quarta-feira, 11 de julho de 2007

Últimas 5 refeições...

Ora, como a Cats me passou a batata quente sobre esta questão das 5 últimas refeições, aqui vai: - Hoje almocei na cantina do Ministério: uma sopinha de nabiças e almôndegas com esparguete. O esparguete estava cortado, o que é uma coisa que eu não gosto nada... Mas na cantina e pelo preço que é: manjar dos Deuses!
- Ontem jantei um bocadinho à pressa num café que eu não sei o nome perto do Casino Estoril antes do concerto do Quinteto de Laurent Filipe no Du Arte Lounge. Comi uma mega sopa de legumes que me encheu logo e uma bifana que estava mesmo boa!
- Ora o almoço, mais uma vez, foi na cantina do Ministério. A D. Iracema tinha preparado umas favas. Cozidas e com os enchidos à parte... Prefiro guizadas com os próprios enchidos, mas enfim, mais uma vez a relação qualidade preço vence a tirada.
- O jantar de antes de ontem foi em casa dos Papás e já não me lembro mesmo do que foi. Estava com pressa para ir para o cinema e não me concentrei na comida.
- E não é que já não sei se foi antes de ontem que almocei com o Tim na Toca do Urso?! Lembro-me que se foi na 2.ª e não na 6.ª, então comi uma feijoada à brasileira, que é mesmoa típica comida de quem está cheio de vontade de passar a tarde a trabalhar... Ai esta memória! Mas ou foi aí ou na cantina do Ministério... Deus do Céu! Tenho que variar um bocadinho mais na localização, mas a relação qualidade/preço...
Não tinha percebido muito bem como é que isto funcionava, mas tenho que passar a batata quente a 5 pessoas, pelo que a passo à Alexandra, do andamos nisto (que adora cozinhar), ao Tiago, das Crónicas de Londres (que adora comer), a Mafalda, que anda à volta das fotos (que não tem grande prazer nem em cozinhar nem em comer - nota-se!), à outra Mafalda, com um brilho nos olhos (que adora Bimbyzar) and last but not least, à Ines, lá longe em Pequim (que eu não sei se gosta de cozinhar mas é tão magrinha que não deve adorar comer).

Diplomacia Económica

Voltou-se hoje a falar de Diplomacia Económica e da sua importância que eu considero, diga-se desde já, indesmentível. No entanto, nem só de Economia vive o país e nem só de Diplomacia Económica vive a Economia.
Se até há cerca de uma década atrás a Economia Portuguesa estava em grande crescimento e todos os especialistas económicos vaticinavam um glorioso futuro para Portugal, o que é que mudou entretanto? Porque é que a Espanha, aqui ao lado e com tantas realidades semelhantes, conseguiu acelerar o seu crescimento e nós estagnámos?
Já desde a década de 80 que a Espanha meteu na cabeça que poderia ser uma potência europeia e que isso não passava apenas pela Economia, passava também pela cultura, por exemplo. Investiu fortemente nas instituições culturais fora de Espanha como os Colégios Espanhóis e os Institutos Cervantes, fortaleceu a sua oferta cultural em Espanha com novos ou melhorados museus e salas de espectáculo e apostou nos seus cantores, actores, pintores, arquitectos, realizadores, etc..
Hoje em dia, por toda o mundo mais e mais gente aprende o Castelhano, Espanha tornou-se um dos mais procurados destinos turísticos do mundo, o cinema Espanhol vende-se e ganha prémios de respeito e a marca “Espanha” tornou-se facilmente vendável. Vai ao ponto de os Espanhóis serem considerados um povo moderno e cosmopolita, apesar da maior parte deles serem muitíssimo bairristas, se perderem em rivalidades regionais e não darem uma para a caixa de línguas estrangeiras! Quanto a nós… Os que nos conhecem acham que somos os “vizinhos dos Espanhóis”!
E, já agora, também seria bom que o Estado perdesse os seus tiques republicanos e laicisistas. Os “nuestros hermanos” fartam-se de publicitar os caminhos de peregrinos de Santiago e até o próprio Santo. Para quando uma atitude semelhante relativamente a Fátima? Sempre que lá vou a pé cruzo-me com muitos peregrinos no caminho e são todos Portugueses…
Será também altura de investir a sério nas Escolas Portuguesas e nos Institutos Camões e de dará conhecer ao mundo a nossa cultura, que não é só futebol e a nossa história* que é tão rica. Assim, a tradicional Diplomacia Cultural não é um entrave à Diplomacia Económica, é sim, a sua maior amiga.
* Parece-me incrível que tenha sido uma historiadora Americana de estudos orientais que tenha defendido recentemente uma tese na qual prova que Fernão Mendes Pinto, ainda conhecido em Portugal como “Fernão, mentes? Minto!”, afinal terá que ter vivido mesmo as aventuras que conta na “Peregrinação”. Para quando uma maior publicitação internacional desta obra e a adaptação ao cinema da mesma por realizadores Portugueses de jeito (daqueles que não fazem filmes todos negros ou que não nos adormecem com as suas chachadas)?

terça-feira, 10 de julho de 2007

Indecisões autárquicas II

Resposta às questões que me foram colocadas no post com o mesmo nome um bocadinho mais a baixo:
- Susana: Vivó Rei! Mas agora o problema é mesmo escolher o Alcaide... Que indecisão!
- JCF: Muito obrigado pelas dicas, mas vamos tentar não diabolizar a EPUL... Tem muito de mau mas tem conseguido construir muitos bairros a custos relativamente controlados o que tem possibilitado a muitos jovens aceder ao mercado da habitação mais perto do centro. Claro que os privilégios de construir sem licenças têm de acabar, bem como os atrasos nas construções mas será que a solução passa por acabar com a EPUL ou por alterar os seus procedimentos?
- Anónimo(s): Peço desculpa por não ter incluído todos os candidatos, mas a certa altura faltou-me tempo e pachorra de andar à procura dos links de todos.
- Carlos: Idem ibidem do que disse ao(s) anónimo(s) mas, respondendo à tua pergunta: sim, tenho muita coisa contra o José Pinto Coelho. Não contra ele pessoalmente, que nunca me fez mal nenhum, mas contra as suas ideias sobre a imigração. O que me custa a acreditar é que alguém queira neste momento imigrar para Portugal, mas se alguém quiser deve ser recebido com entusiasmo, regalias e fogo de artifício!

Mafaldices IV

Frankfurt a meus pés,Torre Mainz, 29.06.2007

Mafaldices III

Jan Vermeer van Delft - O Geógrafo
Museu Staedel, Frankfurt, 29.06.2007
(Fui autorizado a fotografar dentro do Museu desde que sem flash...)

Mafaldices II

Hong Kong, celebrações dos 10 anos de soberania Chinesa sobre o território, 01.07.2007

Mafaldices I

Oh para o blogadíssimo armado em blog aqui do lado...
Vá, vá, Mafalda, não te ofendas que eu não quero comparar as humildes fotografias que eu e a my precious tirámos com as tuas fotografias todas cromas de profissional...

Frankfurt, Bundesbank, 29 de Junho 2007

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Indecisões autárquicas

Tenho desabafado com imensa gente sobre a minha enorme indecisão sobre quem votar para as autárquicas e estas são já no próximo Domingo!! Isto nunca me aconteceu em toda a minha vida, sei sempre perfeitamente em quem votar, mas na minha humilíssima opinião os candidatos são todos tão inqualificavelmente maus que me estão a dificultar muito a vida...
Não sei se me serve de consolo todas as pessoas com quem eu tenho desabafado pensarem o mesmo e estarem na mesma indecisão mas, dê lá por onde der, não me vou abster nem vou votar em branco (como Monárquico ferrenho que sou, os votos em branco reservo-os para as Presidenciais).
Vai daí, durante esta semana, vou tentar dar uma espreitadela aos programas de todos os candidatos... Aqui deixo uma ajudinha para todos aqueles que estejam com as mesmas dúvidas:
Como é óbvio, por muito indeciso que eu esteja, há alguns destes candidatos que nem sequer vale a pena eu ir consultar muito os programas porque nem ponho a hopótese de votar num bloco ou num comunista, por exemplo, mas pode ser que alguns leitores deste fantastiquíssimo, inteligentíssimo mas, acima de tudo, humilíssimo blog que considerem essa hipótese.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Joe Berardo

Por 1001 motivos o multi-milionário Berardo apareceu, de um momento para o outro, em todas as capas dos jornais. Ele é Fundação para aqui, Benfica para ali, BCP para o outro lado...
Neste momento já há quem o deteste e quem o adore mas não há quem o ignore. Madeirense de origem, ele viveu quase toda a vida na África do Sul o que lhe dá um estilo inconfundível (graças a Deus!) de Alberto João Jardim Afrikaans. Ora este senhor do nada fez uma fortuna enorme e juntou uma colecção de arte impressionante, o que me faz muito lembrar a trama de um livro que acabei de ler agora, o "False Impression" do Jeffrey Archer.
Devo admitir que sou um bocadinho preconceituoso relativamente a novos ricos e acho muito estranho como é que se faz uma fortuna tão grande em apenas uma geração de forma totalmente honesta e legítima. Mas até admito que isto sejam apenas preconceitos e tacanhez porque enquanto que os "self made men" são louvados à exaustão do outro lado do Atlântico, deste lado ainda são gozados pelos seus tiques "nouveau riche".
Mas a verdade verdadinha é que são eles que fazem girar a economia e que o estilo "Duque de Norfolk", ou seja, o estilo de fortuna milionária que já vem de há muitas gerações, encontra-se em vias de extinção. E bem que nós em Portugal precisamos de uma voltinha na economia!
Vai daí, Joe amigo, sêde bem vindo à ribalta que o Portugame está contigo!
PS: Já agora, aproveito este post para saudar a vinda de investidores Chineses também a quererem comprar os côr-de-rosinhas. Bem vindos, amigos! E se também quiserem, lá para cima há um clube com um símbolo que é o vosso dragão... Estejam à vontade com todos esses mas deixem os verdinhos em paz, sff!

Citação do dia

«Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho: não se governa nem se deixa governar!»
Isto escrevia um general romano ao Imperador sobre os Lusitanos.
Isto completa-se com o ditado Português: "quem sai aos seus não degenera".

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Angola

Em vez de parecer um país, de vez em quando Angola parece uma criança mimada... Quer dizer, seria inusto estar a descrever um país como uma criança mimada, mas já não será assim tão injusto estar a descrever deste modo o seu governo.
Aqui há uns meses um jogador da bola Angolano foi preso por conduzir sem carta válida em Lisboa; no dia seguinte não sei quantos Portugueses residentes em Angola foram presos pelos mesmos factos como retaliação. Nessa altura um Angolano comentou comigo que a situação era ridícula porque enquanto que em Portugal era muito difícil tirar a carta, em Angola bastava passar umas Cuanzas por baixo da mesa ao examinador e estava a carta tirada.
Neste momento Angola, zangada com a decisão da União Europeia de não deixar entrar no espaço aéreo comunitário os aviões da TAAG, retalia proibindo a entrada das companhias aéreas europeias em Angola. Se já é no mínimo ridículo que o governo de um país se ofenda com as decisões relativas às companhias comerciais desse país, então comparar as normas de segurança e os aviões de duas das melhores companhias aéreas do mundo como sejam a TAP e a British Airways com os aparelhos da TAAG, então aí a situação passa de ridícula a uma paródia.
Se não estamos todos no chão a rebolar a rir é apenas porque esta decisão afecta não só os empresários e outros europeus que nos últimos investiram em Angola ou para lá se decidiram mudar, como também os muitos Angolanos que residem na Europa.
Apetece abrir um bocadinho os olhos ao governo de Angola para que veja que o seu país é um dos países com mais ricos recursos do mundo é também um dos países com maior miséria humana e mais problemas sociais. Para ver que os empresários europeus que vivem em Angola estão a ajudar a desenvolver o país mesmo tendo em conta as enormes dificuldades que se devem à corrupção das suas autoridades. E para ver que Angola não é insubstutuivel nos investimentos externos dos Europeus: se o governo dificultar muito a vida dos empresários, eles podem sempre encontrar outros mercados Africanos muito mais pacificados e estáveis como Moçambique, por exemplo.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Cada vez que eu chego em casa...

Esta na hora de ir dormir para amanha de manha voltar para Portugal... No entanto, todavia, contudo, ao chegar ao meu quarto vi uma baratona de um tamanho apenas imaginavel nos piores pesadelos da minha Maezinha, coitadinha! Eu bem que andei a correr atras dela para a pisar, mas ela, mesmo grande e gorda, era ladina e fugidia!
Agora estou um bocado estressado que ela decida subir a minha cama durante a noite. O meu problema e que durmo sempre de boca aberta e tenho medo de me engasgar com uma criatura tao grande se ela decidir fazer uma exploracao ao meu interior. Se eu amanha nao chegar a Portugal, ja sabeis o porque... Morri engasgado durante o sono!

domingo, 1 de julho de 2007

Jet lag, qual jet lag?

Nao consigo perceber como e que e possivel alguem ter jet lag... Uma pessoa viaja nao sei quantas horas a dormir mal como tudo e depois nao consegue dormir?!
Pois eu ontem, depois de um muito agradavel jantar com uns amigos da Faculdade, cai na cama as 11h e hoje so me consegui levantar as 10h mas fresquinho que nem uma alface!
Bem, isto do fresquinho que nem uma alface tambem nao e bem assim: com o calorzinho que faz aqui no far far away, aquelas manchinhas no sovacame tornam-se numa fiel companhia.
Bem, agora vou a Missa que ja se faz tarde e depois vou ter com o meu grande amigo Peetu Melwaani (sempre gostei muito deste nome), que viveu em Shantou enquanto eu la estava e que me quer mostrar as maravilhas do seu Pais.
PS Compreendam a falta de acentuacao como um recurso estilistico e eu quase que fico um Saramago!

sábado, 30 de junho de 2007

Wizard kids

A minha maninha emprestou-me o computador portátil dela para vir para aqui para "far far away" e poder continuar a trabalhar na dissertação que vou apresentar na Segunda. No entanto, todavia, contudo, por muito que eu tentasse não me conseguia ligar à net, o que era muito mau porque tinha as minhas informações na caixa de correio e também porque o blogadíssimo precisa do seu adorado Pai (eu, é claro!).
Vai daí vejo um múdo com não mais que 12 anos com um computadr portátil. Vou até ele, pergunto-lhe se tem net e ele, vendo que eu percebo tanto de compuadores como de lagares de azeite, ligou-me logo isto à ne mesmo sem perceber Português (a língua do computador).
Pronto, agora estou aqui a pensar que cometi uma injustiça: um primo do Capitão Paixão certa vez esteve-me a explicar como é que o lagar de azeite funciona e na altura percebi bastante bem e até achei simples... Vai na volta o miúdo não ia perceber como é que o dito cujo lagar funciona... sto é mesmo para não me sentir complexado porque ainda para mais nem percebi o que é que o miúdo me disse para fazer e se tivesse que o fazer novamente não conseguia.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

A estória que se segue foi tirada de um comentário deixado pelo pimentinha/pimentão ao post abaixo:
Uma vez perguntaram ao Mao Tse Tsung se sabia quem eram os portugueses e ele respondeu: "Portugueses? Não. Mas quantos são?"
- "Praí uns dez milhões" - responderam, ao que ele perguntou logo mais descansado: "Ai sim? E em que hotel é que ficaram hospedados?".
Fica o contributo oriental!!

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Grande Pimentinha!

Vêde como o Pimentinha é afectuoso! Corre para o touro de braços bem abertos para lhe pregar um valente xi-coração. Assim é que é Pimentinha! Já agora, porque é que a tua gravata é preta e não encarnada? Algum código tauromático que eu desconheça?
E já agora, aqui ficam os Parabéns pela exibição no Campo Pequeno no outro dia! Mereceram ganhar o prémio do melhor grupo de forcados!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Férias de estudo

Esta semana e até Terça da próxima semana vou estar de férias. Não é bem férias, férias, é mais férias para estudar, mas a ideia é que vou estar mais ausente do que o costume.
Na 5.ª faço o exame IELTS no Instituto Britânico e na 2.ª apresento uma pequena dissertação sobre Direito Administrativo na Universidade da Cidade de "far, far away" (vê-se bem que fui ver o Shreck 3 este fim de semana, não vê?).
Na 3.ª estou de volta a Lisboa pronto a ajudar a minha afilhadinha Maria João para qualquer coisa que ela precise já que no Sábado, dia 07.07.07, recebe o Bernardo até que a morte os separe.
Hasta la vista, babies!

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Porta 65

Foi ontem aprovado o diploma de arrendamento jovem da Porta 65.
Para quem não sabe, "Porta 65" é o nome do programa de habitação deste governo e inspira-se no art. 65º da Constituição que estabelece o direito à habitação.
Este diploma procurou assegurar dois princípios básicos:
- O primeiro o da escassez de recursos que deve levar ao combate ao desperdício. Novas regras de fiscalização e uma monante de auxílio que vai decrescendo ao longo dos 3 anos da sua vigência, asseguram que este subsídio seja uma ajuda aos jovens arrendarem casa, mas não o seu meio de susbsistência (se não podem viver sem o subsídio, não saiam de casa dos Pais).
- O segundo é o da mais justa distribuição desses subsídios: se se combate a fraude generalizada que até agora existia no IAJ, isso quer dizer que quem precisa realmente desta ajuda para se aventurar a viver com mais autonomia poderá mais fácilmente aceder à mesma.
Ainda para mais este é um diploma moderno, com uma perspectiva muito actual sobre os problemas da habitação na juventude, como por exemplo o da cohabitação. Alguns amigos que querem viver juntos sem ter nada a ver com uniões de facto apenas porque saem de casa dos Pais e sempre dividem as despesas entre eles, por exemplo. Eu bem que vejo que viver sózinho sai bem mais caro que partilhar (é por isso que agora estou a pensar em partilhar) e por isso faz mesmo todo o sentido que o Direito acompanhe a sociedade.

O futuro da Europa

O Conselho de chefes de governo da União discute hoje em Bruxelas o futuro da Europa.
O Reino Unido, a Polónia, a República Checa e a Holanda levantam objecções aos objectivos pretendidos pela Chanceler Merkel para esta conferência. Os motivos para essas ojecções passam pelas pretendidas transferências de soberania ou fórmulas de tomada das decisões.
Em qualquer dos casos, toda esta conferência me parece inquinada à partida. Vão lá os chefes de governo discutir matérias que nós, povos europeus, nem sabemos muito bem quais são. Vão debater soluções mal explicadas aos próprios europeus que ainda não sabem com precisão quais os problemas com que a União se debate e quais as diferentes soluções que se podem escolher para resolver estes problemas.
Depois, em ocasiões como os 50 anos da Europa, vêm estes mesmos políticos com lágrimas de crocodilo chorar o divórcio entre a União e os povos Europeus... E o mal é que as pessoas não se parecem importar que decisões tão importantes para os seus países, para a uropa e para o mundo em que vivem sejam tomadas nas suas costas.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Resposta à Bi do SLIH

Miúda,
Os estudos que pedes estão feitos e as respostas, nas minhas palavras, são as seguintes:
1) É imperioso construir um novo aeroporto porque a Portela está já praticamente esgotada e já não responde às necessidades. Quanto à margem de vida, é claro que se pode manter por muitos e bons anos mas não como o único aeroporto. Resta saber se então será necessária ou se seria melhor um Parque urbano com centros de cultura e desporto ao ar livre.
2) Lisboa já foi essa plataforma para África e América do Sul e perdeu a posição para aeroportos maiores e mais bem estruturados como o de Schippol ou Barajas. Isto apesar de, do ponto de vista de localização, Lisboa ser bem mais central.
3) Isso não é uma pergunta que se possa responder agora porque a aviação civil muda muito, mas que Lisboa pode ser um ponto estratégico entre a América (N&S), Europa e África, lá isso pode, mas não com este aeroporto que já está saturado e sem possibilidade de crescimento.
4) Com o TGV a ligar essas duas cidades, o Porto também pode beneficiar de um novo aeroporto com mais rotas, mais companhias, logo, mais concorrência.
5) Primeiro tem mesmo que se saber onde é o aeroporto e só depois pensar como se pode ligar o dito cujo aos outros meios de transporte, certo?

Debate na SIC II

Continuando com o debate de antes de ontem na SIC...
- Outra ideia que foi muito debatida foi sobre se os serviços de recolha de lixo deveriam ser ou não privatizados. Vamos pensar a coisa de um ponto de vista empresarial... Partindo do princípio não só lógico como desejável e defensável, de que nenhum empresário quer perder dinheiro, como é que é possúivel defender que essa solução ficaria mais barata para a CML? É que neste momento a CML está a pagar os serviços dos seus trabalhadores, os carros e demais despesas necessárias mas se esse serviço fosse privatizado, teria ainda que pagar o lucro do empresário sem o qual ninguém se envolveria nessa empresa. E, se neste momento, as codições de trabalho já são precárias (disseram os candidatos que eles não têm luvas nem lixívia) como é que ainda se reduziria mais os custos para aquela actividade dar lucro? Eu não tenho nada contra o lucro dos privados e até desejaria que todos tivessem lucro, mas não quando isso implica gastar mais dos meus impostos, não!
- Uma ideia que eu também achei interessante do ponto de vista teórico mas inexequivel do ponto de vista prático, era aquela de distribuir o pelouro do urbanismo por todos os vereadores. Muito mais facilmente exequível e também promotor da transparência dos procedimentos, é aquela ideia do processo estar patente no sítio de internet da CML.
- Last but not least, porque este post vai longo, o que é que se deve fazer com o património imobiliária da CML? Surgiu a ideia de criar um fundo imobiliário ou mesmo vender o património, surgiu outra ideia de o reabilitar... Oh meus amigos! primeiro vejam lá o que a Câmara tem, depois vejam que o Estado está disposto a entrar com algum para a reabilitação (basta perguntarem ao IHRU como é que a CML se pode candidatar ao REHABILITA) e depois disso pratiquem uma adequada política de habitação. Se querem jovens a viver em isboa, arrendem os fogos a preços acessíveis. Note-se que não é preciso serem baratos, só é preciso serem acessíveis. Com isto a Câmara influenciará o mercado a baixar os preços, contribuirá para que as famílias não se endividem até aos pescoços comprando habitação, etc..
- Afinal esta não foi a última porque me lembrei de mais uma coisa importante. Apenas o Telmo Correia referiu a segurança e o fim dos grafittis como uma prioridade. Quando aqui há uns anos o "Mayor" Giuliani cá veio, ofereceu-se para apresentar à CML os estudos feitos em Nova Iorque sobre a relação entre grafitis e segurança. O que é que a CML fez com esses estudos? Como é que se pode parar a onda de grafitagem nos bairros históricos? Porque é que o Bairro Alto, com tantos prédios recuperados nos últimos 10 anos, está no estado deplorável que está com grafitis por todo o lado? O combate aos grafitis deve mesmo ser uma prioridade! E nem falo daqueles grafitis que até são giros com desenhos de rappers, skaters e coisas do género em parques urbanos e zonas escolhidas para isso, falo daquelas assinaturas idiotas em todas as paredes, portas e postes de electricidade que fazem pensar que os seus autores pouco mais são do que cães que andam a marcar o território com o equivalente humano ao xixi canino.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Debate na SIC

Ontem tive a oportunidade de assistir ao debate entre os sete principais candidatos à CML na SIC e valeu bem a pena! O pior é que, se já estava indeciso em quem votar, mais indeciso fiquei...
Em qualquer dos casos, a câmara da capital é de uma grande importância para o país, não só porque é a capital e a maior cidade do país, mas também porque de certa forma é o cartão de visita e um importante motor económico do país, pelo que estas eleições em altura de crise são da maior importância.
Deste debate pude tirar algumas ideias chave:
- Sá Fernandes propôs, e muito bem*, que a CML lutasse pelo fim da isenção de IMI para os imóveis do Estado. De facto, partindo do princípio de que há muitos imóveis do Estado que não estão a servir um bem público, pelo menos esses devem pagar IMI. Já não me faz espécie continuar a isentar aqueles que estão ao dispor do serviço público (Estabelecimentos de Saúde e Ensino, Ministérios, serviços desconcentrados, etc.);
- Todos os candidatos, com excepção de António Costa, propuseram a manutenção do aeroporto da Portela mais um. De facto, parece-me bem que Lisboa tenha mais do que um aeroporto e que um deles esteja mais perto do centro mas a Portela hoje em dia já é no centro de Lisboa! Ora isso implica uma boa dose de poluição sonora e um certo perigo acrescido. Até hoje tivemos sorte e nunca caiu um avião em cima de Lisboa, mas eu não adoro estar dependente do factor sorte. Por outro lado, a ideia de ter na Portela um 2.º pulmão verde numa cidade cada vez mais poluída parece-me muito apelativa.
O post já vai longo pelo que amanhã continuo…
* Por amor de Deus, ninguém interprete este elogio como uma expressão de vontade de votar nele: no dia em que eu votar BE, prenda-me num colete-de-forças e chamem um padre para me benzer porque com toda a certeza estarei possuído por um espírito demoníaco! Mas que os elogios devem ser feitos quando são devidos, devem, nem que seja ao BE…

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Parabéns Inês!

Lá em Pequim deve haver festa hoje...
E o motivo é muito simples, a Inês faz anos!
Muitos Parabéns!

sábado, 16 de junho de 2007

Portugueses educados

Já viram a quantidade de palavras inúteis que dizemos para sermos bem educados e que, apesar de inúteis, são tão simpáticas que já não podemos passar sem elas?
Digo isto na sequência de um post indignado da Mafalda sobre os Copenhaguenses* e de os meus amigos Mário e Amy terem comentado o facto de toda a gente comprimentar com amplos "bons dias", "boas tardes" e boas noites" nas lojas antes de começar a pedir e de os "se faz favores" e "obrigados" se repetirema uma velocidade estonteante.
Defacto eu gosto muito destas inutilidades e quanto mais penso acerca delas, mais acho que não são inutilidades, que são utilidades porque aumenta a nossa alegria no convivio com os outros. E se aumentam a nossa alegria, de utilidades passam a imprescindabilidades...
*Acabei de inventar mas aceito correcções.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Mov-te!

O Verão está a chegar, a roupa está a sair das arcas mas mesmo assim temos que compor o armário com umas pécinhas novas, certo?
Sugiro, para as Tshirts mais catitas de Portugal, uma visita a este sítio.

Cristóvão Colombo

Na 2.ª, quando fui ter com o Mário e a Amy ao fim da tarde, eles estavam com dois amigos que tinham conhecido na rua, um Americano e uma Sueca. Comecei a falar com eles sobre as pessoas que estão naquela estátua do Camões e a propósito do Gaspar Corte Real, acabei por falar no Colombo.
Vai daí, com algum suspense como se preparasse uma revelação fantástica, lá lhes disse que Cristóvão Colombo era Português. Para meu espanto, o tal Americano disse com um ar de quem estava a sentir a sua inteligência ofendida:
- "Sim, é Português, sempre aprendi assim na escola!"
Lembrem-me de deixar de dizer mal dos Americanos, sff!

Como um turista

Tenho tirado uns dias de férias para andar com os meus amigos estrangeiros por Portugal. Há duas semanas fui a Coimbra e Aveiro com o William e agora andei a passear por Lisboa e Cascais com o Mário e a Amy.
Ora, estando eu a falar Inglês e tendo eu umas vagas semelhanças com o povo da Bifolândia, as pessoas tomam-me por um turista estrangeiro, dão-me indicações espontaneamente, sorriem quando eu comento alguma coisa de que gosto e no outro dia, num eléctrico, estava a falar da importância dos motivos marítimos no Manuelino e quando eu acabei um senhor disse-me: "very well!" Acho que ficou um bocadinho desapontado quando eu respondi "muito obrigado" porque deve ter pensado que era normal um Tuga saber o que eu sabia...
Se a reacção dos Nacionais é engraçada, melhor ainda é a reacção dos estrangeiros que, discretamente, como quem não quer a coisa, se colam a mim para ouvir as explicações e estórias* que eu vou contando, um bocadinho a armar em José Hermano Saraiva. A pensar que eu faço o mesmo quando estou lá fora...
*Cá está, Artur!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Noite de Santo António


E lá passou mais uma noite de Santo António, aquela que, na minha inteligentíssima, brilhantíssima mas acima de tudo humilíssima opinião é sempre a melhor noite do ano em Lisboa.
Começámos com um grupo bem grande que foi chegando ao arraial de Santa Catarina onde jantámos as tradicionais sardinhas, febras, courato, salada de pimento, caldo verde e bebemos assim um bocadinho de nada de cerveja para alegrar o ambiente.
De seguida começámos em pequenos grupos a ir para o bailarico da Bica e acabámos por, aos poucos e poucos nos separarmos por entre bailaricos e indecisões de "vamos para a Madragoa", "vamos para o Castelo", etc.. Depois de uma curta passagem pela Madragoa porque as festas aí já estavam a acabar, fomos até ao Castelo a pé. Sim, atravessámos a cidade quase toda!
No fim da noite era este o grupo que podemos ver nas fotos: a Joana, a Amy, o Mário o Carlos e eu. Quase que já estamos prontos para ir para a margem Sul porque depois de tanto andarmos, já estamos com resistência de camelos mas tem piada como conseguimos manter o bom humor e a boa disposição até ao fim da noite...

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Gordíssimo!

Então não é que eu interrompi a minha relaxante noite de sono para ir buscar os meus amigos Mário e Amy à estação de autocarros às duas da manhã e a primeira coisa que eles me dizem depois dos abraços foi: "que gordo estás, hombre!"
A palavra Castelhana "gordo" quer dizer giríssimo, certo? Alguma coisa entre giríssimo, sexy, sensual e arrasadoramente bonito, certo? Não dormi eu duas horas, interrompi o meu sono e voltei para a cama passadas outras duas horas para ouvir dizer que estava gordo, pois não?

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Teatro

Apesar de gostar muito de teatro, quase nunca vou e o motivo é muito simples: é caro! Pelo menos eu achava que era caro, mas estou a mudar de ideias e até fui duas semanas seguidas a peças que recomendo vivamente e cada uma das peças por apenas €10,00*, o que, convenhamos, é pouco mais do que ir ao cinema.
Na 5.ª feira da semana passada, depois da exposição da Constança que já aqui descrevi, fui com a Eva ver uma peça no teatro aberto chamada "pequenos crimes conjugais". A peça tinha só dois actores (Rita Salema e Paulo Pires) e é a estória de um marido "amnésico" que volta a casa com a sua mulher depois de umas semanas no hospital.
A peça é muito boa, vai-se descobrindo coisas novas ao longo da actuação como peças que se encaixam num puzzle e a sala é muito gira, com as duas bancadas de cadeiras a descerem para o palco que fica no meio da sala e com os actores literalmente em cima do público. Foi no Teatro Aberto, se não estou em erro, foi a última apresentação, mas não tenho mesmo a certeza, se não tiver sido, recomendo vivamente.
Ontem, estava eu já pronto para ir para casa e tirar o sal e a areia do corpo (vida dura a quanto obrigas!) quando a Constança me telefona para irmos assistir a uma peça na sala Mário Viegas do teatro São Luís chamada "elas sou eu". A peça era sobre a Lucy Neyde, uma empregada que vai substituir o patrão, um actor, no teatro. Ao contrário da peça da semana passada que era um drama, esta é uma comédia e muitíssimo eficaz, porque me fartei de rir. Claro que há lá um pormenor ou outro demasiado "picante" (to say the least) mas isso não estraga a piada do espetáculo. Deixo aqui um conselho aos rapazes mais tímidos: não se sentem na fila da frente...
* Sim, Marcus, eu sei que te fiquei a dever o dinheiro... :-)

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Festival Faz, Traz, Paz

Todos os anos é muito divertido, com comes, bebes e bailarico e não consta que este ano vá ser menos divertido... Lá estarei!

Itla?

Uma amiga minha, professora de Inglês, foi dar uma aula a uma turma de 11º ano, perguntou se eles sabiam quem era o Hitler e, ante a ignorância geral sobre tal personagem, ela foi repreendida pela orientadora por não preparar uma aula adequada à idade dos miúdos.
Não foi adequada à idade, repare-se! Miúdos de 16 anos!
Ela desabafava isto comentando que na nossa turma (fomos da mesma turma do Liceu) não seria normal não sabermos quem tinha sido Hitler. Perguntava-se a si mesma se a turma G do Liceu Filipa entre 1995 e 1998 seria especialmente dotada para até saber quem era esse tal do Hitler e se nós seriamos a excepção a nível nacional...