sábado, 22 de dezembro de 2007

Post Scriptum

Já agora, o meu TM é Macaense e não tem escrita inteligente em Português e como me enerva imenso estar a escrever em escrita lenta, sejam compreensívos com as respostas em Inglês...

Telemovel

Quando aqui há um mês vim ao casamento do Tim, bloqueei um cartão de TM que agora vim a perceber que não era o meu porque esse ficou misteriosamente perdido sabe-se lá onde. Vai daí ontem fui à TMN pedir uma 2a via e já tenho outra vez o meu TM mas agora não tenho os números de ninguém...
Por isso, mandem-me sms de Natal assinadas para poder ficar com os vossos números.
O meu número é o de sempre: 963255602 (O mesmo número desde que com 21 anos a minha Mãezinha me ofereceu um TM de presente de anos)
Estão a ver as vantagens de ter um blog bloqueado? :-) Até posso escrever o meu número no world wide web!
Já agora, já que estava na loja TMN fiz um contrato de roaming pelo que vou passar a ter acesso ao meu númeor mesmo em Macau: podem mandar SMSs e tudo isso que eu quando vir, o que não será assim muitas vezes, respondo pelo site do mytmn.
Mas hoje é dia do casamento do Capitão Paixão com a Dra. Falcão e isso é mais importante do que qualquer TM: para os noivos não vai nada, nada, nada... TUDO!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Adivinha

Qual é coisa qual é ela que esta semana andou a voar de Seattle para Copenhaga e amanhã voa para Lisboa á com mais um ano do que quando saiu de Seattle?
Adivinham o nome deste estranho OVNI?

PARABÉNS MAFALDA!

(Eu nem sou de me lembrar dos anos, mas ontem até me lembrei mas passei o dia em viagem.)

Telegrama

Cheguei ontem Lisboa STOP
Jantar MSV óptimo STOP
Sem Telemóvel STOP
Já não estou habituado a este frio STOP

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Crazy HK

Ora, depois de uma tarde de estudo na biblioteca da Uni de HK, o programa para a noite prometia: jantar Italiano em casa da Maria Grazia, amiga do Giulio. Antes do jantar o Giulio, eu e dois amigos dele: o Chris da Áustria e o Aaron Sino-Neo-Zelandês, fomos tomar um café num sítio chuiquíssimo no cimo de uma das torres mais altas de HK, a IFC Tower. Um sítio com uma vista espetacular que eu não conhecia... HK continua a surpreender-me e sempre pela positiva!
Depois lá fomos para casa da Maria Grazia que era uma Italiana impecável que cozinhou brusquetas, uma pasta e um tiramisu e tudo isto com muito vinho à mistura. Eu tinha levado de Macau um Douro da Casa Ferreirinha e depois de duas desilusões com um vinho Francês e um Italiano, o Português causou sensação! É que eu já nem noto quando bebo com Tugas, mas em geral o nosso vinho é mesmo muito bom! Fiquei orgulhoso... Claro que estive a explicar quem era a D. Antónia Ferreirinha, como a região do Douro era lindo de morrer, etc.. Quase rebentava de orgulho quando eles diziam coisas do género: "mas porque é que o vinho Português não é mais conhecido se é tão bom?"
Bem, Patriotismos à parte, depois de jantar fomos a LKF, o Bairro Alto lá do sítio, onde conhecemos um casal muito "sui generis". Ele Escocês com uma pronúncia estranhíssima que não se percebia uma palavra, estava a celebrar os 49 anos. Ela Inglesa já para lá de Bagdad com os copos incentivou-nos a cantar os Parabéns a você em Inglês, Italiano, Português, Chinês e Alemão e pagava-nos vinho e champagne (!!!) mas a certa altura, com o entusiasmo, beijou o Chris na boca, passou para o Giulio, depois para a Maria Grazia (juro!!!) e só não me beijou a mim porque a essa altura eu já estava do outro lado do bar.
Aliás, com a discrição que me caracteriza, saí de lá tão rápido que derrubei uma Japonesa que se me atravessou à frente (ser beijado por uma quarentona Inglesa com os copos e uns largos quilos a mais não me pareceu apetecível). É claro que a situação deu para muito riso no táxi até ao hotel. Coitada da Japonesinha que não tinha culpa nenhuma que uma "Bife au Vin" andasse a distribuir beijos e um tanque de guerra Português tivesse fugido para cima dela! Mas tenho a impressão que não partiu nada, apesar de se ter ficado a queixar do braço e se ter ido embora logo de seguida...

Patos Bravos

Os Patos Bravos dão amanhã, dia 19, um concerto no Rock in Chiado, na R. do Café do Chiado às 23h.
Não sabem quem são os Patos Bravos? Não sabem se eles são bons? Então mais vale irem lá ouvir e depois contarem-me como foi porque eu vou estar em HKa essa hora.

Diogo no luxo

Aqui há umas semanas conheci numa conferência cá na Uni o Giulio, um Italiano impecável, super-simpático e divertido que está até daqui a uma semana na Uni de HK a fazer investigação para uma tese sobre o Direito de Investimento na RPC para o Mestrado que ele está a tirar na Uni de Bolonha (esteve lá durante 3 meses).
Ora, como ele não tinha conhecido Macau, ficou logo o convite para vir cá conhecer e ficar no Pagode Alvim. Ora, para quem não saiba, apesar de acolhedor graças ao seu dono muito simpático, o Pagode não é propriamente um luxo, mas de graça até choques eléctricos, certo?
Ora, como eu precisava de ir conhecer a biblioteca da Uni de HK para começar a ter ideias para os meus papers e tese de Mestrado, ele estendeu o convite para ir a HK. A diferença, é k ele não estava instalado numa humilde (não obstante acolhedora) casa, mas sim num hotel de 5*. Isso explica-se porque quando ele cá chegou, a Uni disse que afinal não tinha instalações para ele (quando antes tinha dito que tinha) e ele não conseguiu arranjar nenhum sítio só por 3 meses. Ora, finalmente conheceu um Hongkongonino (palavra inventada) que conseguiu arranjar-lhe uma estadia de longa duração por muito mais baratono tal hotel de 5*. E como o quarto tinha duas camas, fiquei lá lindamente instalado...
Acho que nasci para isto!
Mais ainda, apesar de ele hoje ter ido para uma conferência em Hanoi, convidou-me para lá ficar amanhã porque na 5ª tenho o avião de manhã cedo e se acordasse em Macau ia ser um stress para chegar a tempo! Pois que vim a Macau buscar as coisas e amanhã volto para lá...
Impecável, mesmo!

sábado, 15 de dezembro de 2007

Governo RAP



A MDA é uma agência do governo de Singapura criada com o fim de desenvolver os media no país que agora se saiu com este vídeo promocional... Vale a pena ver, mas talvez valha ainda mais a pena aproveitar ideias!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Alma

Pois que hoje a conversar no skype com o Rui, ele manifestava-se desconcertado com o facto de eu ainda não ter escrito sobre a minha "flatmate" Mexicana, a Alma. Realmente, a vida de um blogador não é fácil: tenho muitos assuntos sobre o que escrever mas depois não me lembro deles na hora de o fazer.
Ora a Alma faz parte do couchsurf, que é aquele sítio na net de que eu também faço parte, e escreveu-me a perguntar se eu sabia de algum sítio barato para ficar durante três meses em Macau. Ora o que acontece é que a Alma é arquitecta, esteve a fazer um Mestrado na Suécia e daí foi contratada para ir para HK. Antes mesmo de chegar, a Alma já tinha arranjado um apartamento em HK a meias com uma amiga, mas quando cá chegou disseram-lhe que afinal ia trabalhar 3 meses numa obra do atelier em Macau (o Casino Veneza, que apesar de já estar aberto, ainda está em construção).
Está-se então a ver a necessidade de uma renda barata, certo? Estar a pagar uma renda em HK e outra em Macau não é fácil e a empresa dela disse que não comparticipava. Dado que a minha enorme mansão tem dois quartos, eu propus-lhe ficar lá e dividirmos as despesas, proposta que foi aceite.
Ora a Alma é impecável, bem disposta, arrumada mas paciente (ainda não se passou com as minhas desarrumações, mas, em abono da verdade, eu também estou melhor) e tem pica para saídas à noite o que é sempre indispensável num "flatmate".
Infelizmente temos tido certas incompatibilidades de horário. Quando eu acordo às 8.00 ela já saiu (!!!) e grande parte das vezes já está deitada quando eu chego a casa. Vida de arquitecta...
Antes de ontem contou-me que parece que, afinal de contas, os bosses de HK querem-na em HK a partir do princípio de Janeiro, pelo que isto de partilhar casa vai ser sol de pouca dura. Mas mesmo sendo uma curta experiência, é bastante positiva. Recomendo vivamente a partilha de casa!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Como Deus me trouxe ao mundo...

Hoje de manhã lá fui eu ao ginásio para o meu treino matinal e depois disso fui tomar o meu duchezinho como é de bom tom. Como eu aqui já disse, os balneários são óptimos porque estão sempre vazios (eu sou bastante púdico, pelo que me faria confusão partilhá-los com muita gente) e porque os chuveiros têm imensa pressão.
Depois do duche, também como é de bom tom, sequei a cabeça. Ora, como é fácil de perceber, enquanto uma pessoa está a secar a cabeça, está a esfregar os seus cabelinhos e o seu courinho cabeludo com a toalha, pelo que esta não está a tapar as partes podengas, estando expostozinho como Deus a enviou ao mundo.
Ora estava eu nesta situação quando entra pelo balneário a dentro uma senhora chinesa das limpezas com idade para ser minha avó e eu só tive tempo de, rapidamente e em força (como se estivesse a ir para Angola), puxar a toalha para baixo de forma a cobrir o que eu não descobro nem na praia.
Pergunto-me a mim mesmo se a tal senhora só pode limpar o balneário durante a hora de funcionamento do mesmo? Ou será que não pode limpar os balneários logo a seguir à abertura, quando as pessoas que vão usar os ditos cujos ainda estão no ginásio?
Por último, pergunto-me a mim mesmo porque é que 2 minutos depois do sucedido, a senhora voltou a entrar pelo balneário a dentro? A bem do meu espírito púdico, na altura já tinha as calças vestidas, mas fiquei intrigado...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

What do we wish you?

We wish you...
A merry Christmas!



And a happy New Year!

Mugabe e Khadafi em Lisboa

Pois na cimeira Euro-Africana compareceu todo o tipo de pessoas e isso parece-me bem. Parece-me bem que todos os governantes sejam convidados para estas conferências e parece-me mal que um Primeiro-ministro de um Estado Membro não tenha comparecido porque nesta cimeira ia estar Mugabe.
No entanto, se todos devem ser convidados, também há verdades que devem ser ditas e muito bem esteve a Chanceler Merckel ao criticar Mugabe, que tem destruído a economia do Zimbabwe de uma forma inacreditável e reprimido os mais elementares direitos do povo do país. Aquele que foi o "celeiro de África" está hoje na miséria e a sua população morre de fome. Só me espanta que ele tenha o descaramento de vir pedir esmolas à UE devido às más condições económicas do país!
Já quanto ao Khadafi, aparece vestido de uma forma espampanante como se fosse uma estrela de Hollywood e enquanto no seu país uma repressão inacreditável dos mais fundamentais direitos humanos continua, ninguém deixou de lhe ir dar uma aperto de mão e de com ele trocar uns sorrizinhos. Porquê dois pesos e duas medidas?

Missa em Inglês

Ontem atrasei-me para a Missa das 17.30 pelo que decidi ir à das 18.30 que é em Inglês e a diferença entre as duas não podia ser maior!
Em primeiro lugar é diferente no número de pessoas: a Missa em Português tem uma dúzia e meia de gatos pingados enquanto que a Missa em Inglês estava de tal maneira cheia que até lá atrás, de pé, era difícil passar. É claro que como Tuga que sou, passei por toda a gente e fui com a Wendy e a Dan, minhas colegas chinesas de Mestrado, sentar-me num dos altares laterais.
Em segundo lugar na resposta: na Missa em Português ninguém responde e até vai um senhor para o ambão respoder à Missa no microfone para o padre não se sentir deprimido. Bem, não sei se isso acaba por ser causa ou efeito, talvez até seja pelo facto de estar lá o respondão oficial que ninguém responde...
Em terceiro lugar, enquanto que as músicas na Missa em Português são sempre impulsionadas pelo Padre sem serem seguidas por ninguém (vá, às vezes há uma velha que também guincha qualquer coisinha) e já eram consideradas antigas quando Junot invadiu Portugal, na Missa em Inglês há um coro verdadeiramente impressionante, dos melhores que eu já ouvi, a cantar músicas lindas e toda a assembleia segue o côro em uníssono. É lindo!
And last but not least, o Padre que celebra em Português até é muito simpático pessoalmente mas a celebrar não se percebe uma palavra do que ele diz (ainda não percebi se é Indiano ou Timorense, mas a pronúncia é muito forte) enquanto que o Padre Inglês fala lindamente, tem piada a falar, vai mandando as suas piadinhas e mantém a malta animada durante a celebração! Já dizia o outro do PREC que "o que faz falta é animar a malta" e, de facto, talvez o motivo para a Missa em Inglês estar apinhada de gente e a Missa em Português estar às moscas seja mesmo que a maioria das pessoas não está para aturar uma estupada.
Vou ter que comprar um Missal Inglês para conseguir responder na Missa e já se sabe a que Missa é que eu vou passar a ir, certo? Até vou ver se consigo entrar no côro...
PS para os residentes em Macao: no próximo Sábado às 19.30 há um concerto com músicas de Natal de todos os colégios Católicos de Macau.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

O meu reino por uns mocassins II

La encontrei os malfadados mocassins num centro comercial que se chama New Yaohan, ainda nao fui ver das camisas mas vou amanha (obrigado Vitorio!). E agora nao so nao estou no meu computador, como me tenho que despachar para ir jantar. Como a minha famelguinha vai estar em Londres no fds, eu vou passar o fds a cantar temas dos Beatles.
Nao tenho nada mais interessante para escrever e o que escrevi ja de si era sobejamente desinteressante! :(
Bom fds a todos!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Mochila aparecida!

Para aqueles que ainda estavam preocupados que a minha mochila estivesse a passar frio em Helsínquia, devo pedir desculpa porque me esqueci de dizer que no dia seguinte apareceu intacta e com todos os seus pertences lá em casa. Deu um jeitão a perda para não ter que vir com mochila de campismo às costas!

O meu reino por uns mocassins!

Sabem aqueles mocassins pretos normalíssimos que se podem encontrar em qualquer sapataria de Portugal, até nas de Mangualde? Vá, aqueles mesmo mesmo vulgares, normalíssimos... Aqueles que...
Pronto, acho que já perceberam a ideia, não já?
Pois andei à procura desses sapatos cá em Macau. Percorri umas vinte sapatarias de Macau e nem numa os encontrei! Na primeira dessas sapatarias tinham três pares diferentes de mocassins pretos bem bonitos mas nem um deles o n.º 41! Mas, afinal de contas, porque é que aquelas almas não têm o n.º 41?
"Because there are many people looking for the 41, Sir!"
Então, regra de ouro dos negócios, se há muita gente a querer um produto, aumentem a quantidade desse produto, certo? Vá, eu sei que não sou um homem de negócios, mas isto parece básico a qualquer alma!
Bem, lá passei eu à 2ª, à 3ª, à 4ª... À 19ª, à 20ª... Aí nem n.º 41 nem mais nenhuns números, não tinham mocassins pretos tradicionais para pôr com fato e pronto!
E porque é que, de um momento para o outro, preciso de uns mocassins? Tudo porque num acesso de esbanjamento que ainda estou para compreender, decidi deixar os outros em Portugal e comprar cá uns. Afinal de contas ia precisar dos outros para o casamento do Gonçalo e da Rita em Dezembro e assim já ficavam em Lisboa para o que desse e viesse...
Má ideia! Por falta de sapatos, desde que cheguei a Macau que não uso fato para as aulas... Enfim!
E não pensem que é uma daquelas minhas forretices que não vi nenhuns porque eram todos caros. Aqueles primeiros eram Sebago autênticos (não pensem que lá porque isto é a China...) e eu queria comprá-los se tivessem o meu número... Os que eu vi ou tinham a parte da frente entrançada e com um crocodilo lá pendurado, ou eram bicudos de mais, ou eram quadrados de mais, ou tinham aquele feitio se serem muito largos na zona dos dedos e depois muito apertados à frente, ou tinham qualquer outra coisa que os faziam ser de se vomitar!
Acho que amanhã volto ao ataque. Wish me luck! Devo ir ao Casino Veneza porque tem lá um Centro Comercial (caríssimo mas já estou por tudo) cheio de lojas Ocidentais.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Surpresas nos aeroportos

Pois é, sobre a minha saga de um fim de semana em Lisboa só me faltava mesmo dizer que tive duas agradáveis surpresas nos aeroportos.
Ao desembarcar em Lisboa vi uma silhueta do outro lado do vidro e em contra-luz a dizer-me adeus. Quando passei para o outro lado, vi que era a minha amiga Mariana que estava nesse momento a embarcar para voltar para Macau. Ainda para 1,5 minutos de conversa antes dela terque correr para o avião.
Quando, passados dois dias, estava a desembarcar em HK, estava lá meu amigo William que trabalha no aeroporto e estava na hora da pausa por isso decidiu ir lá esperar-me ao avião. A pausa dele também não era muito longa mas ainda deu para 5 minutos de conversa para pôr as novidades em dia e eu lhe contar como as noivas estavam giras, etc..
E com isto acaba-se o relato da minha curta estada em Lisboa que, apesar de cansativa, não deu sequer para conseguir um jet-laguezinho de jeito.

Banhos no ginásio

Não tem sido fácil tomar banho em casa... Depois da estória do chuveiro que não funcionava, na semana passada rompeu-se um cano na cozinha e ontem outro cano fora de casa mas um dos canos que iam dar a minha casa.
Por esse motivo, lá ando eu de novo a ir tomar banho ao ginásio. O mal é que o ginásio está em obras e o barulho e o cheiro a tinta no próprio ginásio dão-me dores de cabeça, pelo que a opção é estar no ginásio 10 minutos e depois ir logo para o duche.
Até nem é tão mau assim tomar lá duche. Como os Chineses são ainda mais púdicos que eu, ninguém lá toma banho, pelo que tenho sempre os balneários só para mim e o duche á não só é muito mais forte do que em minha casa como é de graça. E de graça, até choques eléctricos! :-)

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Salmo de hoje

Que giro que é o salmo de hoje! Depois de partilhar aquela conferência surreal, achei que também valia a pena partilhar este salmo...
Salmos 19(18),2-3.4-5.
Os céus proclamam a glória de Deus; o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia passa ao outro esta mensagem e uma noite dá conhecimento à outra noite. Não são palavras nem discursos cujo sentido se não perceba. O seu eco ressoou por toda a terra, e a sua palavra, até aos confins do mundo. Deus fez, lá no alto, uma tenda para o Sol.

Mails

Depois de tantos e tão compridos mails no princípio da semana, achei que seria boa ideia dar aos inteligentíssimos leitores deste humilíssimo blog uma pausa de pelo menos uma semana, mas não resisti a partilhar o mail que recebi hoje.
No meu mail da Universidade recebo em média uns 20 mails por dia (sem exagero, mesmo!) a anunciar coisas tão importantes como: "obras no 3.º andar do edifício Choi Kao Iao", "conferência sobre isto e aquilo", "palestra sobre a utilização dos recursos na biblioteca", "jogo de futebol professores- alunos da faculdade de Direito", etc.
Se estes mails são uma seca e são apagados quase instantâneamente, houve um hoje que me chamou a atenção:
A timely reminder!
Dear Colleagues,
You are cordially invited to attend the following seminar to be held in November:
"Phantoms for Evaluation of Interactions between Antennas and the Human Body"
Guest speaker : Dr. Koichi Ito, Chiba University, Japan
Date : 30 Nov 2007
Time : 4:30-6:30 pm
Place : J-323
Achei que os leitores deste assombradíssimo blog poderiam estar interessados...

terça-feira, 27 de novembro de 2007

O cana-rachada irritante que por pouco ia levando com um tiro na cabeça

Aqui há uns largos anos a minha grande amiga Meretíssima Ana Sofia avisou-me (umas 364894 vezes) que eu tinha uma voz muito metálica e audível e que tinha que baixar o tom. Dado que eu sou do género de obedecer às ordens dos magistrados, mesmo que na altura a Ana ainda fosse uma magistrada em potência, eu passei a ter mais cuidado com a minha voz, baixando-a sempre que possa causar perturbações... Vá, sempre, sempre talvez não...
Enfim, o problema nesta estória é que nem todos tiveram uma amiga magistrada tão clarividente. Pois no vôo Helsínquia-HK consegui adormecer depois de tomar uns 4 ou 5 comprimidos para o sono e dormi umas 3 horas até que um tipo Finlandês com a voz mais metálica que eu alguma vez ouvi e que estava sentado na fila à minha frente decidiu começar a conversar com um velhote Italiano e me acordou.
Primeiro eu achava que estava a sonhar e não percebia porque é que no meu sonho havia de entrar um Finlandês a falar mal Inglês que repetia vezes sem contas que ia para o Bangladesh e que tinha muito respeito pelas pessoas mais velhas mas quando me apercebi que afinal não estava a sonhar e comecei a fazer as contas às horas que tinha dormido cresceu em mim uma fúria que, mesmo assim, me saiu pela boca de uma forma controlada e cortêz:
"- Could you please keep it low because there are people trying to sleep? Thank you!"
Talvez o excesso de educação não me tivesse deixado ser tão claro quanto gostaria de ter sido, porque mal me deite continuei a ouvir a voz metálica a ressoar nos meus ouvidos:
"-Do you know where Bangladesh is?" O velhote vinha de Itália, não vinha do Burkina-Faso... "I was born in 1980, but I have the greatest respect for older people!" E que tal o velhote Italiano mandá-lo ir chamar velho ao Pai Natal?
Fui ficando cada vez mais nervoso com a situação, a fúria quase que me estava a fazer espumar para cima da almofada e já sentia que estava a ficar um bocadinho encarnadinho e que qualquer olho atento poderia ver o vapor a sair-me dos ouvidos até que me levantei e num sussurro quase a berrar (sabem como é um sussuro-berro?), lhe disse com um tom um tanto quanto irado:
"- Will you shut the f... up? Are you too stupid to see everyone around you is trying to sleep? Get a record of your voice and try to listen how annoying you sound but do it later and now, SHUT THE F... UP!"
Saio aqui em defesa da honra e reputação dos senhores meus Pais que tentaram fazer de nós os 4 pessoas minimamente educadas e polidas. Até que tiveram bastante sucesso com os outros 3...
Bem, depois de descarregar a minha raiva e do Finlandês se calar, dormi que nem um justo mais umas 3 horas até acordar com o pequeno-almoço à minha frente que me tinha sido posto à frente pelo rapaz com sapatos Pierre Cardin ao meu lado. Se ele não tivesse feito isso, a hospedeira tinha passado por mim sem parar e eu tinha morrido de fome, mas acho que ele o fez em gesto de agradecimento.
Depois disso, o homo-metalicus-irritantis vira-se para ele e pergunta-lhe se eu ("your friend") tinha dormido bem e estava mais calmo. Em vez de ser um gentleman e agradecer o facto dele se ter calado, só consegui resmungar um: "Yeah, I slept, but not thanks to you!"
Ainda bem que eu confio num estudo Americano que uma vez li no qual se dizia que as pessoas baixas raramente são envolvidas em lutas por 3s porque não parecem constituir uma ameaça que valha a pena repelir...

Desilusão com os Finlandeses (leia-se Finlandesas)

Aqui há uns anos fui visitar a Mafalda a Copenhaga e o que vi por lá deixou-me verdadeiramente rendido à Escandinávia. Claro que os castelos são muito bonitos, os jardins também e aqueles toques de exotismo em Cristiânia e de magia no Tivoli fazem desta capital Europeia uma cidade muito simpática, mas aquilo que verdadeiramente faz da Dinamarca um estrondo de país é (como é que hei de pôr isto de forma a não ferir susceptibilidades femininistas?) o potencial humano da sua população feminina. (uff! até que acho que me saí bem!)
Pois depois de conhecer o enorme potencial humano das raparigas Dinamarquesas, estava felicíssimo de viajar com a Finnair via Helsínquia porque não podia estar mais convencido que este potencial humano era comum a todos os países escandinavos e estava à espera que ao meu lado se sentassem raparigas (hummm...) intelectualmente estimulante, com quem eu pudesse manter uma agradável conversa ao longo dos dois longos vôos Lisboa-Helsínquia e Helsínquia-Lisboa, conversa que pudesse, por exemplo, me servir de base à preparação das aulas de Filosofia do Direito, claro!
Pois a desilusão não podia ter sido maior. Digamos que as raparigas Finlandesas que vinham no avião (todas sem excepção, pelo menos no vôo de Lisboa, no outro o avião era maior e não dava para ver toda a gente) têm muito pouco em comum com as Dinamarquesas... Serão mais ou menos uma mistura entre o pior das Russas com o pior das Alemãs, ou seja, humm... Pouco estimulantes intelectualmente falando.
Eu a certa altura até vi duas que me pareceram intelectualmente estimulantes 3 filas à minha frente, uma loura arruivada de olhos azuis e sardas e a outra de cabelo e olhos castanhos e com narizinho de Cleópatra, ambas com ar de perceber uma data de coisas sobre Aristóteles, Montesquieu e Rawls mas não só estavam afastadas do corredor por uma enorme e assustadora Finlandesa (muito parecida em todos os aspectos com o Pai Natal, até nas barba) como estavam a falar Inglês com um sotaque muito Inglês, o que me fez desconfiar que não eram Finlandesas...
Pronto, e esta foi a desilusão, não me senti intelectualmente estimulado a entrar em nenhuma conversa e continuei a estudar "Uma teoria de Justiça" de Rawls para a aula de hoje...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Dançando com as noivas

No Sábado dancei com duas noivas: a Mafalda e a Joana!
Como já escrevi antes, estive no casamento do Tim e estive até este acabar, mas como a cerimónia tinha sido ao meio dia, a festa acabou antes do casamento da minha querida amiga Joana com o Bruno (nenhum deles cinturão negro) que tinha sido às 4 da tarde.
Infelizmente, quando cheguei ao casamento da Joana já estava para lá de Bagdad (do ponto de vista de Macau, dado que estava em Lisboa) mas ainda reuni as forças necessárias para dançar com a noiva.
Nunca tinha dançado com duas noivas no mesmo dia e gostei muito da experiência! Ambas dançavam muito bem mas, infelizmente, os meus dotes como dançarino não vão ao ponto de conseguir dançar tão bem com uma rapariga "vestida à civil" como com uma rapariga com um vestido até aos pés.
Nota mental: pedir à minha noiva para não levar vestido até aos pés quando nos casarmos... Sim, esse dia há-de chegar, nem que encomende uma daquelas noivas russas pela Internet!

Últimas notícias:

- a Finnair perdeu-me a mochila, qua ainda está em Helsínquia a congelar, mas vão entregar-ma a casa amanhã;
- enquanto eu tomava banho rompeu-se um cano do esquentador mas o senhorio vai lá amanhã com uns canalizadores para arranjar aquilo ou para substituir o esquentador a gás por um eléctrico que estava lá a mais;
- o inquérito que a Universidade lançou sobre o "caso do cretino" teve fim com uma carta de aviso e não com um processo disciplinar.

Entregando o Tim

Ao lerem o post anterior os inteligentíssimos, fantastiquíssimos e formidabilíssimos leitores deste humilíssimo blog devem ter ficado a pensar: "Mas este gajo é louco? Isto valia a pena?"
Meus amigos, tudo vale a pena quando a alma não é pequena e aqui tratava-se do casamento do meu grande amigo, e agora afilhado de casamento, Tim com a sua Mafaldinha (atenção, não confundir com o Timme Dinamarquês e com esta Mafaldinha).
O Tim e eu trabalhámos juntos desde 2000 na Junta de S. João de Brito mas foi numa Missão com o Movimento de Schonstadt em Coruche em Fevereiro de 2003 logo seguida de projecto de acção social do MSV em Agosto e Setembro do mesmo ano que ficámos mais amigos.
Aqui há uns 3 anos o Tim conheceu a Mafalda, uma respeitável cinturão negro de Tae-Kwon-Do, e faz por agora um ano e tal que este simpático casal foi o primeiro a experimentar o primeiro utensílio que eu tive no Château d'Alvim, o conjunto de fondue! No Sábado passado deram o golpe marcial da sua vida e eu não podia mesmo faltar a este acontecimento porque, como padrinho, quase se pode dizer que fui entregar o Tim e que este ficou em muito boas mãos (quem é que se vai meter com o marido de uma cinturão negro de TKD??).
Eu queria mesmo meter aqui fotografias do novo casal para se poder ver como estavam felizes, como a noiva estava uma braza (eu posso dizer isto duma cinturão negro porque estou bem longe do alcance de um pontapé e até ao Natal ela esquece), como o noivo estava tão bem apessoado, etc. Infelizmente, esqueci-me da my precious em Lisboa. Ainda bem que se pode sempre contar com o blog do lado para suprir estas faltas...

Ressonando no avião

Quando se diz "isso fica lá para a China" ou "já estou para lá de Bagdad" não se exagera:a China fica mesmo longe para burro. Aliás, para burro não, coitado do bicho chegava cá morto, fica longe para avião. E mesmo assim...
Pois é, dado que eu saí daqui (leia-se HK) à meia noite de 5ª para 6ª feira, planeava dormir todo o caminho até Zurique e chegar a Zurique fresco que nem uma alface. Para me assegurar que tal acontecia, comprei uns comprimidos para dormir e tomei logo dois no fim do jantar dado no avião, que era só para as dúvidas. De facto fiquei cheio de sono mas como ia num lugar central não tinha onde apoiar a cabeça. De cada vez que adormecia, a cabeça caía para trás, eu dava um ronco bem alto e acordava com o próprio ronco!
Adormecia, dava um ronco, acordava...
Adormecia, dava um ronco, acordava...
Adormecia, dava um ronco, acordava...
Parecia uma tortura da KGB!
Ainda tentei algumas posições fantasiosas que incluiam aninhar-me entre o meu banco e o do lado que estava vazio, mas nada funcionou! Cheguei a Lisboa de rastos! E as pessoas que me rodeavam não devem ter chegado melhor, se acordavam com cada ronco que eu dava.

Muito para contar...

Pois é, este FDS fui a Lisboa numa visita relâmpago e tenhomuitas e variadas estórias:
- Ressonanço no Avião
- Entregando o Tim
- Dançando com as noivas
- Desilusão com os Finlandeses (leia-se Finlandesas)
- O cana-rachada irritante que por pouco ia levando com um tiro na cabeça
- Uma surpresa à chegada
Infelizmente agora o tempo não é muito, pelo que serve este post apenas para dizer que acabei de chegar a Macau, estou muito bem tirando uma mocada de sono que nem me aguento nas pernas, a minha mala (aka mochila de campismo) ficou algures em Helsínquia com uma biblioteca lá dentro (se nada desaparecer até é bom porque ma vêm entregar a casa e assim poupei-me a andar a carregar com ela até à Taipa).

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Famosos em Macau

Hoje, estava eu descansado da vida a comprar pérolas para a minha amiga Maggy (comprar pérolas é uma coisa que eu faço muitas vezes... eheheh) quando entra pela loja adentro o Eng. Anacoreta Correia. Como é óbvio, eu não posso ver uma pessoa famosa que meto logo conversa e fiquei surpreendido: muito terra-a-terra, muito simpático... Fossem todos os políticos assim...

Hablas Español?

Ontem conheci um Americano que veio mais uma vez com a conversa de que não sabia falar Holandês, ao que eu lhe respondi que eu também não dado que era PORTUGUÊS, o meu nome é PORTUGUÊS, os meus Pais, Avós, Bisavós e Trisavós são PORTUGUESES e que os Holandeses não usam barba (sim, eu voltei a deixar crescer para voltar a ser um genuíno Tuga). Pronto, se calhar há muitos Holandeses com barba e a maioria dos Portugueses não a usa, mas todos os argumentos são genuínos até serem controvertidos e ele não respondeu que conhecia muitos Holandeses com barba...
Em vez disso, já estava eu fulo e a falar devagarinho e com um sorriso como eu falo quando estou fulo, quado ele se vira e diz com aquele à vontade misturado com a bronquice que caracteriza os Americanos:
"- Ah! Ès Portugues! Pues yo hablo un poquito de Español!"
Quase lhe dei um tiro!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Sangue Chinês

Fizeram uma colecta de sangue cá na Universidade e eu fui a primeira pessoa a chegar, ontem às 11h, para dar sangue. Por todo o lado na Universidade pediam especialmente aos Caucasianos para dar sangue, pelo que eu decidi espalhar a minha nobreza pelo Oriente (olha os Chineses todos a ficarem com sangue azul: será que ficam betos como eu?).
E o motivo para isto é muito simples:
- 99,5% dos asiáticos têm um tipo de sangue positivo;
- 15% dos caucasianos têm um tipo de sangue negativo.
Ora, como 99% dos dadores em Macau são asiáticos, a possibilidade de um Caucasiano com sangue negativo ter sangue compatível com o seu se for parar ao hospital é quase nula (até porque os negativos só podem receber dos negativos).
Quando os médicos me viram correram para mim felizes da vida mas eu tratei logo de os desapontar: "oh meus meninos, eu cá tenho A+, como a maioria dos Chineses!"
Pronto, ficaram muito tristes mas mesmo assim filmaram-me, tiraram-me fotografias e acho que se eu não tivesse saído dali a tempo, ainda me tinham pedido um autógrafo. Esta é a reacção que eu provoco em qualquer lado onde vá...

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Grande Prémio de Macau

(Antes de mais devo avisar o Rui que talvez não seja boa ideia ler este post, pode ficar nervoso… eheheh)
Este fim-de-semana decorreu o grande prémio de Macau, um dos maiores eventos do ano por estas bandas e eu não podia ter arranjado melhor companhia para ir: dois Alemães e uma Israelita tão conscienciosos do dinheiro como eu, ou talvez ainda mais (sim, é possível). Pelo que bem cedo lá apanhamos o autocarro gratuito porque durante o GP os autocarros são gratuitos.
Quando lá chegámos, verificámos que os preços não eram o que esperávamos (€30,00 ou €35,00 por lugares de 2.ª categoria) pelo que decidimos investigar modos de não ter que pagar. Íamos a passar por um centro comercial mesmo à beira de uma das ruas principais do circuito do grande prémio quando eu vi uma porta a dizer “staff only”, que em Português quer dizer: “venham cá ver se encontram um bom lugar para ver o GP”. Entrámos discretamente (uma das minhas mais marcadas características logo a seguir a ser consciencioso com o dinheiro, é ser discreto), subimos ao último andar e entrámos numa sala com os exaustores dos ares condicionados do edifício e com uma vista fenomenal sobre o percurso.
Talvez a sala não estivesse tão limpa quanto se poderia esperar e provavelmente menos uns 10ºc tivesse tornado o ambiente mais respirável, mas uma das corridas estava quase a começar e não há dúvida de que a vista não podia ser melhor. Os Ingleses costumam dizer que "beggars can’t be choosers”, o que em Português quer dizer “gente de tão alto gabarito merecia que alguém tivesse limpado o sítio e posto um ar condicionado”.
Depois desta primeira corrida, decidimos que gente fantástica como nós estava bem era na curva do Casino Lisboa, que é o local mais ambicionado porque é onde mais carros se espetam, e que deveria ser aí que devíamos ver a fórmula 3 da parte da tarde. Lá fomos mas achámos que talvez pagar €80,00 não estivesse dentro do nosso espírito de gente parcimoniosa. Vai daí, enquanto eu e os dois Alemães estudávamos a possibilidade de trepar as grades da bancada, a nossa Princesa Hebraica foi lançar charme aos guardas Filipinos. Apesar dos nossos engenhosos e muito discretos projectos, que envolviam, por exemplo, trepar para cima de umas casas-de-banho de plástico que ficavam mesmo em frente à esplanada montada para a ocasião e que estava cheia de gente, o charme funcionou melhor e passado pouco tempo estávamos lá por detrás de umas bancadas ante a complacência dos guardas perante a beldade do grupo. Às vezes penso que se tivesse nascido rapariga já teria conseguido poupar uma fortuna ao longo da minha vida…
Quando acabou a primeira corrida (que ainda não era de fórmula 3 mas de uma outra fórmula qualquer), toda a gente começou a sair para almoçar e nós percebemos que bastava um carimbo na mão para voltarmos da parte da tarde e nos irmos sentar nas bancadas! Foi como roubar um doce a uma criança! (Não, nunca fiz tal coisa!)
Lá fomos comer as nossas sandes trazidas de casa e no fim disso sentimos sede. Foi aí que os engenhosos Alemães se lembraram de ir buscar bebidas ao casino Wynn que as distribui de graça na sala de jogo. Para quem não sabe, eu, como funcionário público, não posso ir às salas de jogo, mas nada os impedia de me trazerem bebidas, que foi o que aconteceu…
No fim do almoço fizemos uma sesta nos escorregas do jardim infantil e quando a hora da corrida se aproximou, lá regressámos com as nossas mãos carimbadas e lá nos fomos sentar confortavelmente nas bancadas. Pronto, tivemos que mudar de lugar 3 vezes porque havia uns aldrabões que insistiam que os nossos lugares eram deles, mas lá que ficámos estrategicamente sentados, ficámos!
No fim do dia, comecei a fazer as contas e achei que com sorte me ia deitar sem ter gastado uma pataca mas decidi ir à Missa e eis que aqueles exploradores de consciências me passam um cestinho das esmolas à frente e fazem aquele ar de “ah e tal e coiso é para os pobrezinhos!” E eu sou o quê? Um Rotschild?

sábado, 17 de novembro de 2007

Passaporte cheio!

Ontem decidi faltar a um seminário que tinha ao fim da tarde mas o motivo foi bom: passar algum tempo de qualidade com o Afonso e a Francisca em HK. Foi com alguma consternação que reparei que o meu passaporte tem já 7 páginas cheias de carimbos das minhas excursões a HK e que se continuo desta forma dentro de 3 meses tenho que pedir um novo e pagar mais 60 euros!
Bem, esta é uma pequena preocupação, nada comparável ao dia óptimo que passei em tão boa companhia em HK!