quinta-feira, 1 de novembro de 2007

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Confusões

Hoje li isto sobre mim: "O post colocado pelo professor e que entretanto foi retirado ao mesmo tempo que o próprio blog era limitado a acessos por convite..."
Ora isto não pode de todo ser considerado verdade, pelo que voltei a abrir o blog, por dois ou três dias no máximo, para esclarecer algumas coisas:
1.º O post que me tornou (mal) famoso em Macau foi retirado na 5.ª à noite;
2.º Na 6.ª à noite escrevi o pedido de desculpas que se pode ler em baixo, um pedido de desculpas público que, infelizmente, não foi divulgado por mail como o outro post;
3.º Ontem pedi desculpas publicamente, em frente de todos os alunos de língua Portuguesa dos 5 anos do curso de Direito.
Só depois desse pedido de desculpas público, e tomando conhecimento que já toda agente tinha vindo ao blog por essa altura, decidi tornar este blog privado.
Pelos vistos isso não aconteceu, muita gente não tinha lido o pedido de desculpas e, pelos vistos, também não leram a célebre passagem bíblica da mulher adúltera, "quem não tiver errado, que atire a primeira pedra". Eu sei que errei, eu estou arrependido, o que mais é necessário?

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

domingo, 28 de outubro de 2007

Ratificação do "Tratado de Lisboa"

Ainda aqui não me pronunciei sobre o projecto de "Tratado de Lisboa" porque ainda não o li todo, mas não queria deixar de me pronunciar sobre a forma de ratificação do mesmo.
Depois de o Presidente da República vir dizer que o Tratado deveria ser ratificado por Referendo, o Primeiro-ministro defendeu que até pode ser que assim seja, mas que a ratificação pelo Parlamento é tão válida como a ratificação por Referendo.
Do ponto de vista legal, não posso deixar de concordar, mas do pontode vista político não posso deixar de discordar! Devia-se adoptar, em certas e determinadas matérias de maior importância ou sensibilidade nacional, o hábito de consultar os cidadãos por referendo. Isso só envolverá mais os cidadãos nos assuntos, levá-los-á a informarem-se mais e a interessarem-se mais pela política sem acharem que as decisões da coisa pública devem ficar lá por São Bento e Belém...
Isto independemente do facto de considerar que a situação a que a Europa chegou exige uma revisão dos Tratados urgentíssima e, mesmo que não concorde com todas as disposições que li até agora neste projecto, pesando os prós e os contras do projecto e de a resolução da situação voltar a ser adiada, eu estaria tentado a votar sim...
Já agora, ainda nem sei se os emigrantes votam em referendos, só sei que votam nas Presidenciais e nas Legislativas. Europeias e Referendos são dúvidas que eu tenho e que vouter que investigar.

Liceu Filipa de Lencastre

Foi bom ficar a saber que o meu Liceu ficou classificado como o segundo melhor liceu estadual de Portugal! Pronto, decimo sétimo lugar no ranking geral que inclui os privados... Enfim, no Mirario não me deixariam estudar.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Aos meus alunos

E, já agora, agora que eu sei que os alunos descobriram o blogadíssimo: não contava mesmo com isto, mas sejam bem vindos (podiam era ter avisado mais cedo)! Como é óbvio, as opiniões que aqui dou, políticas, sociais ou quaisquer outras, não as discutirei nas aulas... As aulas são para falar de Direito, Historia, Filosofia, Economia mas tudo isto sem pré-compreensões da sociedade ou do mundo impostas de cátedra. O bom do curso de Direito é a liberdade de pensamento e de expressão que estudá-lo nos ajuda a ter.

Injustiça

Na 4a à noite escrevi aqui um post muito acalorado porque na altura estava bastante irritado com uma situação que me pareceu bastante injusta. De facto, na altura acabei eu por ser bastante injusto porque o meu critério de justiça na avaliação, não tem que ser um critério igual para toda a gente nem tem que ser aquele a que me habituei na FDUNL, a minha alma mater, como justo. Tendo isso em conta e tendo pensado melhor sobre o assunto, ontem removi o tal post.
Todavia, o que eu não sabia, nem podia saber, era que os meus alunos tinham descoberto que eu tinha um blog (talk about small world!!!) e hoje vim a saber que o aluno em questão ficou triste e sentido com as minhas palavras.
Como se pode ver pelos links aqui do lado, este é um blog de e para os amigos e nunca o revelei profissionalmente. Claro que os amigos dos amigos acabam por cá chegar saltando de blog em blog e quando tinha um contador que me dizia de onde eram as visitas até me lembro que “apareciam” internautas que cá tinham vindo parar através das buscas mais invulgares do mundo no google! Todavia, agora que já não tenho contador há tanto tempo e não sei quantas pessoas visitam o blog ou de onde vêm, voltei a escrever como se de uma conversa entre amigos se tratasse.
E como nesse dia estava mesmo zangado com a situação porque, erradamente, só considerei o meu ponto de vista de justiça acabei por usar o blog de cabeça quente como um desabafo de frustração. Fiz muito mal! Juntando isso a ter sido injusto com o aluno em questão, que pelo que me disseram, é uma pessoa que não o merece mesmo, acho que pela mesma forma com que fiz que ele se sentisse triste e magoado comigo, devo agora pedir desculpa.
Por isso aqui fica, em toda a sinceridade, o meu pedido público de desculpas!

O gajo ate que sabe cantar!



Fico tão orgulhoso! A pensar que quando eu lhe comecei a dar aulas de canto ele parecia um pardalinho depenado a cantar e hoje em dia é o que se vê, até chega aos calcanhares aqui do mestre!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Gente mal formada

Se há coisa que me chateia valentemente é gente mal formada! A gente mal formada topa-se à distância, é aquela gente que faz tudo para “tramar” a vida aos outros, mesmo que com isso não tenha nenhum benefício.
Há uma coisa que me parece pouco boa no regulamento da faculdade, que é não haver avaliação contínua de espécie nenhuma: contam as frequências, os exames e pronto, mais nada! Se o aluno se empenha imenso para participar nas aulas, se prepara trabalhos, estuda para testes intercalares, o melhor que terá será uma palmadinha nas costas e um sorriso do professor.
Tendo isto em conta, propus a uma turma minha que os testes intercalares valessem apenas para subir a nota da frequência. Propus aos alunos uma “win or win situation”, não tinham nada a perder: ou faziam o teste e eram beneficiados ou não faziam e também não eram prejudicados.
Como é obvio, dado que a maioria dos meus estudantes são inteligentes, a proposta foi aceite por essa maioria. Mas houve um que se opôs... Um! Com base em quê? Em que ele não poderia comparecer no dia do teste. Repare-se, ele não seria prejudicado por não fazer o teste, mas todos os que o faziam podiam daí obter um beneficio...
Pois ele escolheu ir “fazer queixinhas” a quem de direito. Essa pessoa compreendeu perfeitamente que eu só estava a tentar ajudar os alunos, compreendeu que isso seria mais justo mas, e eu concordo a 100% com ela, para dobrar as normas tem que haver unanimidade. Como há um que não concorda, todos os outros que quisessem ser beneficiados, não o serão. E, se um aluno que tiver um 17 no teste, chegado ao exame tiver um 9 chumba! Chumba e ponto final, faz para o ano se quiser! São os azarujitos da vida...
Tudo isto por causa de um aluno que não podendo obter um benefício, não quis que mais ninguém o obtivesse! É preciso ser-se mesmo mal formado!
PS: Fiquei afinal a saber que os alunos não devem poder fazer o exame amanhã porque vai haver um seminário de comparência fortemente recomendada à hora do teste. Assim sendo, talvez o tal aluno o possa fazer na proxima semana, mas agora já não há nada a fazer, não há benefício de melhoria da nota para ninguém. São os azarujitos da vida... :-)

Mudança de nome

我叫绿狮子
Decidi mudar de nome Chinês. Em vez de Rei Leão passei a ser Leão Verde. Lê-se LU XE DZE. Claro que o verde vem do Sporting mas não só, vem também das minhas preocupações ambientais e do meu gosto pelo Direito do Ambiente.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Baby boom in Macao?

Diz que os Portugueses não têm filhos em Portugal, mas isso é porque os bébés Portugueses vêm todos nascer a Macau.
A Maria é linda, o Sebastião ainda não o vi mas lá que deve ser bem grande, deve...
Muitos parabéns à Cristina e ao Miguel, à Luísa e ao Zé.
Maria e Francisco... Teresa e Jojó... Quem nasce primeiro? Antes do Natal já temos mais dois Meninos Jesus para se juntarem a estes dois já nascidos!

domingo, 21 de outubro de 2007

Fim-de-semana prolongado

O facto de o meu amigo Bernardo Couto vir tocar a Hong Kong num concerto da Cristina Branco do festival do mundo Mediterrâneo do Centro Cultural de HK, deu-me uma desculpa para ir passar mais um fim de semana a Hong Kong, aproveitando Sexta ter sido feriado (dia Chinês dos mortos). Fui na Sexta depois de almoço porque ainda tinha um trabalho para acabar de manhã mas só no concerto de Sábado à noite consegui estar com o Bernardo porque um precalço de última hora, levou a que eles tivessem que ensaiar muito mais.
Assim, aproveitei a Sexta para jantar com o meu amigo William e o Sábado para almoçar com o Lee, um amigo dos meus amigos Johan e Raquel, e para visitar o museu de Hong Kong que já há muito tempo que estava para visitar.
Infelizmente, com a minha mania das forretices, fui parar a uma pensão cheia de baratas e com paredes que deviam ser de cartão, tal era a barulheira que se ouvia de todos os outros quartos, não dormi nada e por isso ontem, Sábado, estava de rastos.
Mesmo assim deu para aproveitar muito bem o concerto e conhecer esta nova revelação do fado que é a Cristina Branco. Não conhecia e fiquei encantado, recomendo vivamente! E também fiquei muito contente com a performance do Bernardo! Ele toca guitarra portuguesa e está um verdadeiro Chaínho! Ele já tocava muito bem da última vez que o vi, mas vê-lo agora no grande auditório do Centro Cultural de Hong Kong cheio de gente, muita dela provavelmente a ouvir fado pela primeira vez, foi impressionante! Especialmente porque a certa altura houve uma guitarrada, só ele e o viola, que foi lindíssima e comovente e arrancou um dos maiores aplausos do concerto.
Mesmo que eu não seja uma pessoa muito nostálgica e dada a saudades, ouvir um concerto de fado assim no outro canto do mundo, levou-me a Lisboa e por vezes deixou'me com uma lágrima no canto do olho! E ver os Hong-Kongoneses, um público erudito, exigente e habituado a todo o tipo de espetáculos (os Austríacos da Ásia) a encher uma sala daquele tamanho e a gostar tanto do nosso fado, a aplaudir e a comentar favoravelmente, deixou-me muito orgulhoso!*
Depois do concerto fui jantar com o Bernardo, a Raquel e a Ludimila e depois, o Bernardo a sofrer de jet lag, foi para o hotel enquanto que eu e as meninas nos juntámos ao meu amigo Peetu em Lang Kwai Fong para beber uns copos e abanar o capacete até que às 3.15, quais cinderelas, tivémos que bater em retirada (mas sem deixar os sapatinhos) que o ferry das 4.00 não espera por nós para partir para Macau. Hong Kong, mais uma vez, não desiludiu! É uma cidade realmente fantástica e com uma noite emocionante!
* Só foi pena que não se tivesse trazido CDs suficientes... Os CDs que estavam para ser vendidos nos dois dias do espetáculo esgotaram ontem e houve muita gente a ir para casa de mãos a abanar!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Blogues Vizinhos

O meu amigo João Raposo entrou na blogosfera através do blog do CDS de Oeiras.
Tivessem todos os políticos em Portugal, seja de que área política forem, o mesmo empenho que ele tem no benefício da "coisa pública" e em ajudar os cidadãos e estaria o país muito melhor.
João: bem vindo à blogosfera!

A Formosa e a União Nacional

A questão da união nacional da China é uma questão muitíssimo sensível por estes lados.
Ontem, no XVII congresso do PCC foi muito aplaudido o discurso de que a Formosa continua a fazer parte da China e de as Nações Unidas não podem aceitar a ilha rebelde como independente. No entanto esta questão "continua a fazer parte da China" é muito controversa porque a Formosa já não faz parte da China há muito tempo. A Ilha tinha um governo próprio até ser invadida pelos Holandeses durante o século XVII. Em 1662 um general Chinês, leal à recentemente derrubada e extinta dinastia Ming invadiu a ilha e expulsou os Holandeses apenas para ser ele próprio derrotado pelos invasores da nova dinastia Manchu que dois séculos depois, em 1895, cedeu a ilha a título perpétuo ao Japão como parte do acordo que pôs termo à primeira guerra Sino-Japonesa. Esses dois séculos foram o único período de domínio da China sobre a Formosa e já passaram há mais de um século.
Durante os 50 anos de domínio Japonês que se seguiram a Formosa sofreu um desenvolvimento enorme que em nada tinha a ver com o atraso em que a China se encontrava mergulhada na sequência da decadência da Dinastia Manchu no século XIX e da turbulenta República Chinesa na primeira metade do século XX. Quando em 1945, após a derrota do Japão, a Formosa passou para o domínio da República da China, este país mergulhou na guerra civil que opôs o Kuomitang aos Comunistas de Mao. Em 1949 o governo da República da China estabeleceu-se na ilha equanto que no continente ao formava a República Popular da China e até 1971 as Nações Unidas reconheciam este governo como o legítimo da China.
Desde essa altura que Taipei não aceita a legitimidade de Pequim nem Pequim a de Taipei. Recentemente Taipei mudou de discurso e em vez de querer ser reconhecido como o governo legítimo da China, apenas quer ver reconhecida a independência da Formosa mas isto, em vez de agradar ao governo de Pequim, enfureceu-o ainda mais porque não admite tocar-se na sacro-santa unidade nacional.
A fórmula "um país dois sistemas" foi criada para Hong Kong e Macau mas precisamente a pensar em atrair a dissidente Formosa, mas o peixe não mordeu este isco nem parece que vá querer morder até porque apenas aparentemente este sistema está a funcionar tão bem quanto se esperava. Hong Kong quer a Democracia plena no território até 2012 e as manifestações de milhares de pessoas na rua sucedem-se enquanto que Macau, embriagado com a explosão de casinos e hoteis não está nem aí para a Democracia enquanto as patacas se multiplicarem nas salas de jogo.
Parece que a Formosa vai continuar a ser uma pedra no sapato de Pequim, mas também me parece que deste braço de ferro a China sairá vitoriosa. Duas das maiores virtudes dos Chineses são a paciência e a persistência e nem que leve um século de ameaças e "fúrias", a China terá a Formosa.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

China e Ambiente

O Presidente Hu Jintao dirigiu-se ao congresso do PCC que dura até ao fim desta semana e no seu discurso sublinhou princialmene a necessidade de se adoptarem urgentemente medidas de protecção do Ambiente. De facto, basta visitar qualqer cidade de dimensão media da China para se perceber que isso é verdade.
O êxodo rural das ultimas décadas e o crescimento desmesurado das cidades fez com que poco se ligasse ao Ambiente Ubano, por exemplo, havendo falta de espaços verdes nas cidades. Por outro lado, a população começou a atingir um nível de vida que lhe permitiu trocar a bicicleta pela mota ou automóvel e a multiplicação das fábricas não contribuiu muito para que o ar se mantivesse puro...
Começa a ser impossível viver na China!

Nova Constituição

Desde que me lembro de ter ideias políticas que me lembro de querer uma nova constituição e discutia intensamente as vantagens de ter uma "Democracia Coroada" com a Alexandra e com o Rui que, estranhamente, mesmo sendo pessoas inteligentes, nunca perceberam que eu tinha razão. :-)
Mas lá está, o motivo porque eu queria ma nova constituição, era porque queria (e continuo a querer) um regime diferente do vigente: com um Rei como Chefe de Estado, com um Parlamento com mais poderes, com uma segunda câmara meramente consultiva constituída por representantes dos municípios e de ordens e associações profissionais (hoje tenho as minhas dúvidas quanto a esta segunda câmara), etc..
Agora vem o recém eleito Presidente do PSD dizer que também quer uma nova Constituição para ter um texto constitucional depurado da ideologia dominante em Portugal em 75/76 quando o texto foi elaborado. Ora eu, que continuo a ansiar por uma nova constituição, não poderia estar menos de acordo: ou bem que esta reflecte uma mudança fundamental do Estado, ou então deixem a CRP em paz, que já foi revista 8 vezes desde a sua entrada em vigor. A constituição é suposto ser um texto estável que regula o quadro de valores fundamentais pelo qual o Estado se rege bem como a organização política do mesmo, não é para estar a ser revista, alterada ou substituída a cada legislatura.
Por outro lado, este Senhor Menezes devia ter um bocadinho mais sentido de oportunidade: será que é quando a extrema esquerda (Stalinistas, Maoistas e Trotskistas) tem 22 deputados no Parlamento que é altura de depurar o texto constitucional do seu carácter ideológico?

terça-feira, 16 de outubro de 2007

China e Democracia

Iniciou-se ontem a semana do 17º congresso do Partido Comunista Chinês e por estes lados não se fala de outra coisa. 1/20 avos da população Chinesa é filiada no PCC, o que o faz o maior partido do mundo, e o número de congressistas é cerca de 2300.
Os congressos do PCC são realizados de 5 em 5 anos e tecem as orientações gerais que o Partido dará ao país no quinquénio seguinte.
Ontem, enquanto estava no ginásio, estavam a passar na televisão o discurso do porta-voz. De vez em quando, ele interrompia o discurso para que todo o congresso pudesse obedientemente bater 5 segundos de palmas sincronizadas e, deste modo, mostrar a unidade do Partido.
Ora, o que o porta-voz veio dizer, no que toca à política interna, foi essencialmente que a China ia prosseguir no caminho do “Comunismo de estilo Chinês”, o que quer dizer uma Economia de Mercado controlada pelo governo que é controlado pelo partido, que ia haver reformas políticas mas que a China não ia seguir o exemplo Ocidental.
Ora, o exemplo Ocidental é algo difícil de definir… Será que ele se referia ao Capitalismo puro e duro dos EUA ou à Social-democracia Europeia? Será que ele se referia ao multipartidarismo Continental ou ao dualismo partidário Anglo-Saxónico?
Parece que a única coisa que os países do “Ocidente”, enquanto considerarmos só a Europa e a América do Norte, têm em comum apenas um sistema em que a soberania reside nos povos que governam através dos seus representantes eleitos e povos e seus representantes/governantes todos têm que respeitar uma Constituição que assegura os Direitos, Liberdades e Garantias para todos, não só os que estão em maioria.
Então, afinal de contas, o que o porta-voz do PCC quis dizer só pode ser que é este modelo que ele não quer seguir, certo?

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Nova Constituição

Está uma pessoa afastada de ler as notícias portuguesas durante duas semanas e quando pensa que tudo corre como de costume na santa terrinha e se continua a só se falar de futebol e da Maddy desaparecida, eis que se surpreende com novidades!

Pois que o Luís Filipe Menezes decide começar a abanar o burgo e a criar notícias. Acho muito bem! Mesmo que não morra de amores pelo homeme muito menos pelas suas ideias.

Ora a primeira notícia é a de que ele propõe é a elaboração de uma nova Constituição. Ora eu desde que me conheço que quero uma nova constituição porque sou Monárquico e preferia a restauração da Monarquia, logo, uma alteração muito substancial no regime, o que justificaria uma nova Constituição com uma nova Chefia de Estado uma nova repartição dos poderes e uma nova ideia de Primeiro Ministro, que óbviamente ganharia mais poderes, um novo nome (sim, Constituição da República Portuguesa não ia soar muito bema uma constituição Monárquica), etc..

Mas muito me surpreenderia se soubesse que Luís Filipe Menezes partilhava esta minha opinião pelo que também muito me surpreendeu que ele propusesse uma nova Constituição. Uma Constituição, como norma superior e enquadradora que é de todo o Direito de um Estado, deve, tanto quanto possivel ser o mais estável possível sem ser constantemente sujeita a revisões e muito menos mudaças de constituição.

Menezes diz que quer esta nova constituição para depurar o texto constitucional de ideologias que já pouco têm a ver com o Portugal contemporâneo. Ora eu sou insuspeito de gostar da corrente ideológica na qual a constitição foi redigida, mas não me parece que hoje em dia a Constituição represente qualquer travão à Democracia ou à Economia de Mercado em que vivemos. Muito pelo contrário, esta constituição democratizou-se, adaptou-se aos tempos e à entrada na então CEE e é hoje em dia uma Constituição digna de qualquer Estado de Direito moderno.

Se alterações pontuais forem necessárias, pois que sejam feitas, mas fazer uma nova Constituição mantendo-se o mesmo paradigma constitucional parece-me injustificável.

Mas ainda bem que isto foi sugerido pois terá a vantagem de fazer as pessoas reflectir sobre a Constituição e isso é importante!

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Interrupção

Lembram-se quado havia interrupções na emissão da RTP aqui há uns anos?
Aparecia um anúncio a dizer:
"Pedimos desculpa por esta breve interrupão, a emissão segue dentro de momentos."
Pois, por motivos alheios à minha vontade, vou ter que interromper a emissão do blogadíssimo nas próximas semanas.
But just you wait... I'll be back!

Blogues Vizinhos

Vale bem a pena ler este post do Cachimbo de Magritte.

Parabéns Mestre Gonçalo!

Ora muitos parabéns ao Mestre Gonçalo!
Da última vez que o vi, o meu irmão ainda era apenas um arquitecto paisagista pelo ISA de Lisboa, mas neste momento já junta a isso o facto de ser um Mestre em ordenamento do território pela vetusta Universidade de Coimbra.
Aqui o vemos em terras do Douro lado a lado com a mana Mestre Mariana. Que família com tantos Mestres!
PS: Peço desculpa pelo lapso! Mestre em Engenharia Urbana...

Inglês Técnico

Pronto, ando eu aqui a espalhar o bom nome de Portugal com aquelas piedosas mentiras que já antes relatei mas depois o governo não ajuda!
A minha amiga Filipa praticou a crueldade de me enviar o discurso do Sócrates na Casa Branca e todo eu me contorci de vergonha enquanto o ouvia! Lembrei-me com saudades de alguns Primeiros-ministros anteriores com um Inglês irrepreensível (Cavaco e Guterres) - um deles, sendo agora Presidente, podia-se encarregar de ir a estas coisas em vez do PM a bem do bom nome da Nação, mas enfim...
Pronto, o rapaz até nem é mau rapaz, e é esforçado e tudo o mais, por isso aqui lhe deixo não um mas dois conselhos de graça (oh Senhor PM, de graça até choques eléctricos, por isso aceite estes conselhozinhos vindos de Macau).
NUNCA improvise numa língua que não domina bem. Escreva o discurso antes, leia-o palavra por palavra, treine-o à exaustão com alguém que domine melhor essa língua, aprenda a pronunciar cada palavra e depois, o que tem que improvisar, é o que ninguém vê, lá na reunião a dois com o Presidente dos EUA, com a Rainha de Inglaterra ou com o PM da Austrália. Imaginemos que, por exemplo, que agradecer o SIMPÁTICO discurso anterior. Não diga sympathetic que não quer dizer a mesma coisa, é mais uma expressão de pena, de "oh coitadinho..."
Outra hipotese e aqui vai o segundo conselho que eu até acho melhor, que o primeiro é dar uma de "ah, eu até sei falar esta língua do Xeike Spear muito bem, mas se o gajo (Bush) quando vai a Lisboa (nunca foi, mas por hipótese) fala Inglês, eu aqui em Washington falo Português". Um arrojo de nacionalismo deste género até não lhe ficava mal e não envergonharia a Nação.
A Nação, que se orgulha de produzir muitos e brilhantes poliglotas, agradeceria!
Bem, a única coisa que me consola é que antes do Sócrates falou oBush, cuja eloquência também não é muita. Primeiro começou por dizer que perguntou ao Sócrates como iam as relações bilaterais EUA-UE... Oh homenzinho, isso não se pergunta ao representante da outra parte mas a um assessor de relações internacionais!
Depois diz que agradece ao povo Português o apoio que dá ao governo nos assuntos do Afeganistão e do Iraque. Oh homenzinho, a maioria da malta com quem tenho falado preferia que os nossos GNRs andassem ali pela Zona J ou pela Meia Laranja mas o governo gosta de tomar estas medidas sem antes perguntar à malta e a malta, que ainda não se habituou a viver em democracia, é passiva de mais e não faz mas boas manifs para mostrar o que pensa (quando faz são da iniciativa do BE, por isso: cruzes canhoto!). Mas pronto, de nada, à mesma!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

É uma vida dura...

Isto aqui em Macau é duro para quem, como eu, se pela por descontos e coisas de borla... É que "de borla, até choques eléctricos"... Pois saí de Portugal 2 dias depois de deixar de ter cartão jovem, mas ao chegar cá:
- Vou ao cinema: com cartão da Universidade tenho desconto!
- Vou ao médico na Universidade: é de graça para os funcionários!
- Vou aviar a receita porque estava com amigdalites e precisava de antibióticos e outras coisas: com receita é de graça, basta apresentar o cartão verde de saúde de funcionário do Estado!
- Vou aos museus da Taipa: com cartão da Uni tenho desconto.
- Um amigo meu é músico: consegue-me desconto para o Rigoletto.
- Vou a um concerto rock com bandas da China e arredores: é de graça.
Se não fosse este constante calor húmido, achava que tinha morrido e ido para o céu! Sim, a minha ideia de céu é um sítio onde tudo é de graça, mas também onde a temperatura é fresca e seca.
Esta é uma vida dura, mas alguém a tem que viver!

domingo, 30 de setembro de 2007

Velha Taipa


Força Sporting!



Ah pois é! Macau veste verde e branco!

Os Americanos

Hoje estive a almoçar com o Peter, que é um Americano cheio de piada e bom humor e veio à baila a conversa dos liceus. Já dois amigos meus que tinham feito o 12º ano nos EUA com aquela organização AFS ou coisa que o valha, me tinham dito que andar num liceu americano é como fazer parte de um daqueles filmes sobre liceus, mas o Peter, de um ponto de vista ainda mais interno, veio confirmar a 100% estas informações anteriormente obtidas.
A certa altura já me estava a engasgar com as favas guizadas do "Manel's" de tanto que me ria com a descrição daquelas personagens-tipo que aparecem nos filmes: as chefes de claques, os capitães das equipas de futebol e basebol, os geeks (o que incluia os músicos, os jogadores de xadrez e os informáticos), etc..
Dado que estava a falar com um membro da filarmónica de Macau, músico de profissão, a pergunta tinha mesmo que vir: "Então e tu eras o quê? Um geek da música?" Ao que ele me respondeu com um resignado encolher de ombros que sim... Mas como era bom em desporto, era um geek mitigado e os outros desportistas até nem faziam troça dele. E depois, coitado, tinha que ir de autocarro para a escola porque não tinha carro: imaginem a humilhação, não ir num daqueles descapotáveis ultra-possidónios que todos os "cool kids of America" querem ter!
Depois de ontem ter concluído que era uma pessoa mais feliz por não ter crescido na China, hoje concluo que sou uma pessoa mais feliz por também não ter crescido nos EUA. É que eu nem nos geeks me incluíria, porque sou uma nódoa a música, a xadrez e a informática. Eu seria um pária do liceu, sem amigos e destinado a deambular sózinho durante esses três longos anos de formação.
Paizinhos: obrigado por me terem feito tão TUGA!

sábado, 29 de setembro de 2007

Jovens Ocidentais

Hoje fui almoçar com sete amigos chineses e acerta altura chegou aquela pergunta inevitável que todos os Ocidentais um dia tem de perguntar a um Chinês: será uma questão genética o facto de 90% deles usarem óculos?
Eles então começaram a queixar-se que, enquanto criancas e adolescentes, todos os dias tinham aulas das 7 da manha as 6 da tarde e depois ainda iam para casa fazer não sei quantas horas de trabalho de casa. Para alem disso ainda tinham aulas aos Sábados de manha e passavam os Sábados a tarde e os Domingos a estudar, bem como as ferias, para as quais levavam livros inteiros de “trabalhos para ferias” - acho que isto deve ter sido uma invenção do Mao ou de um outro grande homem como ele... Quem mais se iria lembrar de trabalhos para ferias?
Quando eles acabam de expor os motivos das suas queixas (cahiers de doleances) eu disse-lhes que tinham mas era muita sorte porque crescer num pais Ocidental era muito mais difícil! Eles não queriam acreditar e eu expus-lhes uma data de coisas a que nos, pobres crianças e adolescentes Ocidentais estávamos expostos:
- No Verão, em vez de eu estar sossegadinho em casa a estudar no fresquinho, ia o mês de Julho quase inteiro para casa de uns Tios na Praia Grande onde tinha que ir de bicicleta ate a praia (uma estafadeira!) e depois ainda estar a apanhar Sol para ficar bronzeado, ir ao mar para não fritar, voltar para o sol, jogar raquetes com o meu primo Rodrigo. Uma canseira! Depois ia o mês de Agosto quase todo para a Figueira da Foz, metade do mês em casa de uma Tia e a outra metade com os meus Pais, onde a dose de banhos e Sol se repetia. Por ultimo, ainda ia para a Mesquitela, ao pé de Mangualde, duas semanas onde desde apanhar figos e amendoas e ir a piscina do Tio Catuas, ate podar os buchos ou ir bailar e comer algodao doce para as festas da Senhora do Castelo e a feira de São Mateus, tudo contribuía para eu chegar de rastos a escola em meados de Setembro.
- Durante o ano, não me era permitido estar tantas horas sentadinhos na escola a descansar enquanto os professores falavam, pelo que ainda tinha deveres de grande responsabilidade como passear o “mui nobre e sempre leal” Monty, o meu cocker spaniel, leva-lo a casa do Floppy, o melhor amigo dele perdigueiro português do prédio do lado e outras coisas tão extenuantes como estas. Sim, e ainda tive International House, Alliance Francaise, Goette Institute, natacao, ténis, rugby, tae-kwon-do... Uma canseira de vida!
- Para alem disso, ao contrario dos miúdos Chineses que tem dois pais para cada um (um pai e uma mãe) para os ajudar nas tarefas diárias e os incentivar a estudar, nos, miúdos ocidentais, somos obrigados a partilhar os pais com outras criaturas pelo que, na pratica, cresci com apenas meio pai - dois pais a partilhar por quatro irmãos, da meio pai para cada um, certo?
Depois de lhes expor alguns dos motivos de sofrimento das crianças ocidentais, achei estranha a reacção deles, mas acho que isso e porque ainda estou a conhecer aos poucos a mentalidade dos chineses. Em vez de dizerem “coitadinho” e fazerem-me cafune na cabeça, queriam-me bater, os malandros! As vezes ainda me vejo Grego para compreender os Chineses!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Docilidade Chinesa

Quando eu anunciei que vinha para a China, não foram poucos os comentários depreciativos que eu ouvi sobre os Chineses. Acho que é compreensível que isso aconteça pelo simples facto de serem tão diferentes de nós em tantos aspectos e serem ainda tão pouco conhecidos pelos Portugueses, apesar de já nos conhecermos há quase 500 anos.
No entanto, para se gostar de um povo, primeiro tem que se conhecer esse povo. De facto, ler os relatos dos primeiros Jesuítas na China, é não só perceber o fascínio que eles exerceram sobre aqueles que se encontravam entre os homens mais cultos do seu tempo, mas também entender muito melhor o que são os Chineses.
Uma das coisas que mais marcou os nossos precessores do Século XVI foi a sua docilidade e educação. Os Chineses não gostam de conflitos, fogem das discussões, respeitam os seus superiores hierárquicos e são do mais diplomático possível. Não gostam de usar a força e com isto parecem cobardes, mas a certa altura não tenho a certeza se são eles que são cobardes ou se somos nós que estamos habituados a um nível de agressividade para lá do desejável.
Como é óbvio, somos sempre tentados, na nossa avaliação dos outros, a usar da comparação connosco próprios, mas, como dizia uma amiga minha, a comparação estraga a alegria de viver. E eu, de facto, quando comparo os Portugueses com os Chineses neste ponto fico um bocadinho triste... Porque é que somos tão violentos? Porque é que nas escolas Portuguesas se vê alunos a bater nos professores precisamente a partir do momento em que os professores deixaram de bater nos alunos? Porque é que não somos mais dóceis?
Bem, ao menos ainda somos dos mais dóceis da Europa: ninguém quer ter os Ingleses por perto depois de uma derrota da selecção nacional de futebol, rugby ou críquete, pois não? Ou ninguém quer ouvir um Francês a quem foi servida sopa com demasiado sal, pois não?
Isto tudo para dizer que a docilidade Chinesa deveria servir de exemplo a nós, Ocidentais, em vez de vermos os Chineses como uns cobardolas. Não quer dizer que não tenha havido momentos de violência na China, como a Revolução Cultural, por exemplo, mas o facto é que no dia-a-dia são pessoas de grande docilidade no trato e muito atenciosas ao outro, ou, na terminologia Cristã, ao próximo.

The Brave One

Ontem fui à Torre de Macau com o William ver este filme e, como professor de Direito (eheheh) recomendo vivamente. Aliás, até posso começar a fazer deste fantastquíssimo, jurisdicíssimo mas, acima de tudo, humilíssimo blog uma espécie de programa de Domingo à noite com o Professor Marcelo e vou dando aqui conselhos magistrais...

Passando à frente, ao filme...

Pois que recomendo vivamente o filme porque nos faz pensar na nossa Justiça: Será que "ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão"? E se esse ladrão tiver sido roubado antes? Qual a legitimidade dos tribunais para aplicar penas? E qual a legitimidade dos particulares de fazê-lo por sua livre e espontânea vontade? Já agora, e mais importante que isto tudo, será que alguém, tribunais ou particulares, deve ter direito a ceifar uma vida humana em nome da justiça? (A pergunta não está muito descontextualizada porque aqui há uns meses a maioria dos votantes Portugueses foi da opinião que ceifar uma vida humana em nome da liberdade sexual é uma coisa justificável... Ora, aqui entre nós, eu valorizo mais a justiça que a liberdade sexual, deve ser defeito profissional!)

Se o filme nos faz pensar nestas importantes questões dignas de uma aula de Teoria do Direito (acho que os meus alunos vão ter direito a ver este trailler na próxima aula), devo confessar que não gostei muito do excesso de sangue e violência e do final demasiado côr-de-rosa e Hollywoodesco.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Servir o chá

Certo dia o Imperador decidiu sair do seu palácio para ver como estava o seu Império do Meio. Decidiu visitar os seus súbditos, comer com eles, ver as colheitas e perceber os seus problemas. Como para aém de Imperador era um homem sábio, decidiu viajar incógnito para poder verdadeiramente perceber os problemas dos seus súbditos que, se soubessem que ele era o Imperador, não ousariam expor os seus problemas. Sendo assim, proibiu o seu séquito de revelar que ele era o pai da China, o Sol do Império do Meio, o filho do Céu...
A certa altura entrou numa casa e como é hábito na China, a certa altura tomou o bule e serviu toda a gente que estava à mesa. Ora, os criados vendo isto quiseram prostar-se de joelhos em agradecimento, mas como não o podiam fazer sob pena de revelarem que ali estava o filho do Céu, fizeram com dois dedos da mão, o indicador e o do meio, o sinal de se ajoelharem para que apenas o Imperador percebesse que eles se estavam a prostar diante dele.
Desde aí que os Chineses não agradecem o chá quando este lhes é servido, apenas batem com os dois dedos na mesa.
Por isso, se um Chinês bater com os dedos na mesa quando o estão a servir, não pensem que ele está a dizer para parar, está a agradecer.

O festival do meio do Outono

Amanhã é feriado porque é o festival do meio do Outono, o festival do bolo lunar.
Neste dia tão importante para os Chineses, os amigos trocam bolos lunares, que são uns bolos redondos com um recheio que pode variar muito e as famílias juntam-se para jantar e ver a lua, porque é o dia do ano em que a lua está maior e mais próxima da terra.
Há dois anos fui com um grande grupo para o jardim e a lua estava linda, tão baixinha que quase se podia tocar, mas hoje acho que não vou ter a mesma sorte porque está a chover e o céu está tão cinzento que não se vai ver lua nenhuma.
Mesmo assim vou com o Alexandre tomar um copo: ele é de Hunan, por isso não vai poder ir jantar com a família e a mim também hoje não me dá muito jeito ir jantar a Lisboa, já para não falar de que os meus Pais nem devem ter ouvido falar do bolo lunar, quanto mais do tal festival do meio de Outono. Hei-de é perguntar porque é que se chama do Meio de Outono se ainda agora o Outono começou...

Elogios

Adoro elogios!
Ai, se tivesse aqui o Padre João da Moita dava-me um puxão de orelhas!
Vá, gosto muito de elogios!