Achava eu que conhecia aquela cidade... Como estava enganado! Faltava-me ainda conhecer a noite de Hong Kong.
Pois que ontem lá fui ter com os meus amigos de Shantou: a Giulia, que acabou de chegar de ferias em Itália, a Wendy, que veio de Shantou, e o Peetu, que depois de 3 anos em Shantou, voltou para Hong Kong.
Então ontem, ainda antes do jantar, fomos ter com a Wendy a um centro comercial onde estava um grande reboliço e comoção por causa da antestreia de um filme com todos os actores e milhares de pessoas a tirar fotografias. Eu bem que tentava chamar a atenção para o facto de eu também estar ali e ser digno de capas de revistas até que a certa altura resultou, quando uma das estrelas saiu lá do palco e passa mesmo ao meu lado para ir para a sala de cinema rodeado de um grupo de fans histéricos a tirar fotografias compulsivamente.
Eu bem que conhecia aquela cara! Quem é que poderia ser? A resposta veio do Peetu, mais experiente em cinema que eu, era o Ang Lee, o realizador Formosino do Brokeback Mountain. Vejam lá a coincidência, no mesmo centro comercial os Honkongoneses terem a sorte de me encontrarem a mim e ao Ang Lee!
Depois fomos jantar a um restaurante finíssimo no Pico Vitoria mas este era tão chique, mas tão chique, que saímos todos de lá com fome. Mas o paladar das coisas pouco abundantes que trouxeram era fantástico!
Daí o Peetu levou-nos a um bar Marroquino muito engraçado onde estivemos a conversar e a fumar xixa (que para quem não sabe, é um cachimbo de água). Nesse bar juntou-se-nos mais um casal Chinês e uma rapariga Sino-Inglesa, todos amigos da Wendy.
Depois fomos explorar a noite da cidade e passeámos por uma zona muito gira do estilo do Bairro Alto, com muitos barzinhos e as pessoas a passear na rua. Nós ficamos lá num bar hispânico a dançar até que a certa altura fomos ter a uma festa privada para onde tinha ido a amiga Sino-Inglesa da Wendy. Foi aí que conheci um verdadeiro leprechaun. Que dizer, não sei se era muito verdadeiro, porque ele tinha uns dois metros de altura, mas lá que parecia, parecia... Pois este leprechaun ficou muito chateado quando eu pedi uma cerveja e barafustou divertido mas bem alto para que toda a gente pudesse ouvir (no raio de um metro, que a musica não permitia mais que isso). “Mais um Inglês nesta terra! Isto começa a estar pequeno de mais para tantos Ingleses!”
Como a pronúncia dele não podia ser outra que não a da terra das minhas amigas Grainne e Caominhe, ou seja, Irlandesa, eu exclamei muito admirado: “Ah TU és Inglês! Tem piada, eu sou Português, do país dos velhos aliados dos Ingleses que sempre os ajudaram a manter os Irlandeses na ordem!”
Ele riu-se com isto e pediu-me desculpa pelo insulto de me ter chamado Inglês, ao que eu também pedi humildemente desculpa pelo mesmo insulto. Nessa altura, por entre elogios ao IRA, ele procurou-me convencer que os Irlandeses eram os melhores do mundo, porque de uma população de 6 milhões, eles tinham chegado a 40 milhões nos EUA, mas eu lembrei-o que nós, de uma população de 10 milhões, tínhamos construído o Brasil, um pais de 200 milhões de habitantes e que, se tínhamos conseguido isto, foi graças ao esforço das nossas mulheres que já há 9 séculos que mal conseguem ver os pés durante toda a sua vida para que os filhos possam levar mais alem o génio Português, como a minha avó, por exemplo, que teve 13 filhos (isto da minha avó ter tido 13 filhos é sempre muito apreciado por qualquer Irlandês, pelo que eu faço sempre questão de dizer quando encontro um). Este argumento, mesmo que muito falseado, fez o leprechaun admitir que, logo a seguir a Irlanda, Portugal deveria ser o melhor país do mundo...
E deixando o nome de Portugal mais uma vez nos píncaros, lá voltei para Macau. Ainda encontrei um grupo grande de Portugueses também a apanhar o ferry das 4 horas. Já conhecia a Maria e o Francisco mas todos os outros foram novidades.
Conclusão: vale bem a pena dar um salto a noite de Hong Kong de vez em quando! Quanto mais não seja, para mentir à força toda sobre Portugal e, desta forma, espalhar a sua boa fama pelo mundo! Não me interpretem mal, eu até podia espalhar a boa fama com verdades, mas a conversa conduz-me sempre a dizer uma mentirita ou exagerar um bocadinho. Não é culpa minha, é da conversa!
Pois que ontem lá fui ter com os meus amigos de Shantou: a Giulia, que acabou de chegar de ferias em Itália, a Wendy, que veio de Shantou, e o Peetu, que depois de 3 anos em Shantou, voltou para Hong Kong.
Então ontem, ainda antes do jantar, fomos ter com a Wendy a um centro comercial onde estava um grande reboliço e comoção por causa da antestreia de um filme com todos os actores e milhares de pessoas a tirar fotografias. Eu bem que tentava chamar a atenção para o facto de eu também estar ali e ser digno de capas de revistas até que a certa altura resultou, quando uma das estrelas saiu lá do palco e passa mesmo ao meu lado para ir para a sala de cinema rodeado de um grupo de fans histéricos a tirar fotografias compulsivamente.

Eu bem que conhecia aquela cara! Quem é que poderia ser? A resposta veio do Peetu, mais experiente em cinema que eu, era o Ang Lee, o realizador Formosino do Brokeback Mountain. Vejam lá a coincidência, no mesmo centro comercial os Honkongoneses terem a sorte de me encontrarem a mim e ao Ang Lee!
Depois fomos jantar a um restaurante finíssimo no Pico Vitoria mas este era tão chique, mas tão chique, que saímos todos de lá com fome. Mas o paladar das coisas pouco abundantes que trouxeram era fantástico!
Daí o Peetu levou-nos a um bar Marroquino muito engraçado onde estivemos a conversar e a fumar xixa (que para quem não sabe, é um cachimbo de água). Nesse bar juntou-se-nos mais um casal Chinês e uma rapariga Sino-Inglesa, todos amigos da Wendy.
Depois fomos explorar a noite da cidade e passeámos por uma zona muito gira do estilo do Bairro Alto, com muitos barzinhos e as pessoas a passear na rua. Nós ficamos lá num bar hispânico a dançar até que a certa altura fomos ter a uma festa privada para onde tinha ido a amiga Sino-Inglesa da Wendy. Foi aí que conheci um verdadeiro leprechaun. Que dizer, não sei se era muito verdadeiro, porque ele tinha uns dois metros de altura, mas lá que parecia, parecia... Pois este leprechaun ficou muito chateado quando eu pedi uma cerveja e barafustou divertido mas bem alto para que toda a gente pudesse ouvir (no raio de um metro, que a musica não permitia mais que isso). “Mais um Inglês nesta terra! Isto começa a estar pequeno de mais para tantos Ingleses!”
Como a pronúncia dele não podia ser outra que não a da terra das minhas amigas Grainne e Caominhe, ou seja, Irlandesa, eu exclamei muito admirado: “Ah TU és Inglês! Tem piada, eu sou Português, do país dos velhos aliados dos Ingleses que sempre os ajudaram a manter os Irlandeses na ordem!”
Ele riu-se com isto e pediu-me desculpa pelo insulto de me ter chamado Inglês, ao que eu também pedi humildemente desculpa pelo mesmo insulto. Nessa altura, por entre elogios ao IRA, ele procurou-me convencer que os Irlandeses eram os melhores do mundo, porque de uma população de 6 milhões, eles tinham chegado a 40 milhões nos EUA, mas eu lembrei-o que nós, de uma população de 10 milhões, tínhamos construído o Brasil, um pais de 200 milhões de habitantes e que, se tínhamos conseguido isto, foi graças ao esforço das nossas mulheres que já há 9 séculos que mal conseguem ver os pés durante toda a sua vida para que os filhos possam levar mais alem o génio Português, como a minha avó, por exemplo, que teve 13 filhos (isto da minha avó ter tido 13 filhos é sempre muito apreciado por qualquer Irlandês, pelo que eu faço sempre questão de dizer quando encontro um). Este argumento, mesmo que muito falseado, fez o leprechaun admitir que, logo a seguir a Irlanda, Portugal deveria ser o melhor país do mundo...
E deixando o nome de Portugal mais uma vez nos píncaros, lá voltei para Macau. Ainda encontrei um grupo grande de Portugueses também a apanhar o ferry das 4 horas. Já conhecia a Maria e o Francisco mas todos os outros foram novidades.
Conclusão: vale bem a pena dar um salto a noite de Hong Kong de vez em quando! Quanto mais não seja, para mentir à força toda sobre Portugal e, desta forma, espalhar a sua boa fama pelo mundo! Não me interpretem mal, eu até podia espalhar a boa fama com verdades, mas a conversa conduz-me sempre a dizer uma mentirita ou exagerar um bocadinho. Não é culpa minha, é da conversa!

