sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Remover

Desde que ca cheguei que me tenho estado a remover de todas as mailing lists em que estava inscrito. De facto, aqui em Macau nao me interessa saber que exposicoes estao nos Museus do Chiado e Arpad Szenes - Vieira da Silva, quem vai cantar ao Onda Jazz ou qual a programacao cultural da Fabrica do Braco de Prata.
Mas ao mesmo tempo que me removo de todas estas mailing lists, penso na quantidade de oportunidades perdidas ai em Lisboa. Tantas vezes que eu recebi os mails, pensei "olha que giro, hei-de ir la" e acabei por nao ir...

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Ronda dos Casinos

Como so amanha assino o contrato, ainda estou livre de entrar nas zonas de jogos dos casinos, pelo que fui visita-los e o que vi nao me podia deixar mais deprimido: pessoas a perder aos 1000 e 2000HK$ de uma so vez! Quase que me apetecia dizer para me darem aquele dinheiro que eu lhe dava um uso muito melhor... E olhem que a maior parte deles tinha ar de quem nao tinha dinheiro para mandar cantar um cego! Por aquele dinheiro ate eu, que vejo muito bem, cantava!
De facto, nao vale a pena o meu contrato proibir-me de jogar, so a ideia de o fazer me revolta!
Mas nao me vao ler aqui qualquer condenacao aos casinos. E gracas a estes que a Economia de Macau sobrevive e e gracas a estes que eu vou pagar entre 7 e 12% de IRS porque a fonte das receitas do governo nao esta nos privados mas no jogo.
Para alem das areas de jogo, os casinos tem todas as lojas de hiper luxo que possam pensar! Estao a ver a Louis Vuitton que tem UMA loja em Lisboa? Aqui ha uma LV em cada casino com o dobro do tamanho da lojeca de Lisboa... Estao a ver a prada, a christian dior, a armani, a tifanny's e todas aquelas lojas podres de caras e hiper fashionable? Aqui tambem se encontram as ditas cujas dentro de cada casino...
De resto toda a decoracao e sumptuosa, riquissima, cheia de coisas de bom gosto mas tambem cheia de possidonices - depende dos casinos, ha uns com bom gosto e outros que sao um susto.
E pronto, ja nao posso dizer, como das outras duas vezes que vim a Macau, que nao visitei o ex-libris da cidade.

Compras em Macau

Depois de ontem dias mal ter saído do Campos, hoje vinguei-me e fui as compras em Macau - precisava de comprar umas quantas coisas que não trouxe por medo do excesso de peso.
Na primeira loja em que entrei fiquei espantado com a eficiência deles! Não são como em Shantou, onde que vem logo uma menina colar-se a nos enquanto escolhemos. Estes deixam escolher a vontade, dizem só para chamar se precisar de ajuda e quando nos já temos as coisas para ir provar, dizem isso por walkie talkie ao rapaz dos vestiários que nos conduz logo a um provador vago. Este rapaz esta lá para o caso de precisarmos de um concerto fazer as medições (fazem a bainha das calcas de graça). Só sei que cinco minutos depois de entrar na loja ja estava a sair com uma camisa e deixei lá ficar umas calcas a arranjar. Isto é que eu gosto: compras relâmpago!
O engraçado nesta loja é que o tal rapaz que me mediu as calcas virou-se para mim e disse:
- Your eyes are very beautiful, beautiful blue eyes!
Ora isto na China não é estranho, acontece a toda a hora mas foi a primeira vez que me aconteceu em Macau e já cá estou há dois dias! Isso é que é estranho! eheheh Por estas bandas, os rapazes fazem elogios mais facilmente que as raparigas, que são mais tímidas e não querem parecer que "se estão a fazer", mas isso não quer dizer que ele fosse maricas ou coisa do género, para eles é tão natural fazer um elogio a um outro rapaz como andar abraçado a um amigo e isso nada quer dizer da sua masculinidade (ou da falta dela).
Outra coisa que eu precisava de comprar eram uns calções de desporto para ir ao ginásio - andei de loja em loja, passei por todas as barraquinhas do mercado mas não encontrava nada que me agradasse. Ou eram daqueles muito compridos a basquetebolista ou eram daqueles cheios de fibra de jogador da bola. A certa altura lá vi umas calcas do tecido certo e pensei logo em compra-las e corta-las, mas tive o bom senso de perguntar se tinha calções iguais. Pois tinha os tais calções iguais e eram mais baratos que as calcas - em vez de 20MOP só paguei 12MOP, ou seja, €1,2!
Já de regresso a Taipa, fui levantar umas fotografias tipo passe que tinha tirado ontem. Estavam lá dois rapazes chineses quando eu entrei. A senhora da loja veio ter comigo e começou a falar sem fazer um único gesto, pelo que levou logo com um "tim bu dong" (nao entendo) em cima. Ora um dos rapazes, chinês repito, vira-se e diz:
- Ela esta a dizer que precisas do talão!
Assim, sem pronuncia nenhuma, num Português perfeito! Ele andava na Escola Portuguesa mas nem tinha traços de Português - há muitos aí pela rua que se vê que tem traços ocidentais.
Por ultimo, precisava de coisas de supermercado e qual não é o meu espanto ao ver uma prateleira cheia de enlatados compal, outra com bom petisco, mais sei quantas estantes com vinho português... OK, eu só precisava de leite e cereais e esses eram Chineses, mas antevi algumas romarias de saudade aquele supermercado dentro de uns meses.
*é a maneira deles de serem simpáticos e bem-educados, mas eu gosto de ver as coisas a vontade

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Dia estafante

Ora este primeiro dia em Macau esta a ser um tanto quanto estafante!
Comecei por dormir pouco, pelo que tenho estado todo o dia com sono.
Fui à Secretaria da Faculdade logo de manha e estive a ver se conseguia trocar Direito Internacional Privado por uma cadeira de Direito Publico. Foi-me dito que isso será possível mas só quando chegar a Directora Pedagógica na 6ª Feira.
Da Secretaria passei para a secção de pessoal da Universidade onde passei mais de duas horas a preencher papeis e a receber mais papéis para preencher. Apesar desse tempo todo, o contrato só será assinado na 6ª porque faltavam uns elementos quaisquer.
Fui de novo à Secretaria da Faculdade para me mostrarem o meu novo gabinete mas só amanha é que posso levar para lá as minhas coisas porque ainda vai ter que ser limpo. É grande e iluminado mas não tem janela directa para a rua, a janela enorme que tem dá para um corredor cheio de janelas, daí ser iluminado, mas ficou a promessa que mal vague um gabinete com janela para fora, ele vai para mim. Em qualquer dos casos, é a primeira vez na minha vida que tenho um gabinete só para mim.
Daí, já morto de fome, passei ao almoço – estava mesmo a precisar de um descanso e do chop chop! Fui ao bar dos professores que é um sítio muito agradável e com uma ementa óptima e muito variada.
Depois de almoço fui abrir uma conta ao BNU, que é o banco da Universidade e onde facilitam a vida aos Professores. Supostamente sem ter o cartão de residente ou o contrato assinado, eu não poderia abrir conta, mas com a promessa de contrato e um telefonema da Universidade que me antecedeu tudo foi fácil.
Do BNU fui directamente para uma loja de telemóveis – já tenho um telefone que é exactamente como eu gosto: serve para fazer e receber telefonemas e mensagens e tem apenas aqueles extras que são essenciais para mim como despertador e agenda e nada daquelas mariquices das máquinas de fotografar e mais não sei quantas coisas XPTOs que só servem para tornar o bicho mais pesado para a carteira e no bolso. Este é pequenino, levezinho e NOKIA -eu gosto muito dos NOKIAs porque estou mais habituado ao software.
Depois fui tirar fotografias para entregar na Secretaria para me poderem fazer o meu cartão de Professor. Já de volta ao Campus fui comprar blocos, ficheiros, canetas e um chapéu-de-chuva todo catita da própria Universidade e fui ao tal ginasio da Universidade ver das condicoes.
E assim se passa um dia a andar de um lado para o outro, grande parte do tempo completamente perdido a ver se encontrava os sítios para onde queria ir, etc. Agora vou lá abaixo lanchar, depois durmo uma sesta, estudo Chinês, janto com o Luís e depois: dentes, xixi, cama que estou de rastos e amanhã vou preparar as aulas.

Defeitos contornáveis

Pois é, bastou-me um dia para me aperceber dos dois grandes defeitos de vir trabalhar para a Universidade de Macau. O primeiro é que o Campus se trata de um perfeito labirinto e o segundo é que esta humidade da cabo de mim!
Agora imaginem só as duas coisas ligadas: andar colina acima e colina abaixo perdido à procura dos edifícios e chegar lá completamente encharcado de tanto suar.
No entanto estes dois defeitos são contornáveis. Isto de ser um labirinto é só mesmo até eu lhe descobrir os segredos, depois disso não tenho nada a temer. O segundo resolve-se com umas idas ao ginásio regulares e perda das banhas que se acumularem em Portugal.
Ginásio – perguntam vocês – qual ginásio?
Ora acabei agora mesmo de vir do ginásio da Universidade e fiquei impressionado! Posso ir lá de Segunda a Sexta das 7.00 as à17.00 e como funcionário da Universidade não pago nada. Se quiser ir para além desse horário, inclusivamente aos fins de semanas, pago 100MOP (cerca de €10,00) por mês. O ginásio tem equipamento bastante moderno para trabalhar todos os grupos musculares, tem uns balneários óptimos, é bem ventilado e arejado, etc. Para além de tudo isto tem ainda uma outra enorme vantagem, é no Campus onde trabalho e onde, durante este primeiro mês, estou a viver.
Só tem um problema, não tem lá ninguém a orientar, o que pode ser chato se eu não estiver a fazer os exercícios bem, mas como já andei em ginásios com equipamentos semelhantes, o problema não é assim tão grande.
A partir de agora: mens sana in corpore sanum!

Primeiras Impressoes

Como la em Lisboa a famelga esta a tentar ligar-me*, eu nao posso ir tomar banho e tenho tempo para escrever as minhas primeiras impressoes desde que cheguei.
No jet foil de Hong Kong vim a conversar com a turma de Lingua e Traducao Chinesas do Politecnico de Leiria que monta a seis pessoas. Achei muito giro o curso deles porque fazem os primeiro e quarto anos em Leiria e os segundo e terceiro no Politecnico de Macau. Por seu lado, os alunos de Lingua e Traducao Portuguesas do Politecnico de Macau fazem os primeiro e quarto anos em Macau e os segundo e terceiro no Politecnico de Leiria. Nao e brilhante?
A Professora que ia com eles vive ca ha 20 anos e disse-me que a vida cultural e animadissima e que no fim de Setembro comeca o festival da musica com concertos diarios e muitos deles de borla (sabem o que eu adoro isto, nao sabem?).
Mal cheguei telefonei ao Luis a ver se lhe cravava jantar porque ele vive mesmo ao lado da Universidade mas ele ja estava a jantar num restaurante. So depois me lembrei que o Luis nao deve ser do genero de gostar de cozinhar... Fui ter com ele ao restaurante e ele estava com um casal muito simpatico: o Miguel, dos Acores, e a Cristina, da Madeira que agora vao ter uma filha de Macau. Ja ca vivem ha cinco anos e a Cristina assegura que nao tenciona voltar tao cedo porque esta a gostar imenso disto. Pelo que eu percebi a intencao inicial tambem era ficarem 2/3 anos...
Parece que por ca a vida e muito agradavel, os Chineses sao muito simpaticos (o que nao e novidade para mim), ha muita coisa para fazer, muita animacao e se viaja muito (ja o meu amigo Rui, que esta em Singapura, me tinha chamado a atencao para essa maravilha que sao as muitas low costs que saem de Macau para todo o Sul da Asia).
Bem, alguma coisa se passa em Lisboa que a Sede Alvim nao consegue contactar esta Sucursal Alvim em Macau...
*Fica ja aqui o aviso de que nao trouxe telemovel, por isso nao vale a pena enviarem-me mensagens a nao ser que queiram que eu as veja so em Novembro.

Ai esta cabeca...

Como qualquer Mae, a minha Maezinha, coitadinha, passa a vida a dizer que nos, os quatro felizes rebentos, so nao nos esquecemos da cabeca porque esta agarrada a cabeca. Nao e justo, porque houve imensa coisa que eu nao me esqueci de trazer. No entanto, todavia, contudo, houve algumas coisas que teria dado muito jeito nao me ter esquecido como por exemplo:
- Blocos e canetas - eu bem sei que as posso ir comprar mal abra a papelaria, mas podia estar a estudar Mandarim em vez de estar a perder tempo na internet.
- Maquina de aparar a barba - la terei que rapar a barba ate ir a Lisboa em Novembro. Que chatice! A barba da-me um ar muito mais velho, o que da jeito aos putos de 27 anos que dao aulas nas Universidades. Ainda para na China, como os Chineses tem pouca barba, os estrangeiros barbados sao exoticos e eu gosto muito de ser exotico. Vanitas vanitate...
- Impermeavel - como se pode ler no meu ultimo post. Isto em epoca de chuva e tufoes nao convem mesmo nada!
- Carregador das pilhas da maquina fotografica - ainda para mais e Chines e nao o posso usar em Portugal, por isso mais valia ter mesmo trazido o dito cujo. Que seca! Mais uma coisa que trago em Novembro se encontrar alguem que tenha um carregador e me possa carregar as pilhas de vez em quando. Se nao compro um novo porque nao posso ficar sem fotos ate Novembro, certo?
Que eu saiba, nao me esqueci de mais nada, mas posso estar a esquecer-me de alguma coisa de que me esqueci... :-)

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Fotos de Macau

Sao neste momento 6.30 em Macau e eu ja estou acordado desde antes das 4.00. Dei voltas e mais voltas, levantei-me, chequei o mail, voltei-me a deitar e a dar voltas, li o que restava ler da Newsweek que comprei em Zurique, voltei-me a deitar e a dar voltas e agora desisti e andei a tirar fotografias a vista do meu quarto para mostrar onde vou ficar ate ao fim deste mes (depois disso tenho que arranjar uma casa).
Para quem nao saiba, estou a ficar num quarto da residencia do Campus Universitario mas nao posso ca ficar mais do que um mes.

Ora o meu quarto tem uma varanda que da para este jardim. Super chique, nao acham? Um quarto com varanda a dar para um jardim semi-tropical...




E isto e a vista para la do tal jardim semi-tropical. Como se pode ver, esta pessimo tempo - ja ontem apanhei uma molha ao ir jantar. Estamos na epoca das chuvas (e dos tufoes) por isso veio mesmo a calhar ter-me esquecido de trazer o meu impermeavel... :-(

Macaensissimo

E pronto, ca estou eu em Macau! Alias, ja se pode mesmo notar que ando por ca pela falta de acentuacao nas palavras.
A viagem foi um bocadinho atribulada, com uma hora de atraso em Lisboa e duas em Zurique mas desta vez nao tive problemas com a bagagem, o que foi uma coisa optima. Tinha trazido os livros num troley de mao comigo e estava com medo que insistissem em pesar a bagagem de mao, como fizeram em Hong Kong quando eu regressei a Portugal depois de 6 meses em Shantou.
Por ca chove e esta muito humido mas, apesar de quente, ja nao esta tanto calor como estava quando eu ca vim no fim de Junho... Gracas a Deus!
No voo para ca vinha a janela e ao meu lado estava um senhor indiano que parecia drogado: ferrou a dormir durante as 1,5 horas em Zurique que estivemos parados porque o computador de bordo estava avariado, dormiu quando o aviao levantou, dormiu quando vieram dar a primeira refeicao e quando passado um bocado acordou e viu que eu ja tinha acabado, pediu uma refeicao para ele mas voltou a adormecer e so acordou passada uma hora e meia ja com a refeicao fria a frente dele.
Ora, por essa altura ja eu estava um bocadinho stressado nao tanto porque precisava de fazer um xixi mas principalmente porque queria lavar os dentes a ver se a Ines, minha dentista e, diz por ai, uma das melhores dentistas de Portugal e arredores, nao me morde quando eu la chegar pelo Natal para o check up semestral. Mas como o homem nem com todos os meus espirros e tossidos simulados acordava e eu tambem nao o queria estar a acordar, nao dava para me deslocar aos lavabos.
Nisto ele acorda, comeca a comer mas eu nao vou logo porque estava a acabar um episodio dos friends. Quando o episodio acaba e eu lhe peco para passar, ele olha para o resto da refeicao e diz:
- Five minutes...
- Ao que eu, incredulo, respondi um chocadissimo e snobissimo: "I beg your pardon! I need to go to the washroom and I need it NOW!" Ja estava a ouvir a Ines a dizer: tss, tss, tss, agora e tudo para arrancar!
Ele da-me um daqueles olhares manhosos de carneiro mal morto e diz "five minutes, I hurry up!" E nisto comeca a enfiar os restos de uma mal feita sandes de chedar pela boca adentro nem mastigando antes de engolir e a sujar-se todo com migalhas. Era uma daquelas imagens que eu nao precisava de ter na minha memoria...
No fim da viagem, em jeito de conversa, ele comeca a dizer que "voces, os Ingleses sao muito apressados e querem sempre tudo para ontem" ao que eu respondi que nao era Ingles, nao tinha ar de Ingles e que ele teria dificuldade de voltar a encontrar um Portugues tao genuinamente Portugues como eu. Ele entao faz um grande sorriso e disse que era do Sri Lanka (Ceilao) e que nos tinhamos sido expulsos de la pelos Ingleses, ao que eu respondi que ele teria que estudar melhor a Historia do pais dele porque nao tinhamos sido expulsos pelos Ingleses, tinhamos dado aquilo aos Holandeses como troca de umas terras na America do Sul. Pronto, eu bem sei que os Holandeses conquistaram aquilo e nos deram um valente pontape no rabo, mas quem e que se vai lembrar disso 4 seculos depois? E, em qualquer dos casos, com toda a certeza que o metro quadrado no Ipanema ja era mais valioso que em Colombo, pelo que a minha invencao me parece muito verosimil.
E foi com estes debates historicos que eu entrei na Asia... Entrei logo a mentir! Mas foi por uma boa causa...

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Do Douro a Macau

E lá passei o último fim de semana em Portugal no Douro e que óptimo fim de semana. Parece-me incrível que eu me fosse embora por dois ou três anos de Portugal sem conhecer melhor esta lindíssima região.
Fui com Pais e dois irmãos para o baptizado de uns primos lá no Peso da Régua e ficámos todos na Quinta do Monte Travesso, uma casa de turismo rural magnífica, com uns donos do mais simpáticos e acolhedores possível, produtores de vinho e que conhecem a região muito bem. A casa tem um estória muito gira: pertencia à histórica D. Antónia Ferreira que a deixou em testamento ao seu feitor, o seu braço direito durante toda a vida.
O dono da casa foi tão simpático que até nos levou ontem a dar um passeio no Rio Douro no próprio barco dele. Também parecia impossível ir viver para as margens do Rio das Pérolas sem nunca ter tomado um banho no Rio Douro, pelo que lá dei um mergulho que me soube mesmo muito bem - o calor estava abrasador, parece que só agora o Verão se lembrou de chegar.
E agora, já bastante mais Dourado, este professor de Direito da Universidade de Macau lá vai partir... Até a vista! O blogadíssimo cá continua a ser a minha boca na net mas pessoalmente só cá estarei no Natal (mentirinha, venho cá a um casamento em Novembro mas não vou ter tempo para mais nada).

Popular Alentejana

Vou-me embora, vou partir mas tenho esperança
de correr o mundo inteiro, quero ir
quero ver e conhecer rosa branca
e a vida do marinheiro sem dormir

E a vida do marinheiro branca flor
que anda lutando no mar com talento
adeus adeus minha mãe, meu amor
eu hei-de ir hei-de voltar com o tempo

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Algum dia teria que chumbar a História

Nem que para isso só me fizessem perguntas de História Americana
You Failed 8th Grade US History

Sorry, you only got 3/8 correct!

Marge???

Marge Simpson, eu??? Isto é para aprender a não copiar os testes que os outros bloggers fazem...
You Are Marge Simpson
You're a devoted family member who loves unconditionally. Sometimes, though, you dream about living a wild secret life!
You will be remembered for: your good cooking and evading the police
Your life philosophy: "You should listen to your heart, and not the voices in your head."

O efeito Medici

Estou a ler um livro de que estou a gostar imenso que se chama "O Efeito Medici" escrito por Frans Johansson, que nasceu e foi criado na Suécia, filho de Pai Sueco e de Mãe mestiça Cherokee/Negra. Com estes antecedentes, é engraçado ver a ideia dele de "intersecção", ou seja, como aquele ponto de confluência de diversos saberes e culturas diferentes que produz algo inteiramente novo.
De facto, olho para trás e vejo o quanto evoluí nestas intersecções da minha vida.
De um Liceu Lisboeta nas Avenidas Novas, frequentado por uma forte maioria de pessoas Lisboetas das Avenidas Novas como eu, passei para uma Faculdade onde as pessoas já vinham de todas as partes de Portugal e até de Cabo Verde, Angola, etc.. Daí para um escritório com pessoas que se diferenciavam pelas idades (devo confessar que ver-me rodeado de cotas foi um bocadinho assustador ao princípio) e pelas áreas de especialização dentro do Direito. Daí não podia ter ido para um ambiente mais diferente: a China, onde trabalhava com gente de todo o mundo. Regressado a Portugal, fui trabalhar para um gabinete do governo onde me deparei com um Secretário de Estado Geógrafo, uma Chefe de Gabinete Engenheira Agronómica e colegas Assessores de Economia, Sociologia, Direito e Geografia com percursos de vida tão diferentes quanto cheios de interesse. Colegas esses todos mais velhos que eu mas que, mesmo assim, insistiram que eu os tratasse por tu e me trataram a mim sempre em condições de igualdade.
Esta cada vez maior heterogeneidade das minhas vivências fez-me aprender imenso sobre imensas áreas diferentes, da Sociologia à Economia. O que é engraçado é que, acima de tudo, fez-me olhar o Direito de prismas tão diferentes que aprendi com todos estes não-juristas imenso de Direito.
Agora só posso esperar conseguir traduzir esta visão pluri-disciplinar do Direito e uma nova forma de o pensar aos meus alunos em Macau. Em altura de despedidas, não podia deixar de mencionar as pessoas com quem trabalhei neste gabinete aqui no blog poucos minutos depois de escrever o meu último parecer que acabou, como todos os outros:
À consideração superior.
O Assessor,
Diogo Maria Alvim

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

09.10

Pelas 09.10 completaram-se 27 anos desse grande facto que mudou a Humanidade...

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Um exercício de imaginação

Imaginemos que os cientistas inventavam uma maneira de não serem necessários pesticidas nos cereais e com isso poupavam custos aos agricultores e evitavam a poluição das terras e dos rios com os ditos cujos pesticidas.
Imaginemos agora que ainda para mais esses cereais não precisavam de tantos adubos químicos para crescer e acavam até por ficar maiores que os cereais normais.
Imaginemos, por último, que os ciêntistas não só não descobrem qualquer malefício para a saúde nestes cereais, como até são da opinião que, por não terem tantos químicos envolvidos no seu crescimento, eles até podem ser mais saudáveis para a alimentação humana e animal.
Paremos de imaginar! Esses cereais foram inventados e são alcançados por uma modificação genética.
Agora imaginemos outra coisa: um bando de pseudo-ambientalistas demasiado ganzados para conseguirem pensar pelas suas cabecinhas e seguindo os ensinamentos que a sempre pouco inteligente extrema-esquerda lhes ministra acompanhados de mais uns charros.
Imaginemos, por último, uns polícias pouco corajosos e audazes para fazerem valer a Lei e a Ordem.*
Grande imaginação, não é?
*Não é para cascar mais uma vez nas pessoas do deserto ao Sul do Tejo, mas não tenho dúvidas que os polícias Beirões, Transmontanos ou Minhotos tinham caído em cima daqueles deslavados como se não houvesse amanhã. No Norte não há cá pão para malucos!

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Polícias

Estão a ver aquelas séries de polícias passadas algures perto da praia e em que eles andam de bicicleta todos contentes a apanhar ladrões?
Pois Lisboa deve ter adoptado isso agora pelo que, logo pela manhã, vi dois pobres polícias de bofes de fora, com calçõezinhos azuis e umas camisas já suadas, a pedalar Calçada do Combro acima e a gastar todas as suas energias na ronda.
Pergunto-me a mim mesmo se lhes sobraria alguma energia para perseguir um ladrão no caso de verem um assalto...
Infelizmente não estava preparado para aquela visão e não consegui controlar o riso quando os vi o que não só me deve ter valido a fama de louco que se ri sozinho como ainda provocou uns olhares censuradores dos ditos cujos personagens. Eu acho mesmo que eles só não vieram atrás de mim para me interrogarem porque teriam que me perseguir e eu ia em passo acelerado.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Pintor

Alguém conhece algum pintor bom e barato para me pintar umas paredes em casa?
O autor deste blog agradece!

O deserto

Depois de um certo Ministro ter vindo dizer que a Sul do Tejo ficava o deserto, ontem o Público dizia, num estilo de fã histérico-compulsivo, que antes do Elvis era o deserto. Vá, tendo em conta que o "antes do Elvis" se refere a "antes do Elvis ser uma estrela", deverei concluir que os meus Paisinhos, coitadinhos, nascidos nos anos 40, são uns quaisquer cactos ou camelos do deserto?
Não percebi muito bem, o que é que era o deserto... O panorama musical a nível mundial? Esses tais de Mozart, Schubert, Brahms, Chopin, Wagner, Rossini, entre muitos outros são então o quê? Montinhos de areia? E então a Édith Piaf, Yves Montand, a nossa Amália Rodrigues e tantos outros cantores que pelos anos 50 já encantavam o mundo têm ar de Beduínos do deserto?
Ou será que o Público se referia ao panorama musical Norte-americano? Talvez se tenham esquecido de Louis Armstrong, Miles Davis, Ella Fitzgerald, Duke Ellington, etc....
Ah, esperem, talvez fosse por causa da dança sexy e nesse caso lá foi a nossa Luso-Brasileira Carmen Miranda, que deu cartas nos palcos de todo o mundo a abanar as ancas provocadoramente esquecida e ostracizada.
Oh gente do Público! A música e a dança no mundo não nasceram com o Rock and Roll e com o Elvis Presley! Podem até ter melhorado um bocadinho, ter sido enriquecidas e complementadas, mas daí ate ser um deserto vai um grande caminho!

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Os pássaros

Há para aí 64845 anos eu vi o famoso filme de Hitchcock sobre umas avezinhas que andavam a atacar pessoas e lembro-me que na altura, ainda miúdo, fiquei aterrorizado.
Ontem, genialmente, a Zézinha alugou o filme e voltei-o a ver e a desilusão foi total! Eu bem sei que é suposto ser uma obra de culto e tudo o mais, mas, por amor de Deus, alguém ponha um final naquilo que se perceba...
Tantas perguntas que ficaram no ar:
- porque é que os pássaros começaram a atacar?
- porque é que atacavam a eles, os actores principais, mais do que aos outros?
- o que é que os periquitos tinham a ver com o assunto?
- aquele fim com eles rumo ao Sol Nascente a caminho de São Francisco num carro com capota de lona (decisão inteligente) e com os pássaros atrás deles quer dizer que eles foram debicados? ou, pelo contrário, quer dizer que os pássaros deixaram de estar possuídos por forças demoníacas e decidiram debandar?
- os pássaros foram para São Fancisco e foi daí que nasceu a música?
Estas e outras terríveis perguntas ficaram-nos no espírito inquieto. Mas o jantar foi óptimo: parabéns às cozinheiras!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Pormenores de Macau

A pedido de muitas famílias, como a família Burguete, por exemplo, aqui vão pormenores da minha ida para Macau:
- vou dar aulas para as Faculdades de Direito e Economia da Unversidade de Macau;
- vou arranjar uma mulher Chinesa (isto é para irritar a Mãezinha, que está farta de me dizer que não quer netos de olhos em bico);
- já reservei bilhetes para ir dia 3 de Setembro, voltar dia 22 de Novembro para o casamento do Tim e da Mafalda, voltar de novo para Macau 3 dias depois e depois vir passar o Natal (já pareço o Tiago, não pareço?);
- mais não sei da minha vida que eu cá não gosto de planear muito...

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Onde estava você no 11 de Setembro?

Em resposta à pergunta que por aí corre e partindo do princípio que se refere ao 11 de Setembro de 2001...
Estava em Montes Claros, no Brasil, a fazer um projecto de Acção Social. Estava a fazer visitas às casas das pessoas no Bairro de Santo Amaro enquanto antecipava um almoço de festa porque a Rita fazia anos nesse dia (e continuou a fazer).
Apercebi-me do que estava a acontecer enquanto falava com uma senhora e o filho dela estava a ver os aviões a esbarrarem nas Torres Gémeas na televisão. Ao princípio eu e a aniversariante achámos que se tratava da apresentação de um filme, mas como a Globo não acabava de repetir as mesmas imagens, acabámos por ir ouvir o que eles diziam...
A Globo relatava que a Europa e a América do Norte tinham fechado todos os aeroportos, que essa situação poder-se-ia prologar por um longo período de tempo e que todos esperavam um ataque de pirataria informática que ia fazer com que todas as comunicações do mundo fossem afectadas.
Sem possibilidade de voltar para casa ou receber dinheiro por transferência bancária, eu propus irmos os sete para o Rio de Janeiro procurar emprego... Acabou por não ser necessário. Foi pena... Eu até estava a gostar da hipótese!

Não há almoços grátis

O título pode parecer estranho vindo de alguém sempre em busca das borlas mas a realidade é que nestas coisas do comércio há tanto almoços grátis como há um velho gordo vestido de encarnado a distribuir presentes de chaminé em chaminé pelo mundo inteiro na véspera de Natal.
Hoje, logo pela manhã, fui pôr o Boguinhas (o Rolls Royce disfarçado de toyota da minha irmã) à revisão e o senhor, muito atencioso, perguntou-me logo se eu o queria lavado. Ora, estas atenções são muito simpáticas mas em mim acendem logo uma luz encarnada que grita "estão-te a ir ao bolso"* pelo que recusei. Quando falei com a minha irmã, contei-lhe isto mas ela insistia que havia de ser de graça ou estar incluído no preço da revisão. Coitadinha, ainda acredita nos almoços grátis! Quem sabe até, no tal velho gordo...
Lá voltei eu ao stand apenas para concluir que o alerta era real. Por uma mísera lavagem iam cobrar €15,00+IVA quando eu posso com €2,00 lavar o carro numa daquelas mangueiras com pressão da Segunda Circular e ele fica a brilhar como novo.
Moral da estória: antes de se aceitarmos uma atençãozinha destas, devemos sempre perguntar quanto é que ela custa que é para ter a certeza se não estamos a ser empalmados.
* Neste caso ao bolso da minha irmã, mas em qualquer ds casos é um bolso familiar.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

O fim do Château d'Alvim

O bom filho a casa torna e eu lá voltei para casa dos senhores meus Pais um ano depois de ocupar o já internacionalmente célebre "Château d'Alvim" enquanto não rumo outra vez ao Oriente. E nem podeis vós imaginar a trabalheira que isto me está a dar...
Primeiro sairam as mobilias e os grandes utensílios que foram distribuidos da seguinte maneira: os que estavam de empréstimo foram para as pessoas que mos tinham emprestado (Tia Tuxa, Jade e Mãe, muito obrigado!), os que foram dados (presentes domésticos) foram guardados em casa dos Pais até ao meu regresso para não se dizer que eu sou um solteirão sem enxoval e os que tinham sido comprados foram para amigos que estão a montar casa e que nos próximos dois anos hão-de precisar mais deles do que eu.
Depois disso estão a sair as pequenas coisas tipo louças, candeeiros, talheres, etc..
No entanto, todavia, contudo, nem tudo é assim tão fácil... A quantidade de coisas que se acumula durante um ano não tem descrição e os últimos três dias têm sido um pesadelo: para trás e para a frente a carregar pesos. Apesar de tudo não me posso queixar de falta de ajudas (obrigado Gonçalo e André!) e o melhor que tudo é que, depois de uma semana radical nas Astúrias, esta semana de sair ao fim da tarde do gabinete para fazer mudanças e limpezas em vez de ser para me deitar no sofá a ler já se reflectiu na balança: atingi o meu peso perfeito. Sim, a certa altura até já estava a ficar com alguma vergonha de usar Tshirts, com 10Kgs a mais do que era suposto.
Mas magro ou gordo, se vejo o fim destas mudanças e limpezas até julgo que é mentira!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Presente para o Sr. Dr.!

Isto de mudar de profissão tem muito que se lhe diga no que toca a preço da mudança... Passei a minha hora de almoço na Livraria Coimbra do Chiado só a comprar livros para uma das cadeiras que vou dar para a qual não me sinto muito preparado. Quando escolhi os mais relevantes, o preço já passava dos €100,00 pelo que não me contive e desabafei com as senhoras:
" - Bem isto do saber não ocupa lugar não é bem assim, o saber até descupa muito lugar... Na conta bancária! "
Elas acharam piada ao meu desabafo e enquanto o recibo não saía, eu notei que em cima do balcão estava um outro livro que me interessava, não para as aulas da Universidade mas porque é sobre a minha área de eleição (Direito do Urbanismo) e era escrito pelo meu amigo André, que para além de amigo e dos maiores especialistas em Portugal na matéria.
" - Olha! Este livro é novo! Não sabia que já tinha saído... Perdido por 100, perdido por 1000, venha daí mais saber e menos conta bancária! "
Então não é que para minha surpresa uma das senhoras disse logo muito simpático: " oh Sr. Dr.*, esse é um presente da loja! Fica por conta da casa! "
Eu bem sei que desde que trabalho aqui no Bairro Alto já lá fiz muitas compras, mas não estava mesmo nada à espera! Fiquei sensibilizado!
* Parece que qualquer pessoa engravatada a fazer compras numa livraria jurídica tem direito ao título!

One small step for a man, one giant leap for mankind...

Há uns três anos, muito perto do centro de Lisboa, algures no Marquês de Pombal nasceu este formidabilíssimo, fantastiquíssimo, magnificíssimo, extraordinaríssimo mas, acima de tudo, humilíssimo blog. Nasceu um blog tão Português e tão alfacinha que até metia impressão! Era escrito por alguém que fazia toda a sua vida no triângulo Campo Pequeno - Marquês de Pombal - Baixa e já chateava de tão Alfacinha que era...
Eis que se não quando, o seu autor decide partir para Oxford e daí para Shantou, algures na Província de Cantão, na República Popular da China.
Isso melhorou bastante não só o autor como o próprio blog. O blog Orientalizou-se, arejou, ganhou novas ideias e conteúdos. Ganhou até um novo interesse, porque escrever num lugar exótico como a China não é escrever em Lisboa que, para nós Portugueses de gema, já tem pouco de exótico.
Mas eis que se não quando o autor decide voltar... E ao longo de um ano e meio de vida totalmente Lisboeta, o blog, e o seu ilustríssimo e humilíssimo autor voltaram a aburguesar-se, a tornar-se enfadonhos, sem aquele toque Oriental que lhe dava piada...
Vai daí restavam ao autor deste blog duas opções: voltar para a China ou acabar com o blog.
Dado que voltar para a China ia ser difícil, acabar com o blog esteve para acontecer várias vezes mas hoje veio a decisão. Vou voltar para a China!
Pois é, meus estimadíssimo, afabilíssimos, simpatiquíssimos mas, acima de tudo, inteligentíssimos leitores, a partir de Setembro o blogadíssimo volta a ser escrito da China, mais precisamente de Macau.
A blogosfera bem que pedia para eu voltar para o Oriente pelo que hoje falei com o Senhor Secretário de Estado, meu Patrão, e tornei o regresso oficial: no fim deste mês de Agosto deixo o gabinete e no princípio de Setembro rumo a Macau onde vou leccionar Direito na Universidade de Macau.
Que São Tomás d'Aquino, Patrono das Universidades, me ajude nesta tarefa!

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908

O Regicídio do dia 1 de Fevereiro de 1908, no qual foram mortos SM o Rei Dom Carlos e SAR o Princípe Dom Luís Filipe, marcou uma das mais tristes páginas da nossa herança comum e levou ao início de um dos mais negros perídos da nossa já longa História, a Primeira República.
Disfarçada sobre uma máscara de Liberalismo, durante a Primeira República os opositores do regime e do Partido Repúblicano foram mortos ou torturados. Sobre um leque de Laicidade do Estado a Igreja foi duramente perseguida, as ordens religiosas expulsas de Portugal e muitos Bispos, Padres e religiosos ou religiosas foram presos, torturados e expostos aos mais indignos vexames públicos.
Por outro lado, foi um período de enorme instabilidade política, económica e social com maus governos sempre em busca da legitimação internacional o que também levou à nossa vergonhosa e trágica participação na Primeira Grande Guerra onde o número de soldados Portugueses mortos apenas foi suplantado pelo número de soldados Portugueses mutilados e "gaseados" que ficaram com incapacidades para toda a vida.
Estava-se mesmo a ver no que este regime de terror e caos ia acabar, não estava?
Assim, este acto do Regicídio, terrível em si mesmo, teve também repercursões na nossa História até aos dias de hoje que ainda estão para ser analisadas.
Tendo em conta o aproximar dos 100 anos do Regicídio, a Real Associação da Madeira pôs uma petição on line que será entregue ao Presidente da Assembleia da República que vale a pena ler, pensar nela, e em caso de acordo, assinar.

sábado, 28 de julho de 2007

O que é bom acaba depressa!

Pois é, estou de volta a Lisboa e as férias foram óptimas, como eu, aliás, já esperava. É que o programa era óptimo, sítio ainda melhor e o grupo ainda muito melhor que o sítio. Tudo conjugado: grande diversão!
Depois conto mais quando tiver mais tempo.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Hasta la vista babies!

Este blog vai adormecer durante uma semana...
Já o seu Príncipe e Mestre vai andar bem activo nas imediações de Arenas de Cabrales, Picos da Europa, a fazer trekking, kanoing e mais uma data de coisas terminadas em ing. E tudo isto em excelente companhia!
Estava aqui a matutar e desde que trabalho aqui no gabinete (há 1,5 anos) as únicas férias que tirei a sério foram 2 dias para ir ao Algarve com os meus Pais em Agosto passado e uma semana para ir ao Egipto com a Sara em Fevereiro... De resto, foram semanas para exames disto, para exames daquilo e, mais recentemente, para ir apresentar um trabalho a far far away.
Hasta la vista, babies! E se precisarem de alguma coisa não contem comigo! :-)

Ajude antes das férias

Mia Couto, A Fabula do Macaco e do Peixe

"Um macaco passeava-se à beira de um rio, quando viu um peixe dentro de água. Como não conhecia aquele animal, pensou que estava a afogar-se. Conseguiu apanhá-lo e ficou muito contente quando o viu aos pulos, preso nos seus dedos, achando que aqueles saltos eram sinais de uma grande alegria por ter sido salvo. Pouco depois, quando o peixe parou de se mexer e o macaco percebeu que estava morto, comentou - que pena eu não ter chegado mais cedo!"
Que conclusões é que podemos tirar desta fábula?