sexta-feira, 20 de julho de 2007

Indemnização em tribunal

Um tribunal condenou, e muito bem, um hospital de Braga por má prática clínica em parto.
Os pormenores da estória são, no mínimo, terceiro mundistas e não me vou debruçar sobre eles, mas resumindo muito rapidamente, os médicos na sala de partos decidiram fazer nascer por parto pélvico (natural) uma miúda que estava de pé e não com a cabeça para baixo, como devia. Esta miúda ficou feita num oito, com metade do corpo paralisado e um pulmão afectado e o tribunal considerou que houve negligência médica, que este deveria ter sido um caso de cesariana e condenou o hospital a pagar 260 mil euros.
1.º - Louvor ao tribunal - Finalmente começam a surgir indemnizações a sério por danos deste tipo! Não se pode deixar impune arruinar-se deste modo a vida de uma família.
2.º - Críticas ao hospital - Os médicos devem ser responsabilizados por erros ocorridos no exercício da sua profissão, como o são, por exemplo, os Advogados e é para isso que estes são obrigados a ter um seguro de responsabilidade civil para exercício da profissão. O que é descrito no artigo, é que o hospital é condenado e que terá, eventualmente, direito de regresso dos médicos responsáveis mas que os hospitais nunca accionam os mecanismo legais necessários para fazerem valer este direito de regresso.
Conclusão: quem paga os erros dos médicos são os contribuintes! Vá, eu que sou egocentrista pensei logo: quem pagou este erro FUI EU!
Alguém ponha estes gestores hospitalares no olho da rua, sff!
P.S.: Note-se que eu acho muito bem que seja o hospital condenado em primeiro lugar, que é para se garantir que os Pais sejam ressarcidos imediatamente, isso não está de todo em causa...

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Na próxima semana...


Palavrões

Vale a pena ler este artigo do director do Sol...

I hate to tell you I told you so, but...

aqui escrevi há uns tempos que ter um aeroporto no centro da cidade é fomentar uma situação potencialmente perigosa.
Até hoje, tivémos sorte e nunca aconteceu nada na Portela como aconteceu ontem em Congonhas, mas, vá-se lá saber porquê, não gosto muito de confiar na sorte no que toca a estas coisas.
Sei lá, é como fazer aquela coisa da roleta Russa com apenas uma bala na pistola, pode dar uma g'anda pica, mas eu cá prefiro ir ao bailinho da Paróquia...

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Medievalmente dançando

Há muitos, muitos anos que eu e a dona do blog aqui do lado dançamos juntos sempre que eu consigo que ela saia de trás de uma máquina fotográfica. Gira para um lado, gira para o outro, passos ensaiados, passos inventados, marcha lenta e marcha "todo o vapor"...
As performances de dança atingem uma qualidade tal que até já aparecemos numa revista social num desses momentos de rodopianço a actuar para SSAARR, os Duques de Bragança.*
Mas ontem, na Feira Medieval de Óbidos, tinhamos um elemento a que não estávamos habituados: dançar numa rua inclinada e a coisa não correu tão bem como de costume... Eis que num dos momentos de maior rodopianço, perdi o equilíbrio e quando dei por mim estava agarrado a uma senhora vestida de monja para não me estatelar no chão e a Mafalda...
Bem, a Mafalda estava mesmo estatelada no chão!
Mas tudo isto com imensa dignidade... Recompusémo-nos e continuámos a dançar como se nada tivesse acontecido: nunca Óbidos tinha visto dois dançarinos tão... dignos! Mesmo assim, acho que a Mafalda teria preferido desta vez não sair de trás da objectiva...
*Nem tudo o que se lê neste blog deve ser interpretado como a verdade absoluta e um relato 100% fidedigno da realidade... :-)

terça-feira, 17 de julho de 2007

Ler em Estrangeiro

Fiquei muito admirado com alguns comentários ao meu post anterior... Para dizer a verdade, sempre achei que o comum dos mortais preferia ler sempre os livros na sua língua original desde que compreenda essa língua com alguma facilidade. Pois enganei-me!
Vai daí, senti que era meu dever defender a minha dama, ou seja, defender a leitura dos livros na sua língua original. As razões para essa opção são as seguintes:
- É chique ler em "estrangeiro"! Eu, por acaso, nem sabia, mas foi o que um anónimo defendeu e quem sou eu para andar por aí a dizer que os anónimos não têm razão? Vou já interromper a minha leitura da "Sibila" da Augustina Bessa-Luís* e ver se compro o "Hiss", ou seja, a tradução em Inglês...
- As traduções, por melhores que sejam, perdem sempre bastante. Não estou a falar de "barbaridades de tradução", como diz o Bruder, estou a falar de palavras que não têm uma tradução total como "saudade", por exemplo...
- Ler em "Estrangeiro" é óptimo para praticar o próprio do "Estrangeiro", isto partindo do princípio que a própria língua nacional,no meu caso o Português, é usada diáriamente para trabalhar, falar com as pessoas ou comprar laranjas no mercado.
Se todos os argumentos apresentados não convencerem ninguém, pois que também não faz mal, cada um leia na língua que lhe apetecer. Eu mesmo, por exemplo, optei por ler certos autores nas suas versões Portuguesas, como Dostoevsky, por exemplo. Foi assim que li "O Idiota" e "O Jogador", por exemplo, mas começo a considerar que talvez o motivo porque tive alguma dificuldade em acabar "Os Irmãos Karamazov" foi por não ler o original... Alguém mo pode emprestar, sff?
* Mais chique ainda do que ler em estrangeiro é ter um nome que são dois nomes ligados por um hífen, mas isso não dá para mudar: não tenho nenhum e não vou ser adoptado por alguém que tenha aos quase 27 anos de idade.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Paul Auster

Por conselho da minha amiga Dulce, comecei a ler um autor Americano que eu até aí desconhecia por completo: Paul Auster. Fui à FNAC e comprei logo três livros dele, confiado no bom gosto literário de quem mo recomendava e li-os todos em pouco mais de um mês.
O primeiro que eu li, e que decidi oferecer uma cópia também à autora do blog aqui do lado, foi a New York Trilogy: um livro com três contos diferentes mas todos passados em Nova Iorque. Gostei logo à partida do estilo do escritor, um estilo muito reflexivo e interior.
Quando acabei esse, passei logo para o The Moon Palace, que conta a estória interior e exterior de um rapaz e a partida à descoberta de si mesmo.
Tinha gostado tanto destes dois que parti logo para o terceiro, Mr. Vertigo. Não só o terceiro não me desiludiu como, na minha humilíssima opinião, é mesmo o melhor dos três. Trata-se da estória do Walt, um rapaz das ruas de t. Louis que é ensinado a voar. Começa mesmo com qualquer coisa do género: "I was twelve years old the first time I walked on water...". Eu, que sonho imensas vezes que consigo voar, identifiquei-me imenso com o livro e devorei cada página desta estória.
Com tudo isto, nasceu uma estrela na minha selecta constelação de autores preferidos. Curiosamente (ou talvez não) a primeira estrela Americana em todas as minhas constelações de coisas preferidas...

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Indecisões autárquicas III

Uops... De um momento para o outro a campanha termina hoje! Pela primeira vez na vida vou aproveitar o dia de reflexão para reflectir. Normalmente nesse dia já decidi há muito tempo...
Quer dizer, algures entre Praia possivelmente na Calada arrastado por certa e determinada personagem que já deve saber quantos grãos de areia aquela praia tem e um jantar em Setúbal* hei-de aranjar tempo para reflectir.
Que pena o Professor Dumbledore não ser candidato! Da maneira que as coisas estão na Câmara, estávamos a precisar era de alguém assim. E até dispensávamos os vereadores para poupar algum dinheiro...
*Marcus, não te dei os Parabéns no blog! Prometo cantar os Parabéns em versão ópera Chinesa amanhã à noite, mas só se tiver algum moscatel da região para me aquecer a garganta.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Sete ideias para Lisboa

Vale a pena ler este artigo do meu amigo Paulo sobre as necessidades de Lisboa.

Últimas 5 refeições...

Ora, como a Cats me passou a batata quente sobre esta questão das 5 últimas refeições, aqui vai: - Hoje almocei na cantina do Ministério: uma sopinha de nabiças e almôndegas com esparguete. O esparguete estava cortado, o que é uma coisa que eu não gosto nada... Mas na cantina e pelo preço que é: manjar dos Deuses!
- Ontem jantei um bocadinho à pressa num café que eu não sei o nome perto do Casino Estoril antes do concerto do Quinteto de Laurent Filipe no Du Arte Lounge. Comi uma mega sopa de legumes que me encheu logo e uma bifana que estava mesmo boa!
- Ora o almoço, mais uma vez, foi na cantina do Ministério. A D. Iracema tinha preparado umas favas. Cozidas e com os enchidos à parte... Prefiro guizadas com os próprios enchidos, mas enfim, mais uma vez a relação qualidade preço vence a tirada.
- O jantar de antes de ontem foi em casa dos Papás e já não me lembro mesmo do que foi. Estava com pressa para ir para o cinema e não me concentrei na comida.
- E não é que já não sei se foi antes de ontem que almocei com o Tim na Toca do Urso?! Lembro-me que se foi na 2.ª e não na 6.ª, então comi uma feijoada à brasileira, que é mesmoa típica comida de quem está cheio de vontade de passar a tarde a trabalhar... Ai esta memória! Mas ou foi aí ou na cantina do Ministério... Deus do Céu! Tenho que variar um bocadinho mais na localização, mas a relação qualidade/preço...
Não tinha percebido muito bem como é que isto funcionava, mas tenho que passar a batata quente a 5 pessoas, pelo que a passo à Alexandra, do andamos nisto (que adora cozinhar), ao Tiago, das Crónicas de Londres (que adora comer), a Mafalda, que anda à volta das fotos (que não tem grande prazer nem em cozinhar nem em comer - nota-se!), à outra Mafalda, com um brilho nos olhos (que adora Bimbyzar) and last but not least, à Ines, lá longe em Pequim (que eu não sei se gosta de cozinhar mas é tão magrinha que não deve adorar comer).

Diplomacia Económica

Voltou-se hoje a falar de Diplomacia Económica e da sua importância que eu considero, diga-se desde já, indesmentível. No entanto, nem só de Economia vive o país e nem só de Diplomacia Económica vive a Economia.
Se até há cerca de uma década atrás a Economia Portuguesa estava em grande crescimento e todos os especialistas económicos vaticinavam um glorioso futuro para Portugal, o que é que mudou entretanto? Porque é que a Espanha, aqui ao lado e com tantas realidades semelhantes, conseguiu acelerar o seu crescimento e nós estagnámos?
Já desde a década de 80 que a Espanha meteu na cabeça que poderia ser uma potência europeia e que isso não passava apenas pela Economia, passava também pela cultura, por exemplo. Investiu fortemente nas instituições culturais fora de Espanha como os Colégios Espanhóis e os Institutos Cervantes, fortaleceu a sua oferta cultural em Espanha com novos ou melhorados museus e salas de espectáculo e apostou nos seus cantores, actores, pintores, arquitectos, realizadores, etc..
Hoje em dia, por toda o mundo mais e mais gente aprende o Castelhano, Espanha tornou-se um dos mais procurados destinos turísticos do mundo, o cinema Espanhol vende-se e ganha prémios de respeito e a marca “Espanha” tornou-se facilmente vendável. Vai ao ponto de os Espanhóis serem considerados um povo moderno e cosmopolita, apesar da maior parte deles serem muitíssimo bairristas, se perderem em rivalidades regionais e não darem uma para a caixa de línguas estrangeiras! Quanto a nós… Os que nos conhecem acham que somos os “vizinhos dos Espanhóis”!
E, já agora, também seria bom que o Estado perdesse os seus tiques republicanos e laicisistas. Os “nuestros hermanos” fartam-se de publicitar os caminhos de peregrinos de Santiago e até o próprio Santo. Para quando uma atitude semelhante relativamente a Fátima? Sempre que lá vou a pé cruzo-me com muitos peregrinos no caminho e são todos Portugueses…
Será também altura de investir a sério nas Escolas Portuguesas e nos Institutos Camões e de dará conhecer ao mundo a nossa cultura, que não é só futebol e a nossa história* que é tão rica. Assim, a tradicional Diplomacia Cultural não é um entrave à Diplomacia Económica, é sim, a sua maior amiga.
* Parece-me incrível que tenha sido uma historiadora Americana de estudos orientais que tenha defendido recentemente uma tese na qual prova que Fernão Mendes Pinto, ainda conhecido em Portugal como “Fernão, mentes? Minto!”, afinal terá que ter vivido mesmo as aventuras que conta na “Peregrinação”. Para quando uma maior publicitação internacional desta obra e a adaptação ao cinema da mesma por realizadores Portugueses de jeito (daqueles que não fazem filmes todos negros ou que não nos adormecem com as suas chachadas)?

terça-feira, 10 de julho de 2007

Indecisões autárquicas II

Resposta às questões que me foram colocadas no post com o mesmo nome um bocadinho mais a baixo:
- Susana: Vivó Rei! Mas agora o problema é mesmo escolher o Alcaide... Que indecisão!
- JCF: Muito obrigado pelas dicas, mas vamos tentar não diabolizar a EPUL... Tem muito de mau mas tem conseguido construir muitos bairros a custos relativamente controlados o que tem possibilitado a muitos jovens aceder ao mercado da habitação mais perto do centro. Claro que os privilégios de construir sem licenças têm de acabar, bem como os atrasos nas construções mas será que a solução passa por acabar com a EPUL ou por alterar os seus procedimentos?
- Anónimo(s): Peço desculpa por não ter incluído todos os candidatos, mas a certa altura faltou-me tempo e pachorra de andar à procura dos links de todos.
- Carlos: Idem ibidem do que disse ao(s) anónimo(s) mas, respondendo à tua pergunta: sim, tenho muita coisa contra o José Pinto Coelho. Não contra ele pessoalmente, que nunca me fez mal nenhum, mas contra as suas ideias sobre a imigração. O que me custa a acreditar é que alguém queira neste momento imigrar para Portugal, mas se alguém quiser deve ser recebido com entusiasmo, regalias e fogo de artifício!

Mafaldices IV

Frankfurt a meus pés,Torre Mainz, 29.06.2007

Mafaldices III

Jan Vermeer van Delft - O Geógrafo
Museu Staedel, Frankfurt, 29.06.2007
(Fui autorizado a fotografar dentro do Museu desde que sem flash...)

Mafaldices II

Hong Kong, celebrações dos 10 anos de soberania Chinesa sobre o território, 01.07.2007

Mafaldices I

Oh para o blogadíssimo armado em blog aqui do lado...
Vá, vá, Mafalda, não te ofendas que eu não quero comparar as humildes fotografias que eu e a my precious tirámos com as tuas fotografias todas cromas de profissional...

Frankfurt, Bundesbank, 29 de Junho 2007

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Indecisões autárquicas

Tenho desabafado com imensa gente sobre a minha enorme indecisão sobre quem votar para as autárquicas e estas são já no próximo Domingo!! Isto nunca me aconteceu em toda a minha vida, sei sempre perfeitamente em quem votar, mas na minha humilíssima opinião os candidatos são todos tão inqualificavelmente maus que me estão a dificultar muito a vida...
Não sei se me serve de consolo todas as pessoas com quem eu tenho desabafado pensarem o mesmo e estarem na mesma indecisão mas, dê lá por onde der, não me vou abster nem vou votar em branco (como Monárquico ferrenho que sou, os votos em branco reservo-os para as Presidenciais).
Vai daí, durante esta semana, vou tentar dar uma espreitadela aos programas de todos os candidatos... Aqui deixo uma ajudinha para todos aqueles que estejam com as mesmas dúvidas:
Como é óbvio, por muito indeciso que eu esteja, há alguns destes candidatos que nem sequer vale a pena eu ir consultar muito os programas porque nem ponho a hopótese de votar num bloco ou num comunista, por exemplo, mas pode ser que alguns leitores deste fantastiquíssimo, inteligentíssimo mas, acima de tudo, humilíssimo blog que considerem essa hipótese.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Joe Berardo

Por 1001 motivos o multi-milionário Berardo apareceu, de um momento para o outro, em todas as capas dos jornais. Ele é Fundação para aqui, Benfica para ali, BCP para o outro lado...
Neste momento já há quem o deteste e quem o adore mas não há quem o ignore. Madeirense de origem, ele viveu quase toda a vida na África do Sul o que lhe dá um estilo inconfundível (graças a Deus!) de Alberto João Jardim Afrikaans. Ora este senhor do nada fez uma fortuna enorme e juntou uma colecção de arte impressionante, o que me faz muito lembrar a trama de um livro que acabei de ler agora, o "False Impression" do Jeffrey Archer.
Devo admitir que sou um bocadinho preconceituoso relativamente a novos ricos e acho muito estranho como é que se faz uma fortuna tão grande em apenas uma geração de forma totalmente honesta e legítima. Mas até admito que isto sejam apenas preconceitos e tacanhez porque enquanto que os "self made men" são louvados à exaustão do outro lado do Atlântico, deste lado ainda são gozados pelos seus tiques "nouveau riche".
Mas a verdade verdadinha é que são eles que fazem girar a economia e que o estilo "Duque de Norfolk", ou seja, o estilo de fortuna milionária que já vem de há muitas gerações, encontra-se em vias de extinção. E bem que nós em Portugal precisamos de uma voltinha na economia!
Vai daí, Joe amigo, sêde bem vindo à ribalta que o Portugame está contigo!
PS: Já agora, aproveito este post para saudar a vinda de investidores Chineses também a quererem comprar os côr-de-rosinhas. Bem vindos, amigos! E se também quiserem, lá para cima há um clube com um símbolo que é o vosso dragão... Estejam à vontade com todos esses mas deixem os verdinhos em paz, sff!

Citação do dia

«Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho: não se governa nem se deixa governar!»
Isto escrevia um general romano ao Imperador sobre os Lusitanos.
Isto completa-se com o ditado Português: "quem sai aos seus não degenera".

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Angola

Em vez de parecer um país, de vez em quando Angola parece uma criança mimada... Quer dizer, seria inusto estar a descrever um país como uma criança mimada, mas já não será assim tão injusto estar a descrever deste modo o seu governo.
Aqui há uns meses um jogador da bola Angolano foi preso por conduzir sem carta válida em Lisboa; no dia seguinte não sei quantos Portugueses residentes em Angola foram presos pelos mesmos factos como retaliação. Nessa altura um Angolano comentou comigo que a situação era ridícula porque enquanto que em Portugal era muito difícil tirar a carta, em Angola bastava passar umas Cuanzas por baixo da mesa ao examinador e estava a carta tirada.
Neste momento Angola, zangada com a decisão da União Europeia de não deixar entrar no espaço aéreo comunitário os aviões da TAAG, retalia proibindo a entrada das companhias aéreas europeias em Angola. Se já é no mínimo ridículo que o governo de um país se ofenda com as decisões relativas às companhias comerciais desse país, então comparar as normas de segurança e os aviões de duas das melhores companhias aéreas do mundo como sejam a TAP e a British Airways com os aparelhos da TAAG, então aí a situação passa de ridícula a uma paródia.
Se não estamos todos no chão a rebolar a rir é apenas porque esta decisão afecta não só os empresários e outros europeus que nos últimos investiram em Angola ou para lá se decidiram mudar, como também os muitos Angolanos que residem na Europa.
Apetece abrir um bocadinho os olhos ao governo de Angola para que veja que o seu país é um dos países com mais ricos recursos do mundo é também um dos países com maior miséria humana e mais problemas sociais. Para ver que os empresários europeus que vivem em Angola estão a ajudar a desenvolver o país mesmo tendo em conta as enormes dificuldades que se devem à corrupção das suas autoridades. E para ver que Angola não é insubstutuivel nos investimentos externos dos Europeus: se o governo dificultar muito a vida dos empresários, eles podem sempre encontrar outros mercados Africanos muito mais pacificados e estáveis como Moçambique, por exemplo.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Cada vez que eu chego em casa...

Esta na hora de ir dormir para amanha de manha voltar para Portugal... No entanto, todavia, contudo, ao chegar ao meu quarto vi uma baratona de um tamanho apenas imaginavel nos piores pesadelos da minha Maezinha, coitadinha! Eu bem que andei a correr atras dela para a pisar, mas ela, mesmo grande e gorda, era ladina e fugidia!
Agora estou um bocado estressado que ela decida subir a minha cama durante a noite. O meu problema e que durmo sempre de boca aberta e tenho medo de me engasgar com uma criatura tao grande se ela decidir fazer uma exploracao ao meu interior. Se eu amanha nao chegar a Portugal, ja sabeis o porque... Morri engasgado durante o sono!

domingo, 1 de julho de 2007

Jet lag, qual jet lag?

Nao consigo perceber como e que e possivel alguem ter jet lag... Uma pessoa viaja nao sei quantas horas a dormir mal como tudo e depois nao consegue dormir?!
Pois eu ontem, depois de um muito agradavel jantar com uns amigos da Faculdade, cai na cama as 11h e hoje so me consegui levantar as 10h mas fresquinho que nem uma alface!
Bem, isto do fresquinho que nem uma alface tambem nao e bem assim: com o calorzinho que faz aqui no far far away, aquelas manchinhas no sovacame tornam-se numa fiel companhia.
Bem, agora vou a Missa que ja se faz tarde e depois vou ter com o meu grande amigo Peetu Melwaani (sempre gostei muito deste nome), que viveu em Shantou enquanto eu la estava e que me quer mostrar as maravilhas do seu Pais.
PS Compreendam a falta de acentuacao como um recurso estilistico e eu quase que fico um Saramago!

sábado, 30 de junho de 2007

Wizard kids

A minha maninha emprestou-me o computador portátil dela para vir para aqui para "far far away" e poder continuar a trabalhar na dissertação que vou apresentar na Segunda. No entanto, todavia, contudo, por muito que eu tentasse não me conseguia ligar à net, o que era muito mau porque tinha as minhas informações na caixa de correio e também porque o blogadíssimo precisa do seu adorado Pai (eu, é claro!).
Vai daí vejo um múdo com não mais que 12 anos com um computadr portátil. Vou até ele, pergunto-lhe se tem net e ele, vendo que eu percebo tanto de compuadores como de lagares de azeite, ligou-me logo isto à ne mesmo sem perceber Português (a língua do computador).
Pronto, agora estou aqui a pensar que cometi uma injustiça: um primo do Capitão Paixão certa vez esteve-me a explicar como é que o lagar de azeite funciona e na altura percebi bastante bem e até achei simples... Vai na volta o miúdo não ia perceber como é que o dito cujo lagar funciona... sto é mesmo para não me sentir complexado porque ainda para mais nem percebi o que é que o miúdo me disse para fazer e se tivesse que o fazer novamente não conseguia.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

A estória que se segue foi tirada de um comentário deixado pelo pimentinha/pimentão ao post abaixo:
Uma vez perguntaram ao Mao Tse Tsung se sabia quem eram os portugueses e ele respondeu: "Portugueses? Não. Mas quantos são?"
- "Praí uns dez milhões" - responderam, ao que ele perguntou logo mais descansado: "Ai sim? E em que hotel é que ficaram hospedados?".
Fica o contributo oriental!!

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Grande Pimentinha!

Vêde como o Pimentinha é afectuoso! Corre para o touro de braços bem abertos para lhe pregar um valente xi-coração. Assim é que é Pimentinha! Já agora, porque é que a tua gravata é preta e não encarnada? Algum código tauromático que eu desconheça?
E já agora, aqui ficam os Parabéns pela exibição no Campo Pequeno no outro dia! Mereceram ganhar o prémio do melhor grupo de forcados!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Férias de estudo

Esta semana e até Terça da próxima semana vou estar de férias. Não é bem férias, férias, é mais férias para estudar, mas a ideia é que vou estar mais ausente do que o costume.
Na 5.ª faço o exame IELTS no Instituto Britânico e na 2.ª apresento uma pequena dissertação sobre Direito Administrativo na Universidade da Cidade de "far, far away" (vê-se bem que fui ver o Shreck 3 este fim de semana, não vê?).
Na 3.ª estou de volta a Lisboa pronto a ajudar a minha afilhadinha Maria João para qualquer coisa que ela precise já que no Sábado, dia 07.07.07, recebe o Bernardo até que a morte os separe.
Hasta la vista, babies!

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Porta 65

Foi ontem aprovado o diploma de arrendamento jovem da Porta 65.
Para quem não sabe, "Porta 65" é o nome do programa de habitação deste governo e inspira-se no art. 65º da Constituição que estabelece o direito à habitação.
Este diploma procurou assegurar dois princípios básicos:
- O primeiro o da escassez de recursos que deve levar ao combate ao desperdício. Novas regras de fiscalização e uma monante de auxílio que vai decrescendo ao longo dos 3 anos da sua vigência, asseguram que este subsídio seja uma ajuda aos jovens arrendarem casa, mas não o seu meio de susbsistência (se não podem viver sem o subsídio, não saiam de casa dos Pais).
- O segundo é o da mais justa distribuição desses subsídios: se se combate a fraude generalizada que até agora existia no IAJ, isso quer dizer que quem precisa realmente desta ajuda para se aventurar a viver com mais autonomia poderá mais fácilmente aceder à mesma.
Ainda para mais este é um diploma moderno, com uma perspectiva muito actual sobre os problemas da habitação na juventude, como por exemplo o da cohabitação. Alguns amigos que querem viver juntos sem ter nada a ver com uniões de facto apenas porque saem de casa dos Pais e sempre dividem as despesas entre eles, por exemplo. Eu bem que vejo que viver sózinho sai bem mais caro que partilhar (é por isso que agora estou a pensar em partilhar) e por isso faz mesmo todo o sentido que o Direito acompanhe a sociedade.

O futuro da Europa

O Conselho de chefes de governo da União discute hoje em Bruxelas o futuro da Europa.
O Reino Unido, a Polónia, a República Checa e a Holanda levantam objecções aos objectivos pretendidos pela Chanceler Merkel para esta conferência. Os motivos para essas ojecções passam pelas pretendidas transferências de soberania ou fórmulas de tomada das decisões.
Em qualquer dos casos, toda esta conferência me parece inquinada à partida. Vão lá os chefes de governo discutir matérias que nós, povos europeus, nem sabemos muito bem quais são. Vão debater soluções mal explicadas aos próprios europeus que ainda não sabem com precisão quais os problemas com que a União se debate e quais as diferentes soluções que se podem escolher para resolver estes problemas.
Depois, em ocasiões como os 50 anos da Europa, vêm estes mesmos políticos com lágrimas de crocodilo chorar o divórcio entre a União e os povos Europeus... E o mal é que as pessoas não se parecem importar que decisões tão importantes para os seus países, para a uropa e para o mundo em que vivem sejam tomadas nas suas costas.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Resposta à Bi do SLIH

Miúda,
Os estudos que pedes estão feitos e as respostas, nas minhas palavras, são as seguintes:
1) É imperioso construir um novo aeroporto porque a Portela está já praticamente esgotada e já não responde às necessidades. Quanto à margem de vida, é claro que se pode manter por muitos e bons anos mas não como o único aeroporto. Resta saber se então será necessária ou se seria melhor um Parque urbano com centros de cultura e desporto ao ar livre.
2) Lisboa já foi essa plataforma para África e América do Sul e perdeu a posição para aeroportos maiores e mais bem estruturados como o de Schippol ou Barajas. Isto apesar de, do ponto de vista de localização, Lisboa ser bem mais central.
3) Isso não é uma pergunta que se possa responder agora porque a aviação civil muda muito, mas que Lisboa pode ser um ponto estratégico entre a América (N&S), Europa e África, lá isso pode, mas não com este aeroporto que já está saturado e sem possibilidade de crescimento.
4) Com o TGV a ligar essas duas cidades, o Porto também pode beneficiar de um novo aeroporto com mais rotas, mais companhias, logo, mais concorrência.
5) Primeiro tem mesmo que se saber onde é o aeroporto e só depois pensar como se pode ligar o dito cujo aos outros meios de transporte, certo?

Debate na SIC II

Continuando com o debate de antes de ontem na SIC...
- Outra ideia que foi muito debatida foi sobre se os serviços de recolha de lixo deveriam ser ou não privatizados. Vamos pensar a coisa de um ponto de vista empresarial... Partindo do princípio não só lógico como desejável e defensável, de que nenhum empresário quer perder dinheiro, como é que é possúivel defender que essa solução ficaria mais barata para a CML? É que neste momento a CML está a pagar os serviços dos seus trabalhadores, os carros e demais despesas necessárias mas se esse serviço fosse privatizado, teria ainda que pagar o lucro do empresário sem o qual ninguém se envolveria nessa empresa. E, se neste momento, as codições de trabalho já são precárias (disseram os candidatos que eles não têm luvas nem lixívia) como é que ainda se reduziria mais os custos para aquela actividade dar lucro? Eu não tenho nada contra o lucro dos privados e até desejaria que todos tivessem lucro, mas não quando isso implica gastar mais dos meus impostos, não!
- Uma ideia que eu também achei interessante do ponto de vista teórico mas inexequivel do ponto de vista prático, era aquela de distribuir o pelouro do urbanismo por todos os vereadores. Muito mais facilmente exequível e também promotor da transparência dos procedimentos, é aquela ideia do processo estar patente no sítio de internet da CML.
- Last but not least, porque este post vai longo, o que é que se deve fazer com o património imobiliária da CML? Surgiu a ideia de criar um fundo imobiliário ou mesmo vender o património, surgiu outra ideia de o reabilitar... Oh meus amigos! primeiro vejam lá o que a Câmara tem, depois vejam que o Estado está disposto a entrar com algum para a reabilitação (basta perguntarem ao IHRU como é que a CML se pode candidatar ao REHABILITA) e depois disso pratiquem uma adequada política de habitação. Se querem jovens a viver em isboa, arrendem os fogos a preços acessíveis. Note-se que não é preciso serem baratos, só é preciso serem acessíveis. Com isto a Câmara influenciará o mercado a baixar os preços, contribuirá para que as famílias não se endividem até aos pescoços comprando habitação, etc..
- Afinal esta não foi a última porque me lembrei de mais uma coisa importante. Apenas o Telmo Correia referiu a segurança e o fim dos grafittis como uma prioridade. Quando aqui há uns anos o "Mayor" Giuliani cá veio, ofereceu-se para apresentar à CML os estudos feitos em Nova Iorque sobre a relação entre grafitis e segurança. O que é que a CML fez com esses estudos? Como é que se pode parar a onda de grafitagem nos bairros históricos? Porque é que o Bairro Alto, com tantos prédios recuperados nos últimos 10 anos, está no estado deplorável que está com grafitis por todo o lado? O combate aos grafitis deve mesmo ser uma prioridade! E nem falo daqueles grafitis que até são giros com desenhos de rappers, skaters e coisas do género em parques urbanos e zonas escolhidas para isso, falo daquelas assinaturas idiotas em todas as paredes, portas e postes de electricidade que fazem pensar que os seus autores pouco mais são do que cães que andam a marcar o território com o equivalente humano ao xixi canino.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Debate na SIC

Ontem tive a oportunidade de assistir ao debate entre os sete principais candidatos à CML na SIC e valeu bem a pena! O pior é que, se já estava indeciso em quem votar, mais indeciso fiquei...
Em qualquer dos casos, a câmara da capital é de uma grande importância para o país, não só porque é a capital e a maior cidade do país, mas também porque de certa forma é o cartão de visita e um importante motor económico do país, pelo que estas eleições em altura de crise são da maior importância.
Deste debate pude tirar algumas ideias chave:
- Sá Fernandes propôs, e muito bem*, que a CML lutasse pelo fim da isenção de IMI para os imóveis do Estado. De facto, partindo do princípio de que há muitos imóveis do Estado que não estão a servir um bem público, pelo menos esses devem pagar IMI. Já não me faz espécie continuar a isentar aqueles que estão ao dispor do serviço público (Estabelecimentos de Saúde e Ensino, Ministérios, serviços desconcentrados, etc.);
- Todos os candidatos, com excepção de António Costa, propuseram a manutenção do aeroporto da Portela mais um. De facto, parece-me bem que Lisboa tenha mais do que um aeroporto e que um deles esteja mais perto do centro mas a Portela hoje em dia já é no centro de Lisboa! Ora isso implica uma boa dose de poluição sonora e um certo perigo acrescido. Até hoje tivemos sorte e nunca caiu um avião em cima de Lisboa, mas eu não adoro estar dependente do factor sorte. Por outro lado, a ideia de ter na Portela um 2.º pulmão verde numa cidade cada vez mais poluída parece-me muito apelativa.
O post já vai longo pelo que amanhã continuo…
* Por amor de Deus, ninguém interprete este elogio como uma expressão de vontade de votar nele: no dia em que eu votar BE, prenda-me num colete-de-forças e chamem um padre para me benzer porque com toda a certeza estarei possuído por um espírito demoníaco! Mas que os elogios devem ser feitos quando são devidos, devem, nem que seja ao BE…