Acho que devo ter um íman para situações estranhas…
A minha amiga Sarah, com quem trabalhei em Oxford e na China, mandou-me um mail a dizer que vinha cá uma amiga, a Melissa, que eu imediatamente presumi ser Inglesa, e logo combinei um jantar com os meus amigos Constança e Marcus.
A Inglesa era, afinal de contas, uma típica Americana com um daqueles assustadores sotaques americanos que o Marcus, por ter vivido 4 anos em Nova Iorque, partilhava por completo. Rapidamente conclui que nenhum dos dois se tinha dado ao trabalho de gravar os discursos da Rainha e os repetir até ter um sotaque verdadeiramente Inglês em vez de terem sotaques daquelas ex-colónias do outro lado do Atlântico…
O jantar acabou por ser bem divertido e no fim decidimos ir a uma inauguração de uma exposição de pintura para a qual o Marcus tinha sido convidado. O facto de sermos 4 em vez de 1 talvez fosse um bocado estranho, mas pior ainda foi que, enquanto a Constança arrumava o carro, eu conheci um artista brasileiro de seu nome António que respondeu ao meu entusiasmo com o facto dele ser brasileiro e do Papa estar no Brasil com um “não gosto dessi Papa, não!” Ia-me dando um amoque, mas lá o convidei para a exposição para escândalo do Marcus, o único que tinha convite.
Enquanto eu defendia o Papa com explicações da “Deus é Amor” a um rapaz que era membro da Teologia da Libertação, víamos uma exposição de quadros muito bem pintados e com cores apelativas mas todos a representarem cenas de pedofilia, transvestismo, animalismo, etc. Não sei porquê, acho que não foi o sítio ideal para falar sobre uma encíclica…
Enquanto isto, a Melissa não percebia uma palavra porque o outro não falava Inglês, pelo que pelo meio de frases como “o Católico é chamado a amar concretamente e não teoricamente o próximo”, eu comentava com ela os quadros “is it my impression, or is that transvesti having sex with that sheep?”
No fim lá saímos todos da exposição: a Constança dizia que estava feliz por ter conhecido a tia do Marcus; o Marcus dizia que nunca mais me convidava para nada sem antes me dizer expressamente que eu não podia convidar pessoas que conhecia na rua; a Melissa dizia que estava impressionada com a violência dos quadros e que teria que escrever à Sarah a contar sobre a nossa estranha noite; o António dizia que as cores dos quadros eram muito giras; e eu dizia à pintora que ela era do estilo da Frida mas muito mais gira sem referir aquele pormenor de estar com medo de ter pesadelos à noite por causa dos quadros dela.
Situações estranhas em que eu me vejo metido…
A minha amiga Sarah, com quem trabalhei em Oxford e na China, mandou-me um mail a dizer que vinha cá uma amiga, a Melissa, que eu imediatamente presumi ser Inglesa, e logo combinei um jantar com os meus amigos Constança e Marcus.
A Inglesa era, afinal de contas, uma típica Americana com um daqueles assustadores sotaques americanos que o Marcus, por ter vivido 4 anos em Nova Iorque, partilhava por completo. Rapidamente conclui que nenhum dos dois se tinha dado ao trabalho de gravar os discursos da Rainha e os repetir até ter um sotaque verdadeiramente Inglês em vez de terem sotaques daquelas ex-colónias do outro lado do Atlântico…
O jantar acabou por ser bem divertido e no fim decidimos ir a uma inauguração de uma exposição de pintura para a qual o Marcus tinha sido convidado. O facto de sermos 4 em vez de 1 talvez fosse um bocado estranho, mas pior ainda foi que, enquanto a Constança arrumava o carro, eu conheci um artista brasileiro de seu nome António que respondeu ao meu entusiasmo com o facto dele ser brasileiro e do Papa estar no Brasil com um “não gosto dessi Papa, não!” Ia-me dando um amoque, mas lá o convidei para a exposição para escândalo do Marcus, o único que tinha convite.
Enquanto eu defendia o Papa com explicações da “Deus é Amor” a um rapaz que era membro da Teologia da Libertação, víamos uma exposição de quadros muito bem pintados e com cores apelativas mas todos a representarem cenas de pedofilia, transvestismo, animalismo, etc. Não sei porquê, acho que não foi o sítio ideal para falar sobre uma encíclica…
Enquanto isto, a Melissa não percebia uma palavra porque o outro não falava Inglês, pelo que pelo meio de frases como “o Católico é chamado a amar concretamente e não teoricamente o próximo”, eu comentava com ela os quadros “is it my impression, or is that transvesti having sex with that sheep?”
No fim lá saímos todos da exposição: a Constança dizia que estava feliz por ter conhecido a tia do Marcus; o Marcus dizia que nunca mais me convidava para nada sem antes me dizer expressamente que eu não podia convidar pessoas que conhecia na rua; a Melissa dizia que estava impressionada com a violência dos quadros e que teria que escrever à Sarah a contar sobre a nossa estranha noite; o António dizia que as cores dos quadros eram muito giras; e eu dizia à pintora que ela era do estilo da Frida mas muito mais gira sem referir aquele pormenor de estar com medo de ter pesadelos à noite por causa dos quadros dela.
Situações estranhas em que eu me vejo metido…




Sabia tão bem quanto parece bom! 