Continuando com o debate de antes de ontem na SIC...
- Outra ideia que foi muito debatida foi sobre se os serviços de recolha de lixo deveriam ser ou não privatizados. Vamos pensar a coisa de um ponto de vista empresarial... Partindo do princípio não só lógico como desejável e defensável, de que nenhum empresário quer perder dinheiro, como é que é possúivel defender que essa solução ficaria mais barata para a CML? É que neste momento a CML está a pagar os serviços dos seus trabalhadores, os carros e demais despesas necessárias mas se esse serviço fosse privatizado, teria ainda que pagar o lucro do empresário sem o qual ninguém se envolveria nessa empresa. E, se neste momento, as codições de trabalho já são precárias (disseram os candidatos que eles não têm luvas nem lixívia) como é que ainda se reduziria mais os custos para aquela actividade dar lucro? Eu não tenho nada contra o lucro dos privados e até desejaria que todos tivessem lucro, mas não quando isso implica gastar mais dos meus impostos, não!
- Uma ideia que eu também achei interessante do ponto de vista teórico mas inexequivel do ponto de vista prático, era aquela de distribuir o pelouro do urbanismo por todos os vereadores. Muito mais facilmente exequível e também promotor da transparência dos procedimentos, é aquela ideia do processo estar patente no sítio de internet da CML.
- Last but not least, porque este post vai longo, o que é que se deve fazer com o património imobiliária da CML? Surgiu a ideia de criar um fundo imobiliário ou mesmo vender o património, surgiu outra ideia de o reabilitar... Oh meus amigos! primeiro vejam lá o que a Câmara tem, depois vejam que o Estado está disposto a entrar com algum para a reabilitação (basta perguntarem ao IHRU como é que a CML se pode candidatar ao REHABILITA) e depois disso pratiquem uma adequada política de habitação. Se querem jovens a viver em isboa, arrendem os fogos a preços acessíveis. Note-se que não é preciso serem baratos, só é preciso serem acessíveis. Com isto a Câmara influenciará o mercado a baixar os preços, contribuirá para que as famílias não se endividem até aos pescoços comprando habitação, etc..
- Afinal esta não foi a última porque me lembrei de mais uma coisa importante. Apenas o Telmo Correia referiu a segurança e o fim dos grafittis como uma prioridade. Quando aqui há uns anos o "Mayor" Giuliani cá veio, ofereceu-se para apresentar à CML os estudos feitos em Nova Iorque sobre a relação entre grafitis e segurança. O que é que a CML fez com esses estudos? Como é que se pode parar a onda de grafitagem nos bairros históricos? Porque é que o Bairro Alto, com tantos prédios recuperados nos últimos 10 anos, está no estado deplorável que está com grafitis por todo o lado? O combate aos grafitis deve mesmo ser uma prioridade! E nem falo daqueles grafitis que até são giros com desenhos de rappers, skaters e coisas do género em parques urbanos e zonas escolhidas para isso, falo daquelas assinaturas idiotas em todas as paredes, portas e postes de electricidade que fazem pensar que os seus autores pouco mais são do que cães que andam a marcar o território com o equivalente humano ao xixi canino.