de ano é mesmo muito importante para os Chineses que se visitam uns aos outros levando presentes. Aqui estão alguns dos presentes que nós levámos. Ah, não incluí aqui a galinha rejeitada, que foi uma galinha que levámos ao padrinho do Alex mas que ele não aceitou. Não percebi muito bem o porquê da não aceitação, mas lá levámos o bicho de volta para casa para eu poder continuar a persegui-la pela casa de banho pela manhã para a pôr dentro de um balde antes de poder tomar banho.



Como se pode ver, um pato inteiro já morto e seco e, acima de tudo, muito picante!

Sim, dentro deste saco está uma cobra! Viva! Depois de mortas até são muito boas, eu comi e gostei!

Miúdos!

Pronto, estava eu todo contente porque tinha uma fotografia com o único miúdo chinês que não tinha tido medo de mim e eis que parece que o puto está a chorar! Mas não estava! A sério! Ele estava-se a rir imenso com o cavalinho e o avião e adorou a música do cavalo encarnado!

Fotos de Hunan - Alexandre

Pois que agora não tenho muito tempo para escrever por isso vou só por aqui umas fotitas catitas que mais tarde explico melhor.
Mas antes disso, estava agora a Mãezinha a perguntar no skype quem era o Alexandre e, de facto, eu não tinha explicado antes. Ora o Alexandre não se chama Alexandre mas Ai Lin Zhi, é professor cá na faculdade mas como todos os Chineses que aprendem uma língua estrangeira, ele adoptou um nome Português. Desde Setembro que o Alex tem sido dos meus maiores amigos e foi realmente impecável quando foi aquela estória do julgamento público humilhante que levou a que este blog ficasse trancadíssimo.
Ora aqui estão algumas fotografias da personagem:

Aqui estamos nós numa gruta em Guilin

E aqui está ele com o cunhado Wa Wa na parte antiga de Yong Zhou

E aqui está ele no meio de um grupo de amigos num jantar ontem. Estão a ver a tigelinha só com arroz branco no lugar vazio? Era a minha tigelinha! E porque é que eu só comia arroz branco e não todas aquelas iguarias apimentadas que tornam Hunan famosa em toda a China? Pois para saber isso o senhor leitor terá que ler as cenas dos próximos capítulos no blog mais pertíssimo de si.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Ano Novo Chines II

Depois do jantar, que foi bem farto e delicioso, voltamos para acasa, mas nao sem antes passarmos pela praca em frente a Camara Municipal para, como todos os Chineses, mandarmos alguns fogos de artificio. Pois que isto sao fogos de artificio a serio, nada a ver com aquelas abelhinhas que nos mandavamos na altura do Carnaval e que so assustavam o caozinho da avo Xica. E cada patardao de barulho! As minhas preferidas sao umas que se deitam para o chao e elas voam sobre si proprias a deitar fogo de imensas cores. Por outro lado, o Alex nunca ouviu do melhor instrumento do Carnaval Portugues, que eram aquelas bombinhas de mau cheiro que vinham dentro de uns vidrinhos...
Oh Alexandra, lembras-te quando ainda nao eras uma Luxemburguesa finoria e ias comigo para o metro atirar bombas de mau cheiro para os comboios mesmo antes deles fecharem as portas. Pode parecer infantil, mas ainda hoje me rio com a imagem das caras das pessoas enquanto o metro se afastava...
Voltando ao fim de ano Chines...
Depois do fogo de artificio voltamos para a casa onde a restante familia Ai (com a excepcao do Ai Vim) esteve a jogar Majong pela noite fora. O Ai Vim esteve a aprender e ate ja consigo identificar bem alguns caracteres, mas ainda nao os dos pontos cardeais, ja para nao falar de que me perco com a velocidade com que os outros jogam, pelo que para nao estar a perder dinheiro estupidamente, fiquei a jogar com o Alex e de vez em quando ia vendo o festival de fim de ano da CCTV.
Quando faltavam para ai uns 10 minutos para a meia noite, os Ais continuavam alegremente a jogar o seu Majong enquanto que o resto da cidade enlouqueceu por completo: cada um mandava mais foguetes e fogos de artificios que os vizinhos. O resultado era espetacular porque da janela podia-se ver nao sei quantos pontos diferentes de fogo de artificio. Espetacular! 40 minuots mais tarde ja nao podia ouvir os ditos cujos e hoje de manha, como se viu pelo meu post anterior, nao acordei com a melhor disposicao do mundo quando eles decidiram recomecar:
Bem, depois disso fui-me deitar e muito mais ha para contar sobre hoje, mas daqui a nada os meus dedos podem cair. E que nao da para ligar o ar condicionado da sala e o do quarto ao mesmo tempo, pelo que eu vou voltar para a sala onde a restante familia Ai voltou ao Majong a ver se descongelo.
Bom ano do rato!

Ano Novo Chines I

Entao, depois de contar como foi o meu violento despertar a pensar em exercitos Japoneses e Americanos a entrarem em Yong Zhou, vou contar como foi a minha bem mais agradavel experiencia de passagem de ano. Sim, ontem a noite foi a noite de passagem de ano, do ano do porco para o ano do rato, para quem nao tivesse ciente desse facto.
Entao note-se que para os Chineses a passagem de ano tem a mesma importancia do nosso Natal, ou seja, e muito importante estarem com a famila e com os amigos, trocam presentes, etc. pelo que eu estou a viver o meu segundo Natal em 2 meses, mas este aqui bem mais exotico que o primeiro.
Entao tudo comecou pelas 6 da tarde quando saimos para jantar. Dois pormenores importantes: ca janta-se muito mais cedo e e mais normal as pessoas sairem para jantar em restaurantes do que comerem em casa numa celebracao tao importante como o Ano Novo.
Pois entao fomos a um restaurante onde tinhamos uma sala reservada para nos, familia Ai (neste momento sou um bocadinho um Ai Vim) e para a familia do cunhado do Alexandre, que eu nao decorei o apelido (nao parece meu, pois nao?).
A mim deram-me o lugar mais importante da mesa redonda: os dois chefes de familia, o Pai do Alex e o sogro da irma, ficaram lado a lado e eu fiquei a esquerda do sogro. Este era um senhor muito simpatico e curioso: perguntou se a cor do meu cabelo era natural e concluiu que gostava muito de estrangeiros! :-) A minha esquerda estava o Alex, sem o qual eu nao tinha percebido uma palavra durante o jantar e a esquerda dele a irma do cunhado que era uma policia bem gira. Nao sabia que havia mulheres policias giras! Achei que tinham que ser uns mastondontes masculinizados para entrarem para a academia...
Durante o jantar fez-se uma serie de brindes com aguardente de arroz que e forte como tudo e que quase me deixou demasiado bebido. Quase, que Tuga que e Tuga ate aguenta aguardente de arroz... Cada um fazia um brinde diferente e eu brindei a todos os Hunaneses a volta da mesa (ou seja, a todos os restantes elementos com exepcao da minha pessoa).
A dona do restaurante veio desejar-nos um bom ano novo e depois vieram dar-nos um brinde de uma agenda de mesa que o Pai Ai destinou a mim - e bem gira e vai dar imenso jeito para nao me esquecer de tantas coisas.
Como este post ja vai longo e as minhas maos estao quase a congelar, descrevo o resto da noite mais a frente.

SOCORRO! Os Japoneses voltaram!

Fui isto que eu pensei quando hoje, um pouco antes das 6 da manha, ouvi a cidade de Yong Zhou a ser bombardeada! O susto foi tremendo, tremi de medo (e de frio porque um Tuga nao foi feito para estas temperaturas) mas levantei-me logo para me preparar para a guerra. Sim, que eu ja sou um bocadinho Chines por isso estava na disposicao de me alistar no exercito desde que nao tivesse que por aquela bandeirinha encarnada com estrelinhas amarelas no uniforme que aquilo dava assim um ar um bocadinho comu... vermelho!
Ja um bocadinho mais desperto lembrei-me que os Japoneses ja so tem exercito de manutencao de paz, pelo que so poderia ser o fanatico do Bush a incluir a China no "eixo do mal" e a descobrir que, afinal de contas, os Chineses sao todos uns fundamentalistas islamicos fanaticos.
Depois disso fui a janela e vi que afinal de contas eram so fogos de artificio para expulsar os maus espiritos do ano anterior. Uff! Ainda bem! Aquelas botas da tropa nao devem ser tao confortaveis e quentinhas como as minhas timberland!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Artigo do Joao Cesar das Neves

Aqui ha uns tempos estava precisamente a discutir com uns amigos a utilidade de se informar a populacao e de aparecer em todos os jornais noticias sobre a possibilidade de um ataque terrorista em Portugal. Eu achava, e acho, completamente absurdo que isto seja divulgado porque parece que o governo e os orgaos de comunicacao social estao a fazer o trabalho dos terroristas, ou seja, espalhar o medo. Por isto, gostei muito que alguem ligado a comunicacao social me viesse dar razao e aqui ponho o artigo dele.
Pronto, eu sei, eu gosto sempre que quem quer que seja me de razao...
Apareceram na imprensa ultimamente avisos de uma ameaça terrorista em Portugal. O Governo declarou que isso «era para levar a sério» e os jornais especularam longamente sobre o tema.
A pergunta a fazer é: Para que servem estes avisos, estas notícias, estes alarmes? Será que os cidadãos podem fazer alguma coisa de útil neste assunto? A informação tem algum propósito razoável? As polícias e os serviços secretos jogam, sem dúvida, um papel decisivo no tratamento deste casos. Mas informar a população é, em grande medida, inútil e não defende ninguém em nenhum sentido prático. Pelo contrário, o único resultado é gerar o pânico e multiplicar os falsos alarmes, que complicam as investigações sérias.
Avisar que pode haver um atentado é como dizer que vem aí um terramoto, furacão ou meteorito arrasador. Muita gente gosta de se ocupar e preocupar com essas eventualidades. Mas, mesmo quando são verdadeiras, é sempre informação irrelevante. Aqui, porém, esse não é o problema central. O terrorismo, como o pró-prio nome indica, não funciona através do que faz, mas através do pavor que gera. Basta-lhe de vez em quando uma operação bombástica, em ambos os sentidos da palavra, para alimentar toda a sua influência.
Por isso, divulgar notícias sobre ameaças terroristas, não só não presta para nada, não só prejudica o trabalho das polícias, mas faz literalmente o trabalho dos terroristas. Pôr toda uma população a olhar por cima do ombro e a vasculhar o lixo é o maior triunfo que os assassinos podem ter. Porque o negócio do terrorismo não é a destruição mas o terror.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Vivissimo!

Pois isto aqui pela China nao anda muito bem que este Inverno decidiu ser o pior dos ultimos 50 anos, esta tudo coberto de gelo e neve e uma das piores provincias e esta em que me encontro, Hunan.
Mas com ou sem tempestades, este interprido aventureiro nao se amedronta, estive em Guilin e agora estou e Yong Zhou, em casa da familia do Alex. Tudo corre bem tirando aquele pequeno pormenor de que o aeroporto daqui vai estar fechado ate dia 15, pelo que vamos ter que transferir o nosso voo para Guilin e vamos ter que ir de novo para la no Domingo.
Ma non si preocupare, que o exercito anda todo pelas estradas a tirar o gelo e a neve porque este povo anda todo a visitar os familiares por causa do Ano Novo Chines.
E ja agora: Gong Xi Fa Cai! Que quer dizer fortuna e sorte. E bom ano do rato!

(Imagem enviada pela Ines em Pequim)

sábado, 2 de fevereiro de 2008

My precious

Milhares de leitores deste fantastiquíssimo, fabulosíssimo, inteligentíssimo mas, acima de tudo, humilíssimo blog me têm pedido fotografias... Milhares? Pronto, talvez só centenas. OK, talvez mesmo apenas umas dezenas. Pronto, admito, os dois leitores do blog, JR e Mafi!
E eu gosto de agradar à minha comunidade de leitores, pelo que ontem trouxe a my precious para o gabinete, fotografei a Eileen, a Prielle e o Bjorn que me vieram visitar aqui ao gabinete mas depois levei-a para casa e esqueci-me dela lá.. Eu queria satisfazer os meus leitores, a sério que queria, mas esta minha cabeça loura... E elas são bem giras, pelo que iria com certeza agradar ao meu público masculino (vá, JR, se vires sem comentários a Maria não se chateia).
Mas não vos preocupeis! Amanhã vou para Guilin e daí vou para You Zhou onde vou tirar muitas fotografias que terei todo o gosto em postar.
Bom Ano Novo Chinês!
Bom Carnaval!
Boa 4ª de Cinzas!
Bom início de Quaresma!
Boa semana!
Até dia 10 de Fevereiro (dia do meu regresso à Cidade do Santo Nome de Deus de Macau).

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

A lógica do Mandarim

Estando eu a preparar-me para uma semana na China sem ninguém que fale nenhuma língua ocidental, recomecei a estudar Chinês com o meu amigo Monty (sim, fui eu que lhe dei o nome Inglês) e os resutados foram muito engraçados.
Homem, por exemplo, diz-se nan ren (nan é masculino e ren é pessoa) e o caracter para nan é 男 mas esse caracter é, de facto, dois caracteres sobrepostos um ao outro. Um deles representa quinta ou campo de arroz, que se diz tian e se escreve 田 e o outro representa o poder, que se diz li e se escreve 力.
Isso quer dizer que o homem é o poder na quinta, ou em casa, ou no campo de arroz! De facto, quase que podemos concluir que o homem é o poder onde quer que seja menos no cabeleireiro. Soubera eu que o Mandarim era assim tão lógico, e já me tinha empenhado há mais algum tempo...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Deixar de fumar: sim ou não?

Ghost stories II

Como aqui disse ontem, estive a jantar com uma chinesa que me contou que o meu prédio era assombrado e que os fantasmas entravam pelas varandas (recomendação muito forte para eu nunca deixar as varandas abertas). Ora, diz que eles entram, instalam-se nos sofás, conversam entre si e não estão nem aí para que esteja alguém na mesma sala, o que torna um bocadinho difícil enxotá-los, pelo que a coisa só lá vai mesmo com incenso... Ora, deve ser por isso que a vizinha Chinesa da frente põe sempre uns pauzinhos de incenso a queimar num mini-altar que ela lá construiu em frente à porta dela.
Mas será que os fantasmas não podem limpar-me e arrumar-me a casa? Já que andam por lá, deviam contribuir nestas coisas.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Ghost stories I

Ultimamente tenho dado por mim a falar recorrentemente sobre fantasmas desde que uma Chinesa me disse que o meu prédio estava pejado deles. Ora, estava eu a contar ao Luís as estórias dos fantasmas no meu prédio e ele contou-me uma daquelas estórias que só mesmo na China...
Quando os Chineses concebem uma criança (ou logo que sabem que a conceberam) dão-lhe logo um nome que pode ser qualquer coisa do género: puto estúpido, miúdo deformado, ser estranho e feio ou coisa que o valha. Nove meses depois, quando a criatura nasce, os Pais mudam-lhe o nome para "criança linda", "bébé perfeito", "pequena luz" ou outra denominação que mostre o quão boa é aquela criancinha.
E porque é que eles fazem isso, perguntais vós?
Precisamente porque os fantasmas, esses malandros, podem sentir inveja do bébé e fazer-lhe mal enquanto ele está na barriga da Mãe pelo que os Chineses, gente ladina e de ideias iluminadas, recorre a esta artimanha para convencer os fantasmas que a criança que ali vem não é nada de especial. E os fantasmas, que são broncos, caem que nem uns patinhos!

Gelado para os Deuses

Ontem estava eu a jantar com a Raquel e o Luís num Tailandês ao pé da Sé quando vemos os donos do restaurante a irem dar comida aos Deuses que eles lá tinham expostos. Quer dizer, são assim uma espécie de Budas e os donos dão-lhes comida e acendem uns pauzinhos de incenso e depois ficam ali um bocadinho a rezar.
Pois eu achei muito bem, que isto a vida de Buda é cansativa e eles precisam de recuperar as forças, mas o que não achei bem foi que deram umas tacinhas de gelado aos Budas e passados 10 minutos, quando eu perguntei que gelados tinham, responderam que não tinham!
Quer dizer, os Budas ficara com os últimos gelados!! Ainda pensei em ir lá buscar discretamente porque os Budas ainda não os tinham comido (continuavam lá sentados e muito quietinhos) mas achei que já deviam ter derretido e fui comer a sobremesa a outra lado.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Não vou à oral!

Soube que não preciso de ir à oral em nenhuma das cadeiras e parece-me que tive 14 em todas, mas não tenho a certeza porque o amigo que me telefonou a dizer as notas também não sabia muito bem!
Amanhã Hong Kong! Yeah!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Coisas

Tenho algumas coisas para contar, pelo que vou pô-las todas no mesmo post porque a seguir vou ver um filme e não tenho muito tempo:
1) Sinto-me tão contente de ter feito o exame que nem consigo descrever! Acho que nem sequer vou ter que ir à oral porque me parece que consigo o mínimo de 14, mas se tiver que ir, pelo menos agora já não preciso de estudar tanto. Amanhã devo ter novidades sobre a nota...
2) Este contentamento é acrescido do facto de ir passar o fds a HK! Quer dizer, vou no Sábado e venho Domingo, mas já tenho tantas saudades de HK! Vou visitar o Pe. Sequeira que está lá no hospital, depois vou passear com uns amigos Brasileiros do Marcos (também Brasileiro) e depois vou jantar com o grupinho do costume de HK. Depois fico lá a dormir e volto no dia seguinte para uma reunião de um Clube de Advocacia em que me meti... Se soubesse que eles iam combinar reuniões ao Domingo não me tinha inscrito!
3) Apesar de contente, estou muito cansado porque saí ontem e antes de ontem e estas misturas de Tsing Tao com Super Bock causam-me uma sensação de cansaço, mas hoje vou ter uma noite calminha a jantar em casa de um amigo.
4) Hoje o dia começou da pior forma! Tinha combinado almoçar com um professor Brasileiro e a mulher que acabaram de chegar a Macau. Não tinha o número deles nem nada, mas iamo-nos encontrar às 13h em frente da casa deles. Ora eu ontem fui sair e antes de irmos para casa decidimos passar num restaurante para cear: eu comi de mais e logo a seguir fui dormir. Devo ter tido uma paragem de digestão ou outra coisa do género (não sou médico para saber) e 3 horas depois, pelas 8 da manhã, acordei a sentir que ia morrer ou, pior ainda, vomitar. Não morri nem vomitei, apenas bebi um chá e depois, já bastante melhor voltei para a cama. Resultado: só acordei às 13h e, apesar de ter tomado um duche em 5 minutos e de ter corrido rua acima como se não houvesse amanhã, cheguei às 13.30 e os Brazucas já lá não estavam! G'anda má onda! Eu ia almoçar com eles mesmo para ver se eles se enturmavam em Macau e depois deixo-os pendurados desta forma!
5) Domingo, depois da reunião, vou ao ensaio do côro Filipino da Missa em Inglês. É que o coro é tão bom, tão bom, que até irrita e precisa de alguém que desafine um bocadinho para o tornar mais interessante e jovial e eu achei que se não fosse eu a desafiná-o, ainda ia para lá outro que não desafinasse tanto como eu e isso seria um problema.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Exame

OK, eu sou assim com os exames: até que posso stressar antes, mas depois gosto de descomprimir, relaxar, etc.. Pois os meus colegas estão todos tristíssimos e dizem que o exame lhes correu péssimamente, que vão chumbar, etc..
Acusam-me de ir ter boa nota e eu quase que me fico a sentir culpado mas o que eu até acho que é bem provável que tal não aconteça, mas pelo menos o tal mínimo de 14 parece-me que alcanço. Mas posso estar redondamente enganado...
Mas será que vale a pena a pessoa preocupar-se antes de sairem as notas? Pois eu estou a aproveitar este fardo ter-me saído das costas.
Bem, hoje fui fazer o meu visto de um ano para a China que me vai permitir ir a Zuhai, que está logo do outro lado da fronteira com Macau e que é a capital mundial dos DVDs piratas, fui aproveitar os últimos saldos tendo em conta que Hunan, onde eu vou passar as férias do ano novo, é frio "cumó caraças" e agora até 6a, quando saem as notas não me preocupo mais com o Mestrado!

Adoro tecnologias!

Quem me conhece deve compreender que eu estou a ser irónico com este título porque eu DETESTO tecnologias!
Ou é o computador que decide pifar quando estou a meio de um trabalho, ou é outra coisa qualquer que se avaria sem aviso prévio... Acho que é um karma que transporto.
Ora, eu já me tinha resignado ao facto de que o meu DVD não funcionava e estava mesmo a pensar comprar um novo um dia destes (eu começo a pensar comprar as coisas e cerca de 1 ano depois levo a cabo a ideia)...
Mas eis que ontem cheguei a casa e o meu couchsurfer estava a ver um filme!
"- Uau! Conseguiste pô-lo a funcionar... Como é que o fizeste?"
" É que o cabo do DVD ali de baixo não chegava à TV..."
OK, já percebi... O estúpido DVD não funcionava porque não estava ligado!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

I want to break free!

Quase, quase, quase a fazer o exame...
Já só estou a ler os apontamentos que fiz enquanto lia os muitos textos que li, os que não li, azarucho tivesse lido, ficam para a oral.
Quer dizer, eu não quero ir à oral, mas para isso tenho que ter mais que 14, pelo que tenho sido mais explícito com Deus Nosso Senhor de há uns dias para cá: do not bring me to the oral test! É que agora quero aproveitar não ter aulas para a rambóia (sim, sódona Ana Teresa, também quero ir para a rambóia com a malta nova).
Também quero ir aos últimos saldos porque vou passar o fim de ano a Hunan e diz que aquilo é frio p'ra caraças e quero chegar a tempo dos últimos saldosporque depois disso só mesmo roupa Primavera-Verão! Sim, Mafalda, frio não, gelado, pior que Copenhaga... Depois comparamos temperaturas...
Ah, para além disso quero ir ver os amigos que ainda não vi desde que voltei do meu natal não oficial em Lisboa: os Pais Sá da Bandeira e o jovem Jaime, o Pe. Luís Sequeira que está no hospital em HK (como eu já tinha pensado ir sair a HK este fds, mato 2 coelhos com uma cajadada), a Teresa e o Cajó com o seu Guilherme (que já deve estar quase com dentes), a Mariana NA que já deve ter voltado de Singapura, etc...
Ah e também quero ver se vou a Pequim um dia destes visitar a Inês e o Miguel e ver o novo estádio olímpico e a Singapura visitar o Ri e a Alexandra e livrar-me desta côr de vestido de noiva que tenho neste momento.
Mas isso é DEPOIS do malfadado teste de daqui a um bocadinho!
Please, God, do not take me to the test!
Pleaaaaaaaase, deliver me from the evil of the oral exam!
Vá, quando form 10.30 aí em Portugal toca toda a gente a rezar a Deus, Nossa Senhora ou qualquer Santo Doutor da Igreja para me livrarem da oral! Ah, e eu nestas coisas não sou esquisito, se alguém que leia este blog quiser dar uma palavrinha a Maomé, Krishna, Confúcio ou quiser apenas meter uma cunha cá na Uni, sintam-se à vontade! Quem não está contra mim está por mim!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Virgem

Uma amiga mandou-me um daqueles mails com a discrição dos signos e que se a pessoa não mandar tem azar por não sei quantos anos (aqui há uns 2 anos devo-me ter esquecido de mandar um destes porque de lá para cá...).
Enfim, o importante aqui é apenas demonstrar como o meu signo mostra que eu eu sou quase perfeito.
VIRGEM
O Perfeccionista. E perfeito também...
Dominante em relações. A séro? Ah, pois é! Drash!
Conservador. Diz que sim... E bonzinho também!
Sempre quer a última palavra. E a primeira... E a do meio... E a penúltima...
Argumentativo. Desculpem, mas isso não é verdade! Se eu fosse argumentativo não estava a escrever este post.
Preocupado. "Estás doente? Come uma laranja e bebe chá de cebola!"
Muito inteligente. EU NÃO DIZIA? Nunca ninguém acredita em mim...
Antipatiza com barulho e caos. Exacto! A arrumação e o silêncio em pessoa! Nunca ninguém acredita em mim...
Ansioso. Mas porque é que dizes isso? Será que queres dizer que é doutra forma?
Trabalhador. Vê-se... Com exame a amanhã e estou a escrever um post estúpido.
Leal. ão ão ão (som de cão a latir)
Bonito. EU NÃO DIZIA? Nunca ninguém acredita em mim...
Fácil falar. Eu?! Até se me entremela a língua... ão ão ão
Difícil de agradar. Hummm... Esse casaco não, tem ar de vir de um daqueles armazéns espanhóis...
Severo. "Martim, se o menino fizer barulho amanhã de manhã enquanto o tio Diogo está a dormir, o tio não fica zangado, fica FURIOSO!" Ao ler isto vizualizar um levantar de sobrancelhas e ouvir uma voz bem grave, quase trovejante.
Prático e muito exigente. Deixa isso ficar aí no chão, já não volta a cair.
Frequentemente tímido. Até coro! Fico assim encarnadinho como um leitão assado.
Pessimista. Ai que eu chumbo amanhã se não volto ao estudo!
7 anos de azar se você não remete. Não remeto porque sou LEAL com os meus amigos e não quero que eles também tenham azar se não mandarem o mail. ão ão ão

domingo, 20 de janeiro de 2008

Do not bring us to the test...

Cá por estas bandas, a maneira de rezar o Pai Nosso é um bocadinho diferente do que em Inglaterra, tem assim um ar mais moderno. Ora nas últimas semanas, de cada vez que rezo o Pai Nosso na Missa, há uma parte que rezo com mais força e fé.
Alguém advinha qual?
Our Father in heaven, holy be your Name,
your kingdom come, your will be done on earth as in heaven.
Give us today our daily bread.
Forgive us our sins as we forgive those who sin against us.
Do not bring us to the test but deliver us from evil.
Já só faltam dois dias mas ainda falta ler tanta coisa!!!
Do not bring me to the test!!!

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Moto-serra

Espero que no outro dia não tenham pensado quea ideia de pegar numa moto-serra e ir por aí cortar pessoas aos bocados ficou posta de lado! Nada disso! Parece-me que cada vez a possibilidade de tomar tal procedimento me parece mais acertada.
Ontem fiquei no gabinete até depois das 3 da manhã, hoje já estava de volta pelas 10h depois de uma pouco repousante noite de menos de 5 horas (com menos das minhas 7 horas de sono de beleza torno-me insuportável) e tudo isto para ter uma apresentação pronta para hoje juntamente com os exames corrigidos.
As boas notícias é que já me livrei dos exames.
As más notícias é que ainda não acabeia apresentação.
As boas notícias dentro das más notícias é que minha manita me mandou uns textos óptimos para a dita cuja apresentação.
As más notícias dentro das boas notícias dentro das más notícas é que com mais meio dia de trabalho, tenho a certeza que a apresentação ficaria bastante melhor, mas o tempo não está a abundar por estas bandas.
Portanto já sabeis, este é um blog privado só para família e amigos, por isso se ouvirem dizer que algumas pessoas (nunca mais do que 472) foram cortadas com uma moto-serra em Macau, não me iam incriminar, pois não?
Como é que se dirá moto-serra em Cantonês e onde é que se comprará uma?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Considera-se um púdico?

Uma amiga dizia-me ontem que se tinha fartado de rir por causa de um post que eu escrevi sobre ter sido apanhado nu nos balneários do ginásio e que eu era muito púdico. Pronto, admito que sou bastante púdico, mas serei assim tão mais púdico que a média Portuguesa?
Quando souber como é que se põe um daqueles coisos dos blogues para votar, ponho um do género:
Quão púdico é V. Exa. na praia?
a) Ai que inveja daquelas senhoras Árabes que têm umas Burcas Chanel giríssimas especiais para a praia!
b) O fato-de-banho que era do meu (minha) avô (avó) nos anos 30 serve-me lindamente, porque é que não hei-de o usar?
c) Na praia, só de calções de banho, fato de banho ou bikini completo!
d) A parte de baixo do mini-bikini e a sunga estão a bombar, seja onde for!
e) Desde que tenha as minhas havaianas para não magoar os pés nas rochas, estou bem!

Manhã frutífera

Hoje de manhã lá acordei eu a horas de ir para o ginásio mas quando me estava a dirigir à casa de banho, vindo do meu quarto, mudei de ideias! Como já não tenho a Alma a viver comigo* deixei de me sentir obrigado a manter a casa arrumada e por isso a casa já estava um boadinho num caos. Digamos que havia 4 espaços livres de roupa suja no chão da sala que eram os espaços suficientes para pôr um pé e dar um passo bem grande até ao espaço seguinte para conseguir ir da porta da casa até ao quarto, daí até à casa de banho e daí à cozinha. O problema estava em que eu já não conseguia ir directo do quarto para a cozinha porque no dia anterior tinha deitado uma tshirt suja para o espaço que me possibilitava esse salto do caminho da casa de banho para o caminho da cozinha, pelo que antes de ir à cozinha tinha sempre que passar pela casa de banho.
Por outro lado, já estava farto de ver a mesa de jantar e a mesa de apoio aos sofás cheias de canecas, pratos e copos à espera de pachorra para serem lavados e a sala já começava a cheirar um bocadinho a leite azedo dos restinhos de leite dentro de cada caneca.
Perante este cenário, e antes que ele se tornasse assustador até para a minha pessoa, decidi pôr a roupa suja dentro de sacos para a lavandaria, pendurar a que estava usada mas não suja e lavar a louça.
Uma duas horas de seca mas pronto, agora a casa já está de novo visitável e já faria a minha Mãezinha, coitadinha, orgulhosa do seu mais tenro rebento! Preciso é urgentemente de encontrar outro flatmate a ver se passo a arrumar tudo todos os dias outra vez como fazia quando lá tinha a Alma. Eu acho que deve ser um mecanismo qualquer dentro da minha cabeça que me diz que se mais ninguém vê, é porque pode ficar assim... Ah, e também preciso de contratar outra Filipina que a que eu lá tinha foi à vida.
*Isto pode parecer uma coisa muito trágica, mas eu não perdi a alma, Alma era mesmo o nome da minha flatmate Mexicana.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Saramagos

Aposto que se fiaram todos a interrogar com o post anterior porque é que eu tinha levado 2 dias a corrigir as 1ªs perguntas de um exame.
Bem, os motivos são três:
1) Dou aulas a Saramagos! Nunca me tinha apercebido disso mas aqueles alunos têm todo o potencial para ganhar um Nobel! Pontos finais? Esquecer! Vírgulas, parenteses e travessões? Para quê? De facto são todos muito modernos e avançados a escrever... Até houve um (ou uma, não sei, os exames são anónimos) que conseguiu escrever uma resposta a uma pergunta em uma página inteira sem um único ponto final. Como é obvio, o problema está em mim que sou muito antiquado e que não consigo ler sem a pontuação antiquada do tempo de Eça de Queiróz, Júlio Dinis e Almeida Garrett. Acho que depois disto, posso tentar a voltar ler o Memorial do Convento e acho que desta vez não tenho que desistir no 2º capítulo...
2) Incapacidade de concentração! Ah pois é, meus amigos, ao fim de 1 hora a corrigir frequências a cabeça começa a divagar e acabo por ir parar ao facebook, ao mail, ao messenger ou coisa do género onde perco mais uma hora antes de voltar aos ditos cujos exames.
3) Ansiedade! Começo a ficar ansioso com o exame do Mestrado que é no dia 22 e para o qual ainda estudei muito pouco, daí perder horas a ver friends, a ver quem está no facebook e a ler forwards e responder àqueles mails que não podem esperar nem 2 dias (porque daqui a 2 dias pode ser que já tenha acabado de corrigir frequências e depois não me apeteça responder a mails).

Depressão

OK, toda a gente sabe que dois ou três dias sem festa têm em mim o mesmo efeito que um Inverno inteiro no Polo Norte se guido de uma viagem para o Polo Sul para lá passar um outro Inverno inteiro de forma a nunca ver o Sol durante um ano.
Não é preciso ser uma grade festa, basta uma rambóia com a malta, 1 horita que seja a fazer qualquer coisa que não seja de todo necessária á sobrevivência de um Ser Humano, como jogar uns matrecos, dar um pézinho de dança ou apenas ver um filme. Desde que lá esteja gente divertida, eu estou contente.
Acontece que ontem, depois de um dia inteiro a corrigir frequências que terminou com uma vigilância de mais uma frequência eu já estava a ponto de sair por aí com uma faca na mão e assassinar pessoas. Vai daí a minha amiga Wendy disse-me para ir à sala de cinema da residência ver uns episódios dos friends. Mesmo o que eu precisava, ver TV com uns quantos colegas de Mestrado para me esquecer que ainda só tinha corrigido a 1a pergunta dos exames de Finanças e isso me tinha levado dois dias (já explico porquê).
Lá fui eu todo contente mas chegado lá já não pude entrar porque tinha passado a hora das visitas. "Mas eu sou um professor cá da Universidade!" Nada! Pior que hospital...
Vai daí, levei a série dos friends para casa e estive até às 3 da manhã de uma noite de Sexta-feira a ver episódios dos Friends.
Pergunta para quem não percebe muito de Diogo Alvim: então porque é que não foste beber um copo a um bar? Porque quando tenho muito que fazer não consigo combinar nada de que realmente goste porque me fico a sentir culpado.
Pronto, lá pelas 3 da manhã, senti que a depressão já não era tão grande e que se fosse dormir não acordava a meio da noite com vontade de atacar a vizinhança com uma moto-serra.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

António Braga

De um momento para o outro tornei-me um fã deste Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas! E o motivo, como não podia deixar de ser para alguém tão egocêntrico como eu, é que deu importãncia a uma exposição minha.
Ora, recebi do Consulado de Macau uma mensagem de Natal do SECP, António Braga, e não gostei muito do seu conteúdo. É que em toda a mensagem, que ainda era longa, nem se referia o facto de o Natal ser a celebração do nascimento de Jesus. Ora, eu não gostei disto porque se há entidade que colabora com o Estado pela manutenção da Portugalidade nas principais comunidades Portuguesas no estrangeiro como seja a de Macau, é a Igreja Católica.
Vai daí fiz o que faço sempre que estou descontente: rabujei! Mandei para o mail geral do gabinete do SECP um agradecimento pelos votos mas com um protesto por esta falta de referência ao essencial do Natal e uma crítica à descaracterização do Natal.
E não é que foi o próprio SECP que me respondeu? JURO! Do mail dele e tudo! E foi uma resposta pessoal, não uma institucional como as que eu costumava fazer e que depois eram assinadas pela Chefe de Gabinete "p'loSenhor Secretário de Estado". Não que eu não lhes desse atenção e estudo, mas não eram de todo pessoais...
E não foi só uma linhazinha a dizer "obrigadinho amigo, volta sempre!" Não que seja um mail muito longo, que os membros do governo têm mais que fazer, mas até tem citações filosóficas!
E pasme-se mundo, trata-me por Dr.. Ora, dado que eu não tinha dito no meu mail inicial o que fazia e dado que enquanto trabalhei no gabinete SEOTC nunca tive nada a ver com o gabinete SECP, ele deve ter-se dado ao trabalho de mandar perguntar no Consulado quem é que era o beato que escrevia um mail a mandar vir por ele não referir o Menino Jesus!
Depois de alimentar desta forma o meu ego, este SE passou a figurar em 2º lugar nos meus membros do governo preferidos, logo a seguir ao "meu" SE, claro está!
António, amigo, este emigra está contigo!