sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Não há almoços grátis

O título pode parecer estranho vindo de alguém sempre em busca das borlas mas a realidade é que nestas coisas do comércio há tanto almoços grátis como há um velho gordo vestido de encarnado a distribuir presentes de chaminé em chaminé pelo mundo inteiro na véspera de Natal.
Hoje, logo pela manhã, fui pôr o Boguinhas (o Rolls Royce disfarçado de toyota da minha irmã) à revisão e o senhor, muito atencioso, perguntou-me logo se eu o queria lavado. Ora, estas atenções são muito simpáticas mas em mim acendem logo uma luz encarnada que grita "estão-te a ir ao bolso"* pelo que recusei. Quando falei com a minha irmã, contei-lhe isto mas ela insistia que havia de ser de graça ou estar incluído no preço da revisão. Coitadinha, ainda acredita nos almoços grátis! Quem sabe até, no tal velho gordo...
Lá voltei eu ao stand apenas para concluir que o alerta era real. Por uma mísera lavagem iam cobrar €15,00+IVA quando eu posso com €2,00 lavar o carro numa daquelas mangueiras com pressão da Segunda Circular e ele fica a brilhar como novo.
Moral da estória: antes de se aceitarmos uma atençãozinha destas, devemos sempre perguntar quanto é que ela custa que é para ter a certeza se não estamos a ser empalmados.
* Neste caso ao bolso da minha irmã, mas em qualquer ds casos é um bolso familiar.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

O fim do Château d'Alvim

O bom filho a casa torna e eu lá voltei para casa dos senhores meus Pais um ano depois de ocupar o já internacionalmente célebre "Château d'Alvim" enquanto não rumo outra vez ao Oriente. E nem podeis vós imaginar a trabalheira que isto me está a dar...
Primeiro sairam as mobilias e os grandes utensílios que foram distribuidos da seguinte maneira: os que estavam de empréstimo foram para as pessoas que mos tinham emprestado (Tia Tuxa, Jade e Mãe, muito obrigado!), os que foram dados (presentes domésticos) foram guardados em casa dos Pais até ao meu regresso para não se dizer que eu sou um solteirão sem enxoval e os que tinham sido comprados foram para amigos que estão a montar casa e que nos próximos dois anos hão-de precisar mais deles do que eu.
Depois disso estão a sair as pequenas coisas tipo louças, candeeiros, talheres, etc..
No entanto, todavia, contudo, nem tudo é assim tão fácil... A quantidade de coisas que se acumula durante um ano não tem descrição e os últimos três dias têm sido um pesadelo: para trás e para a frente a carregar pesos. Apesar de tudo não me posso queixar de falta de ajudas (obrigado Gonçalo e André!) e o melhor que tudo é que, depois de uma semana radical nas Astúrias, esta semana de sair ao fim da tarde do gabinete para fazer mudanças e limpezas em vez de ser para me deitar no sofá a ler já se reflectiu na balança: atingi o meu peso perfeito. Sim, a certa altura até já estava a ficar com alguma vergonha de usar Tshirts, com 10Kgs a mais do que era suposto.
Mas magro ou gordo, se vejo o fim destas mudanças e limpezas até julgo que é mentira!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Presente para o Sr. Dr.!

Isto de mudar de profissão tem muito que se lhe diga no que toca a preço da mudança... Passei a minha hora de almoço na Livraria Coimbra do Chiado só a comprar livros para uma das cadeiras que vou dar para a qual não me sinto muito preparado. Quando escolhi os mais relevantes, o preço já passava dos €100,00 pelo que não me contive e desabafei com as senhoras:
" - Bem isto do saber não ocupa lugar não é bem assim, o saber até descupa muito lugar... Na conta bancária! "
Elas acharam piada ao meu desabafo e enquanto o recibo não saía, eu notei que em cima do balcão estava um outro livro que me interessava, não para as aulas da Universidade mas porque é sobre a minha área de eleição (Direito do Urbanismo) e era escrito pelo meu amigo André, que para além de amigo e dos maiores especialistas em Portugal na matéria.
" - Olha! Este livro é novo! Não sabia que já tinha saído... Perdido por 100, perdido por 1000, venha daí mais saber e menos conta bancária! "
Então não é que para minha surpresa uma das senhoras disse logo muito simpático: " oh Sr. Dr.*, esse é um presente da loja! Fica por conta da casa! "
Eu bem sei que desde que trabalho aqui no Bairro Alto já lá fiz muitas compras, mas não estava mesmo nada à espera! Fiquei sensibilizado!
* Parece que qualquer pessoa engravatada a fazer compras numa livraria jurídica tem direito ao título!

One small step for a man, one giant leap for mankind...

Há uns três anos, muito perto do centro de Lisboa, algures no Marquês de Pombal nasceu este formidabilíssimo, fantastiquíssimo, magnificíssimo, extraordinaríssimo mas, acima de tudo, humilíssimo blog. Nasceu um blog tão Português e tão alfacinha que até metia impressão! Era escrito por alguém que fazia toda a sua vida no triângulo Campo Pequeno - Marquês de Pombal - Baixa e já chateava de tão Alfacinha que era...
Eis que se não quando, o seu autor decide partir para Oxford e daí para Shantou, algures na Província de Cantão, na República Popular da China.
Isso melhorou bastante não só o autor como o próprio blog. O blog Orientalizou-se, arejou, ganhou novas ideias e conteúdos. Ganhou até um novo interesse, porque escrever num lugar exótico como a China não é escrever em Lisboa que, para nós Portugueses de gema, já tem pouco de exótico.
Mas eis que se não quando o autor decide voltar... E ao longo de um ano e meio de vida totalmente Lisboeta, o blog, e o seu ilustríssimo e humilíssimo autor voltaram a aburguesar-se, a tornar-se enfadonhos, sem aquele toque Oriental que lhe dava piada...
Vai daí restavam ao autor deste blog duas opções: voltar para a China ou acabar com o blog.
Dado que voltar para a China ia ser difícil, acabar com o blog esteve para acontecer várias vezes mas hoje veio a decisão. Vou voltar para a China!
Pois é, meus estimadíssimo, afabilíssimos, simpatiquíssimos mas, acima de tudo, inteligentíssimos leitores, a partir de Setembro o blogadíssimo volta a ser escrito da China, mais precisamente de Macau.
A blogosfera bem que pedia para eu voltar para o Oriente pelo que hoje falei com o Senhor Secretário de Estado, meu Patrão, e tornei o regresso oficial: no fim deste mês de Agosto deixo o gabinete e no princípio de Setembro rumo a Macau onde vou leccionar Direito na Universidade de Macau.
Que São Tomás d'Aquino, Patrono das Universidades, me ajude nesta tarefa!

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908

O Regicídio do dia 1 de Fevereiro de 1908, no qual foram mortos SM o Rei Dom Carlos e SAR o Princípe Dom Luís Filipe, marcou uma das mais tristes páginas da nossa herança comum e levou ao início de um dos mais negros perídos da nossa já longa História, a Primeira República.
Disfarçada sobre uma máscara de Liberalismo, durante a Primeira República os opositores do regime e do Partido Repúblicano foram mortos ou torturados. Sobre um leque de Laicidade do Estado a Igreja foi duramente perseguida, as ordens religiosas expulsas de Portugal e muitos Bispos, Padres e religiosos ou religiosas foram presos, torturados e expostos aos mais indignos vexames públicos.
Por outro lado, foi um período de enorme instabilidade política, económica e social com maus governos sempre em busca da legitimação internacional o que também levou à nossa vergonhosa e trágica participação na Primeira Grande Guerra onde o número de soldados Portugueses mortos apenas foi suplantado pelo número de soldados Portugueses mutilados e "gaseados" que ficaram com incapacidades para toda a vida.
Estava-se mesmo a ver no que este regime de terror e caos ia acabar, não estava?
Assim, este acto do Regicídio, terrível em si mesmo, teve também repercursões na nossa História até aos dias de hoje que ainda estão para ser analisadas.
Tendo em conta o aproximar dos 100 anos do Regicídio, a Real Associação da Madeira pôs uma petição on line que será entregue ao Presidente da Assembleia da República que vale a pena ler, pensar nela, e em caso de acordo, assinar.

sábado, 28 de julho de 2007

O que é bom acaba depressa!

Pois é, estou de volta a Lisboa e as férias foram óptimas, como eu, aliás, já esperava. É que o programa era óptimo, sítio ainda melhor e o grupo ainda muito melhor que o sítio. Tudo conjugado: grande diversão!
Depois conto mais quando tiver mais tempo.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Hasta la vista babies!

Este blog vai adormecer durante uma semana...
Já o seu Príncipe e Mestre vai andar bem activo nas imediações de Arenas de Cabrales, Picos da Europa, a fazer trekking, kanoing e mais uma data de coisas terminadas em ing. E tudo isto em excelente companhia!
Estava aqui a matutar e desde que trabalho aqui no gabinete (há 1,5 anos) as únicas férias que tirei a sério foram 2 dias para ir ao Algarve com os meus Pais em Agosto passado e uma semana para ir ao Egipto com a Sara em Fevereiro... De resto, foram semanas para exames disto, para exames daquilo e, mais recentemente, para ir apresentar um trabalho a far far away.
Hasta la vista, babies! E se precisarem de alguma coisa não contem comigo! :-)

Ajude antes das férias

Mia Couto, A Fabula do Macaco e do Peixe

"Um macaco passeava-se à beira de um rio, quando viu um peixe dentro de água. Como não conhecia aquele animal, pensou que estava a afogar-se. Conseguiu apanhá-lo e ficou muito contente quando o viu aos pulos, preso nos seus dedos, achando que aqueles saltos eram sinais de uma grande alegria por ter sido salvo. Pouco depois, quando o peixe parou de se mexer e o macaco percebeu que estava morto, comentou - que pena eu não ter chegado mais cedo!"
Que conclusões é que podemos tirar desta fábula?

Regras da Sensatez

Hoje um amigo lembrou-me de uma música do Rui Veloso que já foi em tempos a minha preferida. Hoje ainda gosto muito, mas jánão a ouvia há tanto tempo que me tinha esquecido que gostava tanto.

Nunca voltes ao lugar
Onde já foste feliz
Por muito que o coração diga
Não faças o que ele diz
.
Nada do que por lá vires
Será como no passado
Não queiras reacender
Um lume já apagado
.
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta, desta é de vez...
.
Por grande a tentação
Que te crie a saudade
Não mates a recordação
Que lembra a felicidade
.
Nunca voltes ao lugar
Onde o arco-íris se pôs
Só encontrarás a cinza
Que dá na garganta nós
.
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta, desta é de vez...

Indemnização em tribunal

Um tribunal condenou, e muito bem, um hospital de Braga por má prática clínica em parto.
Os pormenores da estória são, no mínimo, terceiro mundistas e não me vou debruçar sobre eles, mas resumindo muito rapidamente, os médicos na sala de partos decidiram fazer nascer por parto pélvico (natural) uma miúda que estava de pé e não com a cabeça para baixo, como devia. Esta miúda ficou feita num oito, com metade do corpo paralisado e um pulmão afectado e o tribunal considerou que houve negligência médica, que este deveria ter sido um caso de cesariana e condenou o hospital a pagar 260 mil euros.
1.º - Louvor ao tribunal - Finalmente começam a surgir indemnizações a sério por danos deste tipo! Não se pode deixar impune arruinar-se deste modo a vida de uma família.
2.º - Críticas ao hospital - Os médicos devem ser responsabilizados por erros ocorridos no exercício da sua profissão, como o são, por exemplo, os Advogados e é para isso que estes são obrigados a ter um seguro de responsabilidade civil para exercício da profissão. O que é descrito no artigo, é que o hospital é condenado e que terá, eventualmente, direito de regresso dos médicos responsáveis mas que os hospitais nunca accionam os mecanismo legais necessários para fazerem valer este direito de regresso.
Conclusão: quem paga os erros dos médicos são os contribuintes! Vá, eu que sou egocentrista pensei logo: quem pagou este erro FUI EU!
Alguém ponha estes gestores hospitalares no olho da rua, sff!
P.S.: Note-se que eu acho muito bem que seja o hospital condenado em primeiro lugar, que é para se garantir que os Pais sejam ressarcidos imediatamente, isso não está de todo em causa...

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Na próxima semana...


Palavrões

Vale a pena ler este artigo do director do Sol...

I hate to tell you I told you so, but...

aqui escrevi há uns tempos que ter um aeroporto no centro da cidade é fomentar uma situação potencialmente perigosa.
Até hoje, tivémos sorte e nunca aconteceu nada na Portela como aconteceu ontem em Congonhas, mas, vá-se lá saber porquê, não gosto muito de confiar na sorte no que toca a estas coisas.
Sei lá, é como fazer aquela coisa da roleta Russa com apenas uma bala na pistola, pode dar uma g'anda pica, mas eu cá prefiro ir ao bailinho da Paróquia...

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Medievalmente dançando

Há muitos, muitos anos que eu e a dona do blog aqui do lado dançamos juntos sempre que eu consigo que ela saia de trás de uma máquina fotográfica. Gira para um lado, gira para o outro, passos ensaiados, passos inventados, marcha lenta e marcha "todo o vapor"...
As performances de dança atingem uma qualidade tal que até já aparecemos numa revista social num desses momentos de rodopianço a actuar para SSAARR, os Duques de Bragança.*
Mas ontem, na Feira Medieval de Óbidos, tinhamos um elemento a que não estávamos habituados: dançar numa rua inclinada e a coisa não correu tão bem como de costume... Eis que num dos momentos de maior rodopianço, perdi o equilíbrio e quando dei por mim estava agarrado a uma senhora vestida de monja para não me estatelar no chão e a Mafalda...
Bem, a Mafalda estava mesmo estatelada no chão!
Mas tudo isto com imensa dignidade... Recompusémo-nos e continuámos a dançar como se nada tivesse acontecido: nunca Óbidos tinha visto dois dançarinos tão... dignos! Mesmo assim, acho que a Mafalda teria preferido desta vez não sair de trás da objectiva...
*Nem tudo o que se lê neste blog deve ser interpretado como a verdade absoluta e um relato 100% fidedigno da realidade... :-)

terça-feira, 17 de julho de 2007

Ler em Estrangeiro

Fiquei muito admirado com alguns comentários ao meu post anterior... Para dizer a verdade, sempre achei que o comum dos mortais preferia ler sempre os livros na sua língua original desde que compreenda essa língua com alguma facilidade. Pois enganei-me!
Vai daí, senti que era meu dever defender a minha dama, ou seja, defender a leitura dos livros na sua língua original. As razões para essa opção são as seguintes:
- É chique ler em "estrangeiro"! Eu, por acaso, nem sabia, mas foi o que um anónimo defendeu e quem sou eu para andar por aí a dizer que os anónimos não têm razão? Vou já interromper a minha leitura da "Sibila" da Augustina Bessa-Luís* e ver se compro o "Hiss", ou seja, a tradução em Inglês...
- As traduções, por melhores que sejam, perdem sempre bastante. Não estou a falar de "barbaridades de tradução", como diz o Bruder, estou a falar de palavras que não têm uma tradução total como "saudade", por exemplo...
- Ler em "Estrangeiro" é óptimo para praticar o próprio do "Estrangeiro", isto partindo do princípio que a própria língua nacional,no meu caso o Português, é usada diáriamente para trabalhar, falar com as pessoas ou comprar laranjas no mercado.
Se todos os argumentos apresentados não convencerem ninguém, pois que também não faz mal, cada um leia na língua que lhe apetecer. Eu mesmo, por exemplo, optei por ler certos autores nas suas versões Portuguesas, como Dostoevsky, por exemplo. Foi assim que li "O Idiota" e "O Jogador", por exemplo, mas começo a considerar que talvez o motivo porque tive alguma dificuldade em acabar "Os Irmãos Karamazov" foi por não ler o original... Alguém mo pode emprestar, sff?
* Mais chique ainda do que ler em estrangeiro é ter um nome que são dois nomes ligados por um hífen, mas isso não dá para mudar: não tenho nenhum e não vou ser adoptado por alguém que tenha aos quase 27 anos de idade.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Paul Auster

Por conselho da minha amiga Dulce, comecei a ler um autor Americano que eu até aí desconhecia por completo: Paul Auster. Fui à FNAC e comprei logo três livros dele, confiado no bom gosto literário de quem mo recomendava e li-os todos em pouco mais de um mês.
O primeiro que eu li, e que decidi oferecer uma cópia também à autora do blog aqui do lado, foi a New York Trilogy: um livro com três contos diferentes mas todos passados em Nova Iorque. Gostei logo à partida do estilo do escritor, um estilo muito reflexivo e interior.
Quando acabei esse, passei logo para o The Moon Palace, que conta a estória interior e exterior de um rapaz e a partida à descoberta de si mesmo.
Tinha gostado tanto destes dois que parti logo para o terceiro, Mr. Vertigo. Não só o terceiro não me desiludiu como, na minha humilíssima opinião, é mesmo o melhor dos três. Trata-se da estória do Walt, um rapaz das ruas de t. Louis que é ensinado a voar. Começa mesmo com qualquer coisa do género: "I was twelve years old the first time I walked on water...". Eu, que sonho imensas vezes que consigo voar, identifiquei-me imenso com o livro e devorei cada página desta estória.
Com tudo isto, nasceu uma estrela na minha selecta constelação de autores preferidos. Curiosamente (ou talvez não) a primeira estrela Americana em todas as minhas constelações de coisas preferidas...

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Indecisões autárquicas III

Uops... De um momento para o outro a campanha termina hoje! Pela primeira vez na vida vou aproveitar o dia de reflexão para reflectir. Normalmente nesse dia já decidi há muito tempo...
Quer dizer, algures entre Praia possivelmente na Calada arrastado por certa e determinada personagem que já deve saber quantos grãos de areia aquela praia tem e um jantar em Setúbal* hei-de aranjar tempo para reflectir.
Que pena o Professor Dumbledore não ser candidato! Da maneira que as coisas estão na Câmara, estávamos a precisar era de alguém assim. E até dispensávamos os vereadores para poupar algum dinheiro...
*Marcus, não te dei os Parabéns no blog! Prometo cantar os Parabéns em versão ópera Chinesa amanhã à noite, mas só se tiver algum moscatel da região para me aquecer a garganta.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Sete ideias para Lisboa

Vale a pena ler este artigo do meu amigo Paulo sobre as necessidades de Lisboa.

Últimas 5 refeições...

Ora, como a Cats me passou a batata quente sobre esta questão das 5 últimas refeições, aqui vai: - Hoje almocei na cantina do Ministério: uma sopinha de nabiças e almôndegas com esparguete. O esparguete estava cortado, o que é uma coisa que eu não gosto nada... Mas na cantina e pelo preço que é: manjar dos Deuses!
- Ontem jantei um bocadinho à pressa num café que eu não sei o nome perto do Casino Estoril antes do concerto do Quinteto de Laurent Filipe no Du Arte Lounge. Comi uma mega sopa de legumes que me encheu logo e uma bifana que estava mesmo boa!
- Ora o almoço, mais uma vez, foi na cantina do Ministério. A D. Iracema tinha preparado umas favas. Cozidas e com os enchidos à parte... Prefiro guizadas com os próprios enchidos, mas enfim, mais uma vez a relação qualidade preço vence a tirada.
- O jantar de antes de ontem foi em casa dos Papás e já não me lembro mesmo do que foi. Estava com pressa para ir para o cinema e não me concentrei na comida.
- E não é que já não sei se foi antes de ontem que almocei com o Tim na Toca do Urso?! Lembro-me que se foi na 2.ª e não na 6.ª, então comi uma feijoada à brasileira, que é mesmoa típica comida de quem está cheio de vontade de passar a tarde a trabalhar... Ai esta memória! Mas ou foi aí ou na cantina do Ministério... Deus do Céu! Tenho que variar um bocadinho mais na localização, mas a relação qualidade/preço...
Não tinha percebido muito bem como é que isto funcionava, mas tenho que passar a batata quente a 5 pessoas, pelo que a passo à Alexandra, do andamos nisto (que adora cozinhar), ao Tiago, das Crónicas de Londres (que adora comer), a Mafalda, que anda à volta das fotos (que não tem grande prazer nem em cozinhar nem em comer - nota-se!), à outra Mafalda, com um brilho nos olhos (que adora Bimbyzar) and last but not least, à Ines, lá longe em Pequim (que eu não sei se gosta de cozinhar mas é tão magrinha que não deve adorar comer).

Diplomacia Económica

Voltou-se hoje a falar de Diplomacia Económica e da sua importância que eu considero, diga-se desde já, indesmentível. No entanto, nem só de Economia vive o país e nem só de Diplomacia Económica vive a Economia.
Se até há cerca de uma década atrás a Economia Portuguesa estava em grande crescimento e todos os especialistas económicos vaticinavam um glorioso futuro para Portugal, o que é que mudou entretanto? Porque é que a Espanha, aqui ao lado e com tantas realidades semelhantes, conseguiu acelerar o seu crescimento e nós estagnámos?
Já desde a década de 80 que a Espanha meteu na cabeça que poderia ser uma potência europeia e que isso não passava apenas pela Economia, passava também pela cultura, por exemplo. Investiu fortemente nas instituições culturais fora de Espanha como os Colégios Espanhóis e os Institutos Cervantes, fortaleceu a sua oferta cultural em Espanha com novos ou melhorados museus e salas de espectáculo e apostou nos seus cantores, actores, pintores, arquitectos, realizadores, etc..
Hoje em dia, por toda o mundo mais e mais gente aprende o Castelhano, Espanha tornou-se um dos mais procurados destinos turísticos do mundo, o cinema Espanhol vende-se e ganha prémios de respeito e a marca “Espanha” tornou-se facilmente vendável. Vai ao ponto de os Espanhóis serem considerados um povo moderno e cosmopolita, apesar da maior parte deles serem muitíssimo bairristas, se perderem em rivalidades regionais e não darem uma para a caixa de línguas estrangeiras! Quanto a nós… Os que nos conhecem acham que somos os “vizinhos dos Espanhóis”!
E, já agora, também seria bom que o Estado perdesse os seus tiques republicanos e laicisistas. Os “nuestros hermanos” fartam-se de publicitar os caminhos de peregrinos de Santiago e até o próprio Santo. Para quando uma atitude semelhante relativamente a Fátima? Sempre que lá vou a pé cruzo-me com muitos peregrinos no caminho e são todos Portugueses…
Será também altura de investir a sério nas Escolas Portuguesas e nos Institutos Camões e de dará conhecer ao mundo a nossa cultura, que não é só futebol e a nossa história* que é tão rica. Assim, a tradicional Diplomacia Cultural não é um entrave à Diplomacia Económica, é sim, a sua maior amiga.
* Parece-me incrível que tenha sido uma historiadora Americana de estudos orientais que tenha defendido recentemente uma tese na qual prova que Fernão Mendes Pinto, ainda conhecido em Portugal como “Fernão, mentes? Minto!”, afinal terá que ter vivido mesmo as aventuras que conta na “Peregrinação”. Para quando uma maior publicitação internacional desta obra e a adaptação ao cinema da mesma por realizadores Portugueses de jeito (daqueles que não fazem filmes todos negros ou que não nos adormecem com as suas chachadas)?

terça-feira, 10 de julho de 2007

Indecisões autárquicas II

Resposta às questões que me foram colocadas no post com o mesmo nome um bocadinho mais a baixo:
- Susana: Vivó Rei! Mas agora o problema é mesmo escolher o Alcaide... Que indecisão!
- JCF: Muito obrigado pelas dicas, mas vamos tentar não diabolizar a EPUL... Tem muito de mau mas tem conseguido construir muitos bairros a custos relativamente controlados o que tem possibilitado a muitos jovens aceder ao mercado da habitação mais perto do centro. Claro que os privilégios de construir sem licenças têm de acabar, bem como os atrasos nas construções mas será que a solução passa por acabar com a EPUL ou por alterar os seus procedimentos?
- Anónimo(s): Peço desculpa por não ter incluído todos os candidatos, mas a certa altura faltou-me tempo e pachorra de andar à procura dos links de todos.
- Carlos: Idem ibidem do que disse ao(s) anónimo(s) mas, respondendo à tua pergunta: sim, tenho muita coisa contra o José Pinto Coelho. Não contra ele pessoalmente, que nunca me fez mal nenhum, mas contra as suas ideias sobre a imigração. O que me custa a acreditar é que alguém queira neste momento imigrar para Portugal, mas se alguém quiser deve ser recebido com entusiasmo, regalias e fogo de artifício!

Mafaldices IV

Frankfurt a meus pés,Torre Mainz, 29.06.2007

Mafaldices III

Jan Vermeer van Delft - O Geógrafo
Museu Staedel, Frankfurt, 29.06.2007
(Fui autorizado a fotografar dentro do Museu desde que sem flash...)

Mafaldices II

Hong Kong, celebrações dos 10 anos de soberania Chinesa sobre o território, 01.07.2007

Mafaldices I

Oh para o blogadíssimo armado em blog aqui do lado...
Vá, vá, Mafalda, não te ofendas que eu não quero comparar as humildes fotografias que eu e a my precious tirámos com as tuas fotografias todas cromas de profissional...

Frankfurt, Bundesbank, 29 de Junho 2007

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Indecisões autárquicas

Tenho desabafado com imensa gente sobre a minha enorme indecisão sobre quem votar para as autárquicas e estas são já no próximo Domingo!! Isto nunca me aconteceu em toda a minha vida, sei sempre perfeitamente em quem votar, mas na minha humilíssima opinião os candidatos são todos tão inqualificavelmente maus que me estão a dificultar muito a vida...
Não sei se me serve de consolo todas as pessoas com quem eu tenho desabafado pensarem o mesmo e estarem na mesma indecisão mas, dê lá por onde der, não me vou abster nem vou votar em branco (como Monárquico ferrenho que sou, os votos em branco reservo-os para as Presidenciais).
Vai daí, durante esta semana, vou tentar dar uma espreitadela aos programas de todos os candidatos... Aqui deixo uma ajudinha para todos aqueles que estejam com as mesmas dúvidas:
Como é óbvio, por muito indeciso que eu esteja, há alguns destes candidatos que nem sequer vale a pena eu ir consultar muito os programas porque nem ponho a hopótese de votar num bloco ou num comunista, por exemplo, mas pode ser que alguns leitores deste fantastiquíssimo, inteligentíssimo mas, acima de tudo, humilíssimo blog que considerem essa hipótese.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Joe Berardo

Por 1001 motivos o multi-milionário Berardo apareceu, de um momento para o outro, em todas as capas dos jornais. Ele é Fundação para aqui, Benfica para ali, BCP para o outro lado...
Neste momento já há quem o deteste e quem o adore mas não há quem o ignore. Madeirense de origem, ele viveu quase toda a vida na África do Sul o que lhe dá um estilo inconfundível (graças a Deus!) de Alberto João Jardim Afrikaans. Ora este senhor do nada fez uma fortuna enorme e juntou uma colecção de arte impressionante, o que me faz muito lembrar a trama de um livro que acabei de ler agora, o "False Impression" do Jeffrey Archer.
Devo admitir que sou um bocadinho preconceituoso relativamente a novos ricos e acho muito estranho como é que se faz uma fortuna tão grande em apenas uma geração de forma totalmente honesta e legítima. Mas até admito que isto sejam apenas preconceitos e tacanhez porque enquanto que os "self made men" são louvados à exaustão do outro lado do Atlântico, deste lado ainda são gozados pelos seus tiques "nouveau riche".
Mas a verdade verdadinha é que são eles que fazem girar a economia e que o estilo "Duque de Norfolk", ou seja, o estilo de fortuna milionária que já vem de há muitas gerações, encontra-se em vias de extinção. E bem que nós em Portugal precisamos de uma voltinha na economia!
Vai daí, Joe amigo, sêde bem vindo à ribalta que o Portugame está contigo!
PS: Já agora, aproveito este post para saudar a vinda de investidores Chineses também a quererem comprar os côr-de-rosinhas. Bem vindos, amigos! E se também quiserem, lá para cima há um clube com um símbolo que é o vosso dragão... Estejam à vontade com todos esses mas deixem os verdinhos em paz, sff!

Citação do dia

«Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho: não se governa nem se deixa governar!»
Isto escrevia um general romano ao Imperador sobre os Lusitanos.
Isto completa-se com o ditado Português: "quem sai aos seus não degenera".

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Angola

Em vez de parecer um país, de vez em quando Angola parece uma criança mimada... Quer dizer, seria inusto estar a descrever um país como uma criança mimada, mas já não será assim tão injusto estar a descrever deste modo o seu governo.
Aqui há uns meses um jogador da bola Angolano foi preso por conduzir sem carta válida em Lisboa; no dia seguinte não sei quantos Portugueses residentes em Angola foram presos pelos mesmos factos como retaliação. Nessa altura um Angolano comentou comigo que a situação era ridícula porque enquanto que em Portugal era muito difícil tirar a carta, em Angola bastava passar umas Cuanzas por baixo da mesa ao examinador e estava a carta tirada.
Neste momento Angola, zangada com a decisão da União Europeia de não deixar entrar no espaço aéreo comunitário os aviões da TAAG, retalia proibindo a entrada das companhias aéreas europeias em Angola. Se já é no mínimo ridículo que o governo de um país se ofenda com as decisões relativas às companhias comerciais desse país, então comparar as normas de segurança e os aviões de duas das melhores companhias aéreas do mundo como sejam a TAP e a British Airways com os aparelhos da TAAG, então aí a situação passa de ridícula a uma paródia.
Se não estamos todos no chão a rebolar a rir é apenas porque esta decisão afecta não só os empresários e outros europeus que nos últimos investiram em Angola ou para lá se decidiram mudar, como também os muitos Angolanos que residem na Europa.
Apetece abrir um bocadinho os olhos ao governo de Angola para que veja que o seu país é um dos países com mais ricos recursos do mundo é também um dos países com maior miséria humana e mais problemas sociais. Para ver que os empresários europeus que vivem em Angola estão a ajudar a desenvolver o país mesmo tendo em conta as enormes dificuldades que se devem à corrupção das suas autoridades. E para ver que Angola não é insubstutuivel nos investimentos externos dos Europeus: se o governo dificultar muito a vida dos empresários, eles podem sempre encontrar outros mercados Africanos muito mais pacificados e estáveis como Moçambique, por exemplo.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Cada vez que eu chego em casa...

Esta na hora de ir dormir para amanha de manha voltar para Portugal... No entanto, todavia, contudo, ao chegar ao meu quarto vi uma baratona de um tamanho apenas imaginavel nos piores pesadelos da minha Maezinha, coitadinha! Eu bem que andei a correr atras dela para a pisar, mas ela, mesmo grande e gorda, era ladina e fugidia!
Agora estou um bocado estressado que ela decida subir a minha cama durante a noite. O meu problema e que durmo sempre de boca aberta e tenho medo de me engasgar com uma criatura tao grande se ela decidir fazer uma exploracao ao meu interior. Se eu amanha nao chegar a Portugal, ja sabeis o porque... Morri engasgado durante o sono!