Numa altura em que a França termina a campanha eleitoral, as "ajudinhas políticas" vão aparecendo. Ontem Zapatero, o primeiro-ministro Espanhol, foi dar uma mãozinha à campanha Royal. Hoje foi a vez de Durão Barroso ir dar uma mãozinha à campanha Sarkozy.
Francamente, não percebo mesmo o porquê destas "ajudinhas políticas" e, para além disto, parece-me muito mal que um chefe de governo ou, pior ainda, um presidente da Comissão Europeia, se envolva numa campanha eleitoral estrangeira.
Primeiro: não percebo o porquê destas ajudas porque não sei até que ponto podem ser eficazes. Já estou a ver os Franceses a pensar: "bem, se a Mme. Royal tem o apoio do Zapatero, então vou votar nela!" Eu então, se estivesse a pensar votar num candidato e este trouxesse chefes de governo estrangeiros (principalmente espanhóis) para a campanha, era logo razão para eu considerar sériamente votar noutros candidatos. Aliás, já na última campanha legislativa me lembro de ver por aí o Senhor Zapatero, o que eu considerei horrível.
Segundo: não me parece que um chefe de governo, deva usar a sua figura como chefe de governo em assuntos político-partidários de um país estrangeiro. Se isto é verdade para os chefes de governo, muito mais o é para o Presidente da Comissão Europeia que deve evitar meter-se nos assuntos político-partidários dos países da União. E, ao menos, diga-se em abono da verdade que o senhor Zapatero sempre pode ter em abono da sua honra, o facto de ter ido ajudar uma bonita senhora em apuros... Um autêntico Don Quixote!
Senhores políticos: façam os vossos trabalhos e não se metam nas campanhas dos outros, sff!


Sabia tão bem quanto parece bom! 



