Um blog brilhantíssimo, formidabilíssimo, magníficíssimo, inteligentíssimo, fantastiquíssimo, mas, acima de tudo, humilíssimo!
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Algum dia teria que chumbar a História
Nem que para isso só me fizessem perguntas de História Americana
| You Failed 8th Grade US History |
![]() Sorry, you only got 3/8 correct! |
Marge???
Marge Simpson, eu??? Isto é para aprender a não copiar os testes que os outros bloggers fazem...
| You Are Marge Simpson |
![]() You will be remembered for: your good cooking and evading the police Your life philosophy: "You should listen to your heart, and not the voices in your head." |
The'>http://www.blogthings.com/thesimpsonspersonalitytest/">The Simpsons Personality Test
O efeito Medici
Estou a ler um livro de que estou a gostar imenso que se chama "O Efeito Medici" escrito por Frans Johansson, que nasceu e foi criado na Suécia, filho de Pai Sueco e de Mãe mestiça Cherokee/Negra. Com estes antecedentes, é engraçado ver a ideia dele de "intersecção", ou seja, como aquele ponto de confluência de diversos saberes e culturas diferentes que produz algo inteiramente novo.
De facto, olho para trás e vejo o quanto evoluí nestas intersecções da minha vida.
De um Liceu Lisboeta nas Avenidas Novas, frequentado por uma forte maioria de pessoas Lisboetas das Avenidas Novas como eu, passei para uma Faculdade onde as pessoas já vinham de todas as partes de Portugal e até de Cabo Verde, Angola, etc.. Daí para um escritório com pessoas que se diferenciavam pelas idades (devo confessar que ver-me rodeado de cotas foi um bocadinho assustador ao princípio) e pelas áreas de especialização dentro do Direito. Daí não podia ter ido para um ambiente mais diferente: a China, onde trabalhava com gente de todo o mundo. Regressado a Portugal, fui trabalhar para um gabinete do governo onde me deparei com um Secretário de Estado Geógrafo, uma Chefe de Gabinete Engenheira Agronómica e colegas Assessores de Economia, Sociologia, Direito e Geografia com percursos de vida tão diferentes quanto cheios de interesse. Colegas esses todos mais velhos que eu mas que, mesmo assim, insistiram que eu os tratasse por tu e me trataram a mim sempre em condições de igualdade.
Esta cada vez maior heterogeneidade das minhas vivências fez-me aprender imenso sobre imensas áreas diferentes, da Sociologia à Economia. O que é engraçado é que, acima de tudo, fez-me olhar o Direito de prismas tão diferentes que aprendi com todos estes não-juristas imenso de Direito.
Agora só posso esperar conseguir traduzir esta visão pluri-disciplinar do Direito e uma nova forma de o pensar aos meus alunos em Macau. Em altura de despedidas, não podia deixar de mencionar as pessoas com quem trabalhei neste gabinete aqui no blog poucos minutos depois de escrever o meu último parecer que acabou, como todos os outros:
À consideração superior.
O Assessor,
Diogo Maria Alvim
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Um exercício de imaginação
Imaginemos que os cientistas inventavam uma maneira de não serem necessários pesticidas nos cereais e com isso poupavam custos aos agricultores e evitavam a poluição das terras e dos rios com os ditos cujos pesticidas.
Imaginemos agora que ainda para mais esses cereais não precisavam de tantos adubos químicos para crescer e acavam até por ficar maiores que os cereais normais.
Imaginemos, por último, que os ciêntistas não só não descobrem qualquer malefício para a saúde nestes cereais, como até são da opinião que, por não terem tantos químicos envolvidos no seu crescimento, eles até podem ser mais saudáveis para a alimentação humana e animal.
Paremos de imaginar! Esses cereais foram inventados e são alcançados por uma modificação genética.
Agora imaginemos outra coisa: um bando de pseudo-ambientalistas demasiado ganzados para conseguirem pensar pelas suas cabecinhas e seguindo os ensinamentos que a sempre pouco inteligente extrema-esquerda lhes ministra acompanhados de mais uns charros.
Imaginemos, por último, uns polícias pouco corajosos e audazes para fazerem valer a Lei e a Ordem.*
Imaginemos agora que ainda para mais esses cereais não precisavam de tantos adubos químicos para crescer e acavam até por ficar maiores que os cereais normais.
Imaginemos, por último, que os ciêntistas não só não descobrem qualquer malefício para a saúde nestes cereais, como até são da opinião que, por não terem tantos químicos envolvidos no seu crescimento, eles até podem ser mais saudáveis para a alimentação humana e animal.
Paremos de imaginar! Esses cereais foram inventados e são alcançados por uma modificação genética.
Agora imaginemos outra coisa: um bando de pseudo-ambientalistas demasiado ganzados para conseguirem pensar pelas suas cabecinhas e seguindo os ensinamentos que a sempre pouco inteligente extrema-esquerda lhes ministra acompanhados de mais uns charros.
Imaginemos, por último, uns polícias pouco corajosos e audazes para fazerem valer a Lei e a Ordem.*
Grande imaginação, não é?
*Não é para cascar mais uma vez nas pessoas do deserto ao Sul do Tejo, mas não tenho dúvidas que os polícias Beirões, Transmontanos ou Minhotos tinham caído em cima daqueles deslavados como se não houvesse amanhã. No Norte não há cá pão para malucos!
*Não é para cascar mais uma vez nas pessoas do deserto ao Sul do Tejo, mas não tenho dúvidas que os polícias Beirões, Transmontanos ou Minhotos tinham caído em cima daqueles deslavados como se não houvesse amanhã. No Norte não há cá pão para malucos!
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Polícias
Estão a ver aquelas séries de polícias passadas algures perto da praia e em que eles andam de bicicleta todos contentes a apanhar ladrões?
Pois Lisboa deve ter adoptado isso agora pelo que, logo pela manhã, vi dois pobres polícias de bofes de fora, com calçõezinhos azuis e umas camisas já suadas, a pedalar Calçada do Combro acima e a gastar todas as suas energias na ronda.
Pergunto-me a mim mesmo se lhes sobraria alguma energia para perseguir um ladrão no caso de verem um assalto...
Infelizmente não estava preparado para aquela visão e não consegui controlar o riso quando os vi o que não só me deve ter valido a fama de louco que se ri sozinho como ainda provocou uns olhares censuradores dos ditos cujos personagens. Eu acho mesmo que eles só não vieram atrás de mim para me interrogarem porque teriam que me perseguir e eu ia em passo acelerado.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Pintor
Alguém conhece algum pintor bom e barato para me pintar umas paredes em casa?
O autor deste blog agradece!
O deserto
Depois de um certo Ministro ter vindo dizer que a Sul do Tejo ficava o deserto, ontem o Público dizia, num estilo de fã histérico-compulsivo, que antes do Elvis era o deserto. Vá, tendo em conta que o "antes do Elvis" se refere a "antes do Elvis ser uma estrela", deverei concluir que os meus Paisinhos, coitadinhos, nascidos nos anos 40, são uns quaisquer cactos ou camelos do deserto?
Não percebi muito bem, o que é que era o deserto... O panorama musical a nível mundial? Esses tais de Mozart, Schubert, Brahms, Chopin, Wagner, Rossini, entre muitos outros são então o quê? Montinhos de areia? E então a Édith Piaf, Yves Montand, a nossa Amália Rodrigues e tantos outros cantores que pelos anos 50 já encantavam o mundo têm ar de Beduínos do deserto?
Ou será que o Público se referia ao panorama musical Norte-americano? Talvez se tenham esquecido de Louis Armstrong, Miles Davis, Ella Fitzgerald, Duke Ellington, etc....
Ah, esperem, talvez fosse por causa da dança sexy e nesse caso lá foi a nossa Luso-Brasileira Carmen Miranda, que deu cartas nos palcos de todo o mundo a abanar as ancas provocadoramente esquecida e ostracizada.
Oh gente do Público! A música e a dança no mundo não nasceram com o Rock and Roll e com o Elvis Presley! Podem até ter melhorado um bocadinho, ter sido enriquecidas e complementadas, mas daí ate ser um deserto vai um grande caminho!
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Os pássaros
Há para aí 64845 anos eu vi o famoso filme de Hitchcock sobre umas avezinhas que andavam a atacar pessoas e lembro-me que na altura, ainda miúdo, fiquei aterrorizado.Ontem, genialmente, a Zézinha alugou o filme e voltei-o a ver e a desilusão foi total! Eu bem sei que é suposto ser uma obra de culto e tudo o mais, mas, por amor de Deus, alguém ponha um final naquilo que se perceba...
Tantas perguntas que ficaram no ar:
- porque é que os pássaros começaram a atacar?
- porque é que atacavam a eles, os actores principais, mais do que aos outros?
- o que é que os periquitos tinham a ver com o assunto?
- aquele fim com eles rumo ao Sol Nascente a caminho de São Francisco num carro com capota de lona (decisão inteligente) e com os pássaros atrás deles quer dizer que eles foram debicados? ou, pelo contrário, quer dizer que os pássaros deixaram de estar possuídos por forças demoníacas e decidiram debandar?
- os pássaros foram para São Fancisco e foi daí que nasceu a música?
Estas e outras terríveis perguntas ficaram-nos no espírito inquieto. Mas o jantar foi óptimo: parabéns às cozinheiras!
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Pormenores de Macau
A pedido de muitas famílias, como a família Burguete, por exemplo, aqui vão pormenores da minha ida para Macau:
- vou dar aulas para as Faculdades de Direito e Economia da Unversidade de Macau;
- vou arranjar uma mulher Chinesa (isto é para irritar a Mãezinha, que está farta de me dizer que não quer netos de olhos em bico);
- já reservei bilhetes para ir dia 3 de Setembro, voltar dia 22 de Novembro para o casamento do Tim e da Mafalda, voltar de novo para Macau 3 dias depois e depois vir passar o Natal (já pareço o Tiago, não pareço?);
- mais não sei da minha vida que eu cá não gosto de planear muito...
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Onde estava você no 11 de Setembro?
Em resposta à pergunta que por aí corre e partindo do princípio que se refere ao 11 de Setembro de 2001...
Estava em Montes Claros, no Brasil, a fazer um projecto de Acção Social. Estava a fazer visitas às casas das pessoas no Bairro de Santo Amaro enquanto antecipava um almoço de festa porque a Rita fazia anos nesse dia (e continuou a fazer).
Apercebi-me do que estava a acontecer enquanto falava com uma senhora e o filho dela estava a ver os aviões a esbarrarem nas Torres Gémeas na televisão. Ao princípio eu e a aniversariante achámos que se tratava da apresentação de um filme, mas como a Globo não acabava de repetir as mesmas imagens, acabámos por ir ouvir o que eles diziam...
A Globo relatava que a Europa e a América do Norte tinham fechado todos os aeroportos, que essa situação poder-se-ia prologar por um longo período de tempo e que todos esperavam um ataque de pirataria informática que ia fazer com que todas as comunicações do mundo fossem afectadas.
Sem possibilidade de voltar para casa ou receber dinheiro por transferência bancária, eu propus irmos os sete para o Rio de Janeiro procurar emprego... Acabou por não ser necessário. Foi pena... Eu até estava a gostar da hipótese!
Não há almoços grátis
O título pode parecer estranho vindo de alguém sempre em busca das borlas mas a realidade é que nestas coisas do comércio há tanto almoços grátis como há um velho gordo vestido de encarnado a distribuir presentes de chaminé em chaminé pelo mundo inteiro na véspera de Natal.Hoje, logo pela manhã, fui pôr o Boguinhas (o Rolls Royce disfarçado de toyota da minha irmã) à revisão e o senhor, muito atencioso, perguntou-me logo se eu o queria lavado. Ora, estas atenções são muito simpáticas mas em mim acendem logo uma luz encarnada que grita "estão-te a ir ao bolso"* pelo que recusei. Quando falei com a minha irmã, contei-lhe isto mas ela insistia que havia de ser de graça ou estar incluído no preço da revisão. Coitadinha, ainda acredita nos almoços grátis! Quem sabe até, no tal velho gordo...
Lá voltei eu ao stand apenas para concluir que o alerta era real. Por uma mísera lavagem iam cobrar €15,00+IVA quando eu posso com €2,00 lavar o carro numa daquelas mangueiras com pressão da Segunda Circular e ele fica a brilhar como novo.
Moral da estória: antes de se aceitarmos uma atençãozinha destas, devemos sempre perguntar quanto é que ela custa que é para ter a certeza se não estamos a ser empalmados.
* Neste caso ao bolso da minha irmã, mas em qualquer ds casos é um bolso familiar.
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
O fim do Château d'Alvim
O bom filho a casa torna e eu lá voltei para casa dos senhores meus Pais um ano depois de ocupar o já internacionalmente célebre "Château d'Alvim" enquanto não rumo outra vez ao Oriente. E nem podeis vós imaginar a trabalheira que isto me está a dar...Primeiro sairam as mobilias e os grandes utensílios que foram distribuidos da seguinte maneira: os que estavam de empréstimo foram para as pessoas que mos tinham emprestado (Tia Tuxa, Jade e Mãe, muito obrigado!), os que foram dados (presentes domésticos) foram guardados em casa dos Pais até ao meu regresso para não se dizer que eu sou um solteirão sem enxoval e os que tinham sido comprados foram para amigos que estão a montar casa e que nos próximos dois anos hão-de precisar mais deles do que eu.
Depois disso estão a sair as pequenas coisas tipo louças, candeeiros, talheres, etc..
No entanto, todavia, contudo, nem tudo é assim tão fácil... A quantidade de coisas que se acumula durante um ano não tem descrição e os últimos três dias têm sido um pesadelo: para trás e para a frente a carregar pesos. Apesar de tudo não me posso queixar de falta de ajudas (obrigado Gonçalo e André!) e o melhor que tudo é que, depois de uma semana radical nas Astúrias, esta semana de sair ao fim da tarde do gabinete para fazer mudanças e limpezas em vez de ser para me deitar no sofá a ler já se reflectiu na balança: atingi o meu peso perfeito. Sim, a certa altura até já estava a ficar com alguma vergonha de usar Tshirts, com 10Kgs a mais do que era suposto.
Mas magro ou gordo, se vejo o fim destas mudanças e limpezas até julgo que é mentira!
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Presente para o Sr. Dr.!
Isto de mudar de profissão tem muito que se lhe diga no que toca a preço da mudança... Passei a minha hora de almoço na Livraria Coimbra do Chiado só a comprar livros para uma das cadeiras que vou dar para a qual não me sinto muito preparado. Quando escolhi os mais relevantes, o preço já passava dos €100,00 pelo que não me contive e desabafei com as senhoras:" - Bem isto do saber não ocupa lugar não é bem assim, o saber até descupa muito lugar... Na conta bancária! "
Elas acharam piada ao meu desabafo e enquanto o recibo não saía, eu notei que em cima do balcão estava um outro livro que me interessava, não para as aulas da Universidade mas porque é sobre a minha área de eleição (Direito do Urbanismo) e era escrito pelo meu amigo André, que para além de amigo e dos maiores especialistas em Portugal na matéria.
" - Olha! Este livro é novo! Não sabia que já tinha saído... Perdido por 100, perdido por 1000, venha daí mais saber e menos conta bancária! "
Então não é que para minha surpresa uma das senhoras disse logo muito simpático: " oh Sr. Dr.*, esse é um presente da loja! Fica por conta da casa! "
Eu bem sei que desde que trabalho aqui no Bairro Alto já lá fiz muitas compras, mas não estava mesmo nada à espera! Fiquei sensibilizado!
* Parece que qualquer pessoa engravatada a fazer compras numa livraria jurídica tem direito ao título!
One small step for a man, one giant leap for mankind...
Há uns três anos, muito perto do centro de Lisboa, algures no Marquês de Pombal nasceu este formidabilíssimo, fantastiquíssimo, magnificíssimo, extraordinaríssimo mas, acima de tudo, humilíssimo blog. Nasceu um blog tão Português e tão alfacinha que até metia impressão! Era escrito por alguém que fazia toda a sua vida no triângulo Campo Pequeno - Marquês de Pombal - Baixa e já chateava de tão Alfacinha que era...
Eis que se não quando, o seu autor decide partir para Oxford e daí para Shantou, algures na Província de Cantão, na República Popular da China.
Isso melhorou bastante não só o autor como o próprio blog. O blog Orientalizou-se, arejou, ganhou novas ideias e conteúdos. Ganhou até um novo interesse, porque escrever num lugar exótico como a China não é escrever em Lisboa que, para nós Portugueses de gema, já tem pouco de exótico.
Mas eis que se não quando o autor decide voltar... E ao longo de um ano e meio de vida totalmente Lisboeta, o blog, e o seu ilustríssimo e humilíssimo autor voltaram a aburguesar-se, a tornar-se enfadonhos, sem aquele toque Oriental que lhe dava piada...
Vai daí restavam ao autor deste blog duas opções: voltar para a China ou acabar com o blog.
Dado que voltar para a China ia ser difícil, acabar com o blog esteve para acontecer várias vezes mas hoje veio a decisão. Vou voltar para a China!
Pois é, meus estimadíssimo, afabilíssimos, simpatiquíssimos mas, acima de tudo, inteligentíssimos leitores, a partir de Setembro o blogadíssimo volta a ser escrito da China, mais precisamente de Macau.
A blogosfera bem que pedia para eu voltar para o Oriente pelo que hoje falei com o Senhor Secretário de Estado, meu Patrão, e tornei o regresso oficial: no fim deste mês de Agosto deixo o gabinete e no princípio de Setembro rumo a Macau onde vou leccionar Direito na Universidade de Macau.
Que São Tomás d'Aquino, Patrono das Universidades, me ajude nesta tarefa!
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908
O Regicídio do dia 1 de Fevereiro de 1908, no qual foram mortos SM o Rei Dom Carlos e SAR o Princípe Dom Luís Filipe, marcou uma das mais tristes páginas da nossa herança comum e levou ao início de um dos mais negros perídos da nossa já longa História, a Primeira República.
Disfarçada sobre uma máscara de Liberalismo, durante a Primeira República os opositores do regime e do Partido Repúblicano foram mortos ou torturados. Sobre um leque de Laicidade do Estado a Igreja foi duramente perseguida, as ordens religiosas expulsas de Portugal e muitos Bispos, Padres e religiosos ou religiosas foram presos, torturados e expostos aos mais indignos vexames públicos.
Por outro lado, foi um período de enorme instabilidade política, económica e social com maus governos sempre em busca da legitimação internacional o que também levou à nossa vergonhosa e trágica participação na Primeira Grande Guerra onde o número de soldados Portugueses mortos apenas foi suplantado pelo número de soldados Portugueses mutilados e "gaseados" que ficaram com incapacidades para toda a vida.
Estava-se mesmo a ver no que este regime de terror e caos ia acabar, não estava?
Assim, este acto do Regicídio, terrível em si mesmo, teve também repercursões na nossa História até aos dias de hoje que ainda estão para ser analisadas.
Tendo em conta o aproximar dos 100 anos do Regicídio, a Real Associação da Madeira pôs uma petição on line que será entregue ao Presidente da Assembleia da República que vale a pena ler, pensar nela, e em caso de acordo, assinar.
Disfarçada sobre uma máscara de Liberalismo, durante a Primeira República os opositores do regime e do Partido Repúblicano foram mortos ou torturados. Sobre um leque de Laicidade do Estado a Igreja foi duramente perseguida, as ordens religiosas expulsas de Portugal e muitos Bispos, Padres e religiosos ou religiosas foram presos, torturados e expostos aos mais indignos vexames públicos.
Por outro lado, foi um período de enorme instabilidade política, económica e social com maus governos sempre em busca da legitimação internacional o que também levou à nossa vergonhosa e trágica participação na Primeira Grande Guerra onde o número de soldados Portugueses mortos apenas foi suplantado pelo número de soldados Portugueses mutilados e "gaseados" que ficaram com incapacidades para toda a vida.
Estava-se mesmo a ver no que este regime de terror e caos ia acabar, não estava?
Assim, este acto do Regicídio, terrível em si mesmo, teve também repercursões na nossa História até aos dias de hoje que ainda estão para ser analisadas.
Tendo em conta o aproximar dos 100 anos do Regicídio, a Real Associação da Madeira pôs uma petição on line que será entregue ao Presidente da Assembleia da República que vale a pena ler, pensar nela, e em caso de acordo, assinar.
sábado, 28 de julho de 2007
O que é bom acaba depressa!
Pois é, estou de volta a Lisboa e as férias foram óptimas, como eu, aliás, já esperava. É que o programa era óptimo, sítio ainda melhor e o grupo ainda muito melhor que o sítio. Tudo conjugado: grande diversão!
Depois conto mais quando tiver mais tempo.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Hasta la vista babies!
Já o seu Príncipe e Mestre vai andar bem activo nas imediações de Arenas de Cabrales, Picos da Europa, a fazer trekking, kanoing e mais uma data de coisas terminadas em ing. E tudo isto em excelente companhia!
Estava aqui a matutar e desde que trabalho aqui no gabinete (há 1,5 anos) as únicas férias que tirei a sério foram 2 dias para ir ao Algarve com os meus Pais em Agosto passado e uma semana para ir ao Egipto com a Sara em Fevereiro... De resto, foram semanas para exames disto, para exames daquilo e, mais recentemente, para ir apresentar um trabalho a far far away.
Hasta la vista, babies! E se precisarem de alguma coisa não contem comigo! :-)
Mia Couto, A Fabula do Macaco e do Peixe
"Um macaco passeava-se à beira de um rio, quando viu um peixe dentro de água. Como não conhecia aquele animal, pensou que estava a afogar-se. Conseguiu apanhá-lo e ficou muito contente quando o viu aos pulos, preso nos seus dedos, achando que aqueles saltos eram sinais de uma grande alegria por ter sido salvo. Pouco depois, quando o peixe parou de se mexer e o macaco percebeu que estava morto, comentou - que pena eu não ter chegado mais cedo!"
Que conclusões é que podemos tirar desta fábula?
Regras da Sensatez
Hoje um amigo lembrou-me de uma música do Rui Veloso que já foi em tempos a minha preferida. Hoje ainda gosto muito, mas jánão a ouvia há tanto tempo que me tinha esquecido que gostava tanto.
Nunca voltes ao lugar
Onde já foste feliz
Por muito que o coração diga
Não faças o que ele diz
.
Nada do que por lá vires
Será como no passado
Não queiras reacender
Um lume já apagado
.
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta, desta é de vez...
.
Por grande a tentação
Que te crie a saudade
Não mates a recordação
Que lembra a felicidade
.
Nunca voltes ao lugar
Onde o arco-íris se pôs
Só encontrarás a cinza
Que dá na garganta nós
.
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta, desta é de vez...
Indemnização em tribunal
Um tribunal condenou, e muito bem, um hospital de Braga por má prática clínica em parto.
Os pormenores da estória são, no mínimo, terceiro mundistas e não me vou debruçar sobre eles, mas resumindo muito rapidamente, os médicos na sala de partos decidiram fazer nascer por parto pélvico (natural) uma miúda que estava de pé e não com a cabeça para baixo, como devia. Esta miúda ficou feita num oito, com metade do corpo paralisado e um pulmão afectado e o tribunal considerou que houve negligência médica, que este deveria ter sido um caso de cesariana e condenou o hospital a pagar 260 mil euros.
Os pormenores da estória são, no mínimo, terceiro mundistas e não me vou debruçar sobre eles, mas resumindo muito rapidamente, os médicos na sala de partos decidiram fazer nascer por parto pélvico (natural) uma miúda que estava de pé e não com a cabeça para baixo, como devia. Esta miúda ficou feita num oito, com metade do corpo paralisado e um pulmão afectado e o tribunal considerou que houve negligência médica, que este deveria ter sido um caso de cesariana e condenou o hospital a pagar 260 mil euros.
1.º - Louvor ao tribunal - Finalmente começam a surgir indemnizações a sério por danos deste tipo! Não se pode deixar impune arruinar-se deste modo a vida de uma família.
2.º - Críticas ao hospital - Os médicos devem ser responsabilizados por erros ocorridos no exercício da sua profissão, como o são, por exemplo, os Advogados e é para isso que estes são obrigados a ter um seguro de responsabilidade civil para exercício da profissão. O que é descrito no artigo, é que o hospital é condenado e que terá, eventualmente, direito de regresso dos médicos responsáveis mas que os hospitais nunca accionam os mecanismo legais necessários para fazerem valer este direito de regresso.
Conclusão: quem paga os erros dos médicos são os contribuintes! Vá, eu que sou egocentrista pensei logo: quem pagou este erro FUI EU!
Alguém ponha estes gestores hospitalares no olho da rua, sff!
P.S.: Note-se que eu acho muito bem que seja o hospital condenado em primeiro lugar, que é para se garantir que os Pais sejam ressarcidos imediatamente, isso não está de todo em causa...
quinta-feira, 19 de julho de 2007
I hate to tell you I told you so, but...
Já aqui escrevi há uns tempos que ter um aeroporto no centro da cidade é fomentar uma situação potencialmente perigosa. Até hoje, tivémos sorte e nunca aconteceu nada na Portela como aconteceu ontem em Congonhas, mas, vá-se lá saber porquê, não gosto muito de confiar na sorte no que toca a estas coisas.
Sei lá, é como fazer aquela coisa da roleta Russa com apenas uma bala na pistola, pode dar uma g'anda pica, mas eu cá prefiro ir ao bailinho da Paróquia...
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Medievalmente dançando
Há muitos, muitos anos que eu e a dona do blog aqui do lado dançamos juntos sempre que eu consigo que ela saia de trás de uma máquina fotográfica. Gira para um lado, gira para o outro, passos ensaiados, passos inventados, marcha lenta e marcha "todo o vapor"... As performances de dança atingem uma qualidade tal que até já aparecemos numa revista social num desses momentos de rodopianço a actuar para SSAARR, os Duques de Bragança.*
Mas ontem, na Feira Medieval de Óbidos, tinhamos um elemento a que não estávamos habituados: dançar numa rua inclinada e a coisa não correu tão bem como de costume... Eis que num dos momentos de maior rodopianço, perdi o equilíbrio e quando dei por mim estava agarrado a uma senhora vestida de monja para não me estatelar no chão e a Mafalda...
Bem, a Mafalda estava mesmo estatelada no chão!
Mas tudo isto com imensa dignidade... Recompusémo-nos e continuámos a dançar como se nada tivesse acontecido: nunca Óbidos tinha visto dois dançarinos tão... dignos! Mesmo assim, acho que a Mafalda teria preferido desta vez não sair de trás da objectiva...
*Nem tudo o que se lê neste blog deve ser interpretado como a verdade absoluta e um relato 100% fidedigno da realidade... :-)
terça-feira, 17 de julho de 2007
Ler em Estrangeiro
Fiquei muito admirado com alguns comentários ao meu post anterior... Para dizer a verdade, sempre achei que o comum dos mortais preferia ler sempre os livros na sua língua original desde que compreenda essa língua com alguma facilidade. Pois enganei-me!
Vai daí, senti que era meu dever defender a minha dama, ou seja, defender a leitura dos livros na sua língua original. As razões para essa opção são as seguintes:
- É chique ler em "estrangeiro"! Eu, por acaso, nem sabia, mas foi o que um anónimo defendeu e quem sou eu para andar por aí a dizer que os anónimos não têm razão? Vou já interromper a minha leitura da "Sibila" da Augustina Bessa-Luís* e ver se compro o "Hiss", ou seja, a tradução em Inglês...
- As traduções, por melhores que sejam, perdem sempre bastante. Não estou a falar de "barbaridades de tradução", como diz o Bruder, estou a falar de palavras que não têm uma tradução total como "saudade", por exemplo...
- Ler em "Estrangeiro" é óptimo para praticar o próprio do "Estrangeiro", isto partindo do princípio que a própria língua nacional,no meu caso o Português, é usada diáriamente para trabalhar, falar com as pessoas ou comprar laranjas no mercado.
Se todos os argumentos apresentados não convencerem ninguém, pois que também não faz mal, cada um leia na língua que lhe apetecer. Eu mesmo, por exemplo, optei por ler certos autores nas suas versões Portuguesas, como Dostoevsky, por exemplo. Foi assim que li "O Idiota" e "O Jogador", por exemplo, mas começo a considerar que talvez o motivo porque tive alguma dificuldade em acabar "Os Irmãos Karamazov" foi por não ler o original... Alguém mo pode emprestar, sff?
* Mais chique ainda do que ler em estrangeiro é ter um nome que são dois nomes ligados por um hífen, mas isso não dá para mudar: não tenho nenhum e não vou ser adoptado por alguém que tenha aos quase 27 anos de idade.
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Paul Auster
Por conselho da minha amiga Dulce, comecei a ler um autor Americano que eu até aí desconhecia por completo: Paul Auster. Fui à FNAC e comprei logo três livros dele, confiado no bom gosto literário de quem mo recomendava e li-os todos em pouco mais de um mês.
O primeiro que eu li, e que decidi oferecer uma cópia também à autora do blog aqui do lado, foi a New York Trilogy: um livro com três contos diferentes mas todos passados em Nova Iorque. Gostei logo à partida do estilo do escritor, um estilo muito reflexivo e interior.
Quando acabei esse, passei logo para o The Moon Palace, que conta a estória interior e exterior de um rapaz e a partida à descoberta de si mesmo.
Tinha gostado tanto destes dois que parti logo para o terceiro, Mr. Vertigo. Não só o terceiro não me desiludiu como, na minha humilíssima opinião, é mesmo o melhor dos três. Trata-se da estória do Walt, um rapaz das ruas de t. Louis que é ensinado a voar. Começa mesmo com qualquer coisa do género: "I was twelve years old the first time I walked on water...". Eu, que sonho imensas vezes que consigo voar, identifiquei-me imenso com o livro e devorei cada página desta estória.
Com tudo isto, nasceu uma estrela na minha selecta constelação de autores preferidos. Curiosamente (ou talvez não) a primeira estrela Americana em todas as minhas constelações de coisas preferidas...
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Indecisões autárquicas III
Uops... De um momento para o outro a campanha termina hoje! Pela primeira vez na vida vou aproveitar o dia de reflexão para reflectir. Normalmente nesse dia já decidi há muito tempo...Quer dizer, algures entre Praia possivelmente na Calada arrastado por certa e determinada personagem que já deve saber quantos grãos de areia aquela praia tem e um jantar em Setúbal* hei-de aranjar tempo para reflectir.
Que pena o Professor Dumbledore não ser candidato! Da maneira que as coisas estão na Câmara, estávamos a precisar era de alguém assim. E até dispensávamos os vereadores para poupar algum dinheiro...
*Marcus, não te dei os Parabéns no blog! Prometo cantar os Parabéns em versão ópera Chinesa amanhã à noite, mas só se tiver algum moscatel da região para me aquecer a garganta.
quinta-feira, 12 de julho de 2007
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Sete ideias para Lisboa
Vale a pena ler este artigo do meu amigo Paulo sobre as necessidades de Lisboa.
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