Enquanto espero que a casa de banho fique livre e porque no dia de Natal só se deve falar de Natal, vou aqui descrever o meu...
Desde que nasci que a consoada se passava em casa do avô Mana com toda a família da minha Mãe e assim foi até ao ano passado, mas no dia 1 de Janeiro deste ano o avô morreu pelo que este ano o programa passou a ser cá em casa. Eu estava um bocadinho apreensivo porque, de facto, o avô faz muita falta à família e achava que o Natal ia ser um bocadinho estranho, mas acabou por ser muito bom em grande parte graças aos 6 bisnetos que lá estavam (duas bisnetas ficaram em Leiria) que conseguiram fazer barulheira suficiente para quase ficarem uns décibeis acima da já de si ruidosa família Sacadura.
As estrelas da festa foram as mais recentes aquisições da família, os gémeos Manuel e Luísa vindos directamente de Londres. Para quem achar que ter gémeos deve ser um pesadelo, desengane-se, estes são os bébés mais boa-onda que eu já conheci! Têm 6 meses e não choram nunca, fartam-se de rir com as macacadas dos tios mais velhos o que me levou a adorá-los (eu adoro as pessoas que choram a rir com as minhas macacadas!) comem quando é para comer (e isso nota-se bem!) e dormem quando é para dormir. Dois brinquedos autênticos que durante uma noite inteira sofreram a tortura de passar de colo em colo e ouvirem as mesmas parvoíces: "oh tão quido! bilibilubilu!"
É claro que as outras recentes aquisições mas que já por cá passaram uns Natais, o Martim, a Constança, o Joaquim e o João também foram alvos de torturas quase semelhantes e muitas perguntas indiscretas como "oh Martim, então e namoradas?". Com 8 anos!!! A família começa a ser indiscreta desde os primeiros tempos de personalidade!
Como único bisneto letrado, o rapaz das namoradas não existentes foi encarregue de ler estórias de animais ao Joaquim que estava um bocadinho embevecido a admirar a cultura deste primo 4 anos mais velho enquanto que a Constança puxava o brinquedo João de um lado para o outro porque este brinquedo que já anda era mais seguro de manejar do que os dois brinquedos gémeos e admirava-se muito quando um tio lhe dizia que se tinha que mudar as pilhas aos gémeos porque "pareciam mesmo verdadeiros!"
Com tudo isto, a estranheza de não ser em casa do avô Mana dissipou-se, mas não as saudades que os netos todos já sentem do nosso Coronel sem batalhas e o assunto veio à baila umas quantas vezes durante a noite...
Hoje, depois de alguém, se dignar desocupar a casa de banho para eu poder tomar o meu banhinho de Natal, partimos para Ourém para passar o dia com a família do lado do Pai e como aquela terra é sempre um gelo no dia de Natal, lá terei eu que levar o meu capote Alentejano para me manter fervente...
Um Santo Natal e Aleluia!
Aleluia porque nasceu o Menino Jesus, não porque a casa de banho esteja livre... :-)



