sexta-feira, 20 de abril de 2007

Ajudinhas políticas

Numa altura em que a França termina a campanha eleitoral, as "ajudinhas políticas" vão aparecendo. Ontem Zapatero, o primeiro-ministro Espanhol, foi dar uma mãozinha à campanha Royal. Hoje foi a vez de Durão Barroso ir dar uma mãozinha à campanha Sarkozy.
Francamente, não percebo mesmo o porquê destas "ajudinhas políticas" e, para além disto, parece-me muito mal que um chefe de governo ou, pior ainda, um presidente da Comissão Europeia, se envolva numa campanha eleitoral estrangeira.
Primeiro: não percebo o porquê destas ajudas porque não sei até que ponto podem ser eficazes. Já estou a ver os Franceses a pensar: "bem, se a Mme. Royal tem o apoio do Zapatero, então vou votar nela!" Eu então, se estivesse a pensar votar num candidato e este trouxesse chefes de governo estrangeiros (principalmente espanhóis) para a campanha, era logo razão para eu considerar sériamente votar noutros candidatos. Aliás, já na última campanha legislativa me lembro de ver por aí o Senhor Zapatero, o que eu considerei horrível.
Segundo: não me parece que um chefe de governo, deva usar a sua figura como chefe de governo em assuntos político-partidários de um país estrangeiro. Se isto é verdade para os chefes de governo, muito mais o é para o Presidente da Comissão Europeia que deve evitar meter-se nos assuntos político-partidários dos países da União. E, ao menos, diga-se em abono da verdade que o senhor Zapatero sempre pode ter em abono da sua honra, o facto de ter ido ajudar uma bonita senhora em apuros... Um autêntico Don Quixote!
Senhores políticos: façam os vossos trabalhos e não se metam nas campanhas dos outros, sff!

quinta-feira, 19 de abril de 2007

É já hoje!

Uma noite destas por 4,5 heróis! Ninguém vai querer perder!

O Xico-Espertismo Americano!

Lá tiveram os Americanos outro massacre num estabelecimento de ensino, uma acção que já não é novidade por aquelas bandas. Vai daí, a pequena minoria de gente inteligente e bem pensante do país que se diz o líder do mundo livre (cruzes canhoto, bate na madeira!) voltou a manifestar-se contra a liberdade de porte de arma, dizendo o que parece à primeira vista óbvio, que é que não se deve deixar armas nas mãos de qualquer um.
Pois logo vieram os outros, os maioritários, aqueles que pensam que o Iraque está bem melhor agora com os Americanos do que dantes com o Saddam, voltar a dizer aquilo que já todos conhecemos: que faz parte da identidade nacional Norte-Americana a livre posse das armas, que um cowboy sem a sua arma é como um vicking sem o seu capacete com cornos* e que os EUA não seriam os EUA sem as armas. Neste último ponto, devo confessar que concordo com eles.
Mas o melhor de tudo foi que logo saiu um Xico-esperto, ladino e bem falante que disse, e eu cito traduzindo: "não são as armas que matam, são os homens."
Reparem neste brilhante raciocínio indutivo! Reparem como a conclusão é inteligente! Quem quer que seja que tenha dito isto, merece uma estátua.
De facto, não são as armas que matam, são os homens. Nunca nenhum de nós tinha pensado nisto, pois não? É claro que há aquele pequeno e quase insignificante pormenor de que um homem que entre numa sala para matar uma dúziazinha ou duas de alunos com as suas próprias mãos provavelmente nem um há-de conseguir matar antes que lhe caiam os outros alunos em cima. Mas lá que se ele tiver uma metralhadora é ele e não a arma que mata, lá isso é!
*Daí que todos os Escandinavos ainda hoje andem pelas ruas a passear-se de capacetes com cornos. Agora que penso no assunto, acho que quando andei a visitar esta menina pela Dinamarca, não vi ninguém que não estivesse com um capacete de cornos...

quarta-feira, 18 de abril de 2007

O poder da blogosfera

Os bloggers não estão nem devem estar acima da Lei e não podem certos bloguistas pensar que há regras para a comunicação social e outras para a blogosfera...
Falo acerca das Presidenciais Francesas do próximo Domingo.
Estando toda a comunicação social obrigada, tal como em Portugal, a observar a hora de encerramento das urnas para poder projectar as estimativas das sondagens à boca das urnas, também parece lógica que os estejam os sítios de internet, já que estes são acessíveis em toda a França. Ora certos e determinados bloguistas Franceses, que se alojam em blogs de sítios não Franceses, prometeram já que logo que tiverem acesso às primeiras projecções, as revelam.
Ora isto é um desrespeito pela Lei, mesmo que a letra da Lei não possa abranger os sítios estrangeiros. A blogosfera tem muito de bom e muito de Democrático mas, para continuar a ter, tem que se conformar com as Leis da Democracia e se uma dessas Lei, cujo espírito se compreende muito facilmente, proíbe a divulgação de projecções antes do encerramento das urnas então isso é válido para todos os meios de comunicação, incluindo a blogosfera.

terça-feira, 17 de abril de 2007

Sussurrando

Sabem aquelas pessoas que adoram falar por meias palavras, meias sussurrantes, olhando para todos os lados e com a mão a proteger a boca para ver se dão um ar de muita seriedade à coisa?
"Sabe, diz-se por aí que o Senhor Dr. Fulano, que se diz tão honesto, afinal de contas... Está-me a perceber, não está?"
É claro que o destinatário nunca está a perceber...
"Pronto, é que diz-se que ele lá fez das suas, está a ver o que eu quero dizer, não está?"
O receptor, meio confuso, lá pergunta se o homem anda a fazer branqueamento de capitais, se tem não sei quantas contas nas Ilhas Caimão, ou se traz não sei quantas "garotas" do Brasil para casas de passe em Bragança. Perante estas perguntas, a sussurante pessoas responde com um:
"Olhe, dizer mais do que eu já disse não posso fazer, mas para bom entendedor meia palavra basta..."
E lá fica o pobre receptor a culpar-se a si mesmo por não ser um bom entendedor...

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Os super-poderes da bôla de carne

Esta semana não começa bem...
No Sábado à noite, no Bairro Alto, um cretino de um taxista passou-me com uma roda por cima do dedão do pé direito. Na altura não me doeu, ontem de manhã também não me doía, mas à noite já o bicho dava de si e hoje de manhã não tinha passado a dor, pelo que os 20 minutos do meu passeio matinal até ao trabalho, que são sempre tão prazenteiros e constituem óptimos momentos de introspecção, hoje não foram nada prazenteiros! E o meu dedão, coitadinho, está todo côr-de-rosinha à volta da unha!
Por outro lado, já começa a estar calor de mais para andar por aí de fato e gravata logo de manhã e cheguei ao Ministério não própriamente alagado, mas já com algumas desagradáveis gotas de suor na cara. Já estou a ver que dentro de duas semanas tenho que sair às 8 da manhã de casa...
E agora não sei o que é que passa aqi em frente no Passos Manuel, mas há um qualquer professor idiota a fazer um chavascal com um megafone e os miúdos parecem possuídos pelo demo de tantos berros que dão!
Salve-se a Lina, da recepção, que é muito querida e mais uma vez me trouxe bôla* de carne feita por ela. Uma especialidade Pascal que é mesmo uma delícia e que serve para, aplacando a minha fome, aplacar também a minha fúria contra todos os taxistas, a onda de calor que se avizinha, os professores que fazem chavascais em megafones e miúdos de liceu que não se calam!
O que uma bôla de carne pode fazer!
* Mas como é que se escreve esta palavra? Se for sem acento circunflexo, lê-se bola, como bola de futebol e é suposto ler-se o som do primeiro "O" da palavra Diogo...

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Novo blogadíssimo?

Uns cerca de dois anos depois de ter iniciado o blogadíssimo, sinto que vou ter que o mudar um bocadinho e convidar mais gente a escrever comigo neste fantastiquíssimo, brilhantíssimo mas, acima de tudo, humilíssimo blog.
É que já não tenho tempo para escrever tanto quanto costumava e os inteligentíssimos, activíssimos e cultíssimos leitores deste blog merecem, pelo menos, um brilhantíssimo post por dia.
Aceitam-se candidaturas...
Quer dizer, antes de aceitar candidaturas eu deveria pôr um daqueles quadrinhos para votar sobre se os leitores deste blog concordam com esta medida, mas como não sei fazer isso:
Mãezinha?
Ti'Alzira?
Sr. Rudolfredo da portaria?
O que achais desta medida?
Pronto, acho que já perguntei a todos...

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Noite de Fados

Bolo de Ratos

Ontem esta senhora fez-me este bolo:Sabia tão bem quanto parece bom!
Mas pronto, confesso que não foi só para mim, tive que o partilhar com o Vítor e o Rui. E confesso que a mim me coube um dos buraquinhos, pelo que comi menos bolo do que esperava. Em compensação, andei a caçar os ratos e souberam-me que nem..
Massapão!

Allons enfants de la Patrie...

Ando cheio de vontade de reaprender Francês.
Quando, com 16 anos, acabei o 5º nível na Alliance Française, falava um Francês quase perfeito. De vez em quando dava um pontapézinho ou outro na gramática, mas isso até soava mais natural... Como falava devagarinho, certa vez confundiram-me com um Belga nos correios e eu tive que insistir que era um turista Português ante uma simpática e risonha Senhora que não descansou enquanto não fez notar a todos os colegas dos correios como eu era Português, o que me fez sentir um animalzinho de circo (sim, nós também vimos em versão cabelo claro e olhos azuis!!).
Passados 10 anos dessa altura o meu Francês está em estado de calamidade pública. As palavras não me saem, troco o être pelo avoir a construção de uma frase completa com um raciocínio lógico parece-me tão fácil como atravessar o canal de Shantou a nado.
Pois como agora não tenho tempo para me meter em aulas de línguas com horário fixo, exames e coisas do género, mandei um mail para a Embaixada de França a pedir um tandem. Eram só vantagens, eu moro a 5 minutos da Embaixada, dava uma hora de aula de Português e o meu tandem dava-me uma hora de aula de Francês.
Falei com uma senhora de lá que imprimiu e afixou o meu mail num placard e isto há já não sei quantas semanas sem resposta...
Parece que vou ter que tomar medidas drásticas e ir para França umas semaninhas aprender a língua de Moliére e Hugo. Eu não queria, mas obrigam-me a chegar a isto! Vou começar à procura de escolas na Côte d'Azur: aprendizagem sim, mas com praia, faz favor!

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Universidades Privadas

É muito barato e rentável abrir uma Universidade e fazer dela uma mina de ouro com um produto de péssima qualidade. Toda a gente quer ter um curso, um canudo, um título de Dr. e o que essas Universidades prometem é o paraíso: "para quê estudares no liceu e tirares boa média, se podes entrar aqui com média de 10 e tiras o curso com muito mais facilidade?"
Ora estas Universidades abrem os cursos mais baratos de se abrir, como são Direito, Gestão, Relações Internacionais e outros que tais. Contratam uns políticos para dar nome à casa, ir lá na primeira e última aulas e até lhes atribuem títulos académicos suspeitos*, contratam uns Professores Doutores que dão aulas nas Universidades do Estado ou Católicas (ECs) que nem nunca chegam a lá entrar e o resto são uns senhores licenciados que lá vão dar aulas e já é uma sorte!
De vez em quando até sai uma cabeça razoável dessas Universidades mas o mérito é de ser dado a ele e não à Univesidade em si.
Para resolver tudo isto, pode-se defender uma de duas atitudes...
Pode não se fazer nada e deixar-se o mercado decidir se contrata um aluno de uma EC ou um aluno de uma Privada. Com o tempo, os alunos apercebem-se que mais vale estudar mais e entrar para uma boa Universidade.
Ou pode-se obrigar o Estado a regular o ensino com base em que há uma série de alunos e de Pais que estão a ser enganados porque acreditam que o Professor Doutor que está no programa é mesmo responsável pelo programa da cadeira e que ao mercado vai ser indiferente se o filho estudou Direito na Nova/Clássica/Católica ou na Lusófona/Autónoma/Internacional.
Eu achava que o teria que haver uma regulação mais forte, mas o tempo tem-me provado que estava errado. No outro dia até me disseram que na única dessas Universidades privadas que até tem alguma qualidade e nome no mercado, a Lusíada, há cada vez menos candidatos porque os miúdos acham que nas outras privadas o curso é mais fácil (o que é um facto incontestável). Pois então se é isso que os alunos e os Pais querem, que o tenham, o dinheiro é deles, mas depois não se venham queixar se a meio do curso a Universidade fecha por manifesto desgoverno!
*Ontem, num documento de uma dessas Universidades eu lia que lá leccionava o Professor Doutor Santana Lopes. Eu não ponho em causa que o nosso ex-primeiro seja Doutorado, mas como foi a primeira vez que ouvi falar de tal título, fiquei francamente surpreendido! É que ele não me parece ser homem de esconder títulos académicos- se alguma vez otivesse um Doutoramento, no dia seguinte todos os jornais falariam do assunto.
NOTA: Para quem achar que estou a falar sem fundamento nenhum, peço-lhe que vá investigar quantos estagiários de Advocacia que não venham das ECs entram nos 10 melhores escritórios Portugueses. Peço também que investiguem nas principais consultoras e bancos quantos licenciados em Gestão e Economia é que lá entram que venham das ditas privadas.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Outro de mim

De há uns tempos para cá dei por mim a ser indeciso e a ter dificuldades em tomar decisões importantes. Isso até poderia ser sinal de um carácter mais ponderado que viria com a idade, mas não reconheço em mim a indecisão, quanto mais não seja porque sempre fui impulsivo e tomava muitas decisões por impulso.
Claro que isso não acontece com decisões como "vou comer pescada ou perú?", mas o facto de acontecer já é chato!
E não falo só das minhas decisões: sinto que tenho sido muito indeciso com as decisões dos meus amigos que me pedem conselho e acautelo mais sobre os perigos das decisões do que sobre as vantagens das mesmas.
Olho para trás e penso que raramente me arrependi das decisões tomadas por impulso e muito mais vezes me arrependi das decisões muito ponderadas e pensadas. Quando estava à procura de um emprego como Advogado em Londres, por exemplo, aceitei, sem pestanejar nem pesar os prós e contras, a oferta de ir para a China dar aulas de Inglês. Hoje sinto que essa decisão foi das mais acertadas que eu já fiz...
Mas agora, quase que faço listas com as vantagens e desvantagens de cada possibilidade de decisão e acabo por ficar muito mais baralhado do que se tomasse logo a decisão e não se falasse mais nisso.
Estarei a ficar medroso com a idade? Cauteloso? Ponderado? Será apenas uma fase?
Pelo sim pelo não, acho que vou ter que aprender a conhecer melhor este outro de mim.

Ayyy vida mia!

Empecé el día hablando mi Portuñol con el Ministerio de la Vivienda en España y sigo sin tiempo de escribir acá.
Mis lectores van abandonar este preciosísimo, bellísimo, pero, arriba todo, humildísimo blog… Prometo escribir más cuando pueda.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Aleluia!

Não tenho tempo para escrever um grande post, mas não podia deixar de aqui escrever um Aleluia pela Ressurreição. Assim um Aleluiazinho rápido e singelo, mas nem por isso menos sincero!
Uma Santa Páscoa! Ontem foi só o primeiro dos 50 dias da Páscoa que só acaba com o Pentecostes...
ALELUIA!

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Uma Santa Páscoa

Esta é a noite da última ceia, a noite da agonia no horto do Calvário, a noite do julgamento mais injusto da História da Humanidade.
Esta é a noite das negações de Pedro e das turbulências no Sinédrio.
Esta é a noite das movimentações de influências entre o Sinédrio, o Governador-geral da Judeia e o Rei Herodes.
Amanhã é o dia do lava mãos de Pilatos.
Amanhã Jesus é flagelado, carrega a cruz por nós e é crussificado.
Amanhã é o dia em que choram as mulheres de Israel.
Sábado é o dia do silêncio, do recolhimento e da esperança. É o dia de contemplarmos toda esta estória que se passou por amor de Deus por nós.
E depois, ao terceiro dia...
Bem, vou deixar as cenas dos próximos capítulos para os próximos capítulos. Hoje vou para a Páscoa Jovem das Irmãs Escravas em Palmela para viver esta Páscoa como se tivesse estado lá, em Israel há quase 2000 anos.
Uma Santa Páscoa!

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Portunhol / Portuñol

Então não é que vem na Lusa a notícia de um tipo qualquer que decidiu fundar um sítio sobre o Portunhol para promover esse linguajar e, deste modo, promover as relações entre todos os países falantes de Português e Espanhol?
Antes de mais, para quem, eventual e pouco possivelmente não saiba, o Portunhol é a língua que nós, os Portugueses, concedemos em falar para que os Espanhóis nos percebam quando nunca na vida tivémos uma aulinha que seja da língua de Cervantes e é também a língua que os Espanhóis, depois de viverem décadas em Portugal e de terem dado o tudo por tudo para aprender a Língua de Camões, conseguem falar...
Ora, o Portunhol é um linguajar de que, sinceramente, gosto muito!
Eu, que nunca aprendi uma palavra de Espanhol, falo um Portunhol tão fluente mas tão fluente que qualquer Português pensa que eu sou Espanhol e qualquer Espanhol percebe logo que eu sou Português! Se o primeiro caso não joga muito a meu favor, o segundo é francamente uma vantagem.
Por outro lado, por muito que eu oficialmente não goste dos Espanhóis, tenho que admitir que, logo a seguir aos Portugueses, eles são os melhores do mundo e quem sabe talvez até da Europa. Gosto até mais deles do que de todos os outros povos de que eu oficialmente gosto muito, como os Chineses, os Franceses e os Ingleses, mesmo que oficialmente, sublinho mais uma vez, não goste mesmo nada deles! eheheh Sou um poço de paradoxos!
Ora, como é óbvio, gosto do Portunhol para poder falar com estas pessoas de quem oficialmente não gosto nada mas de que, na realidade, gosto muito e com todas as outras pessoas que com elas partilham a mesma língua, como o meu amigo Mário, Salvadorenho, o meu amigo Isaac, Mexicano e todas as Chilenas e Argentinas que estão ansiosas por me conhecer mal eu tenha umas semanas para ir visitá-las lá abaixo ao outro lado do mundo.
E tudo isto sem ter que me rebaixar à humilhação de me render ao neo-colonialismo Castelhano, que logo a seguir ao Americano é o colonialismo que eu menos gosto, aprendendo aquela língua que eles falam aqui ao lado que, ainda para mais, me dá dores de garganta falar!
Acho que é por isso que os Manu Chao cantam tanto em Portunhol, é para não lhes aranhar a garganta... "Io no falo Español, io no falo Português, oh disculpa minha genti, eu só falo Portunhol..."

terça-feira, 3 de abril de 2007

Partidos

Muito se tem debatido sobre os partidos ultimamente e muitas vezes tenho sido convidado a dar a minha opinião em discussões sobre o assunto. Quer dizer, ser convidado a dar a opinião é coisa que não me acontece muito porque parece que as opiniões se me jorram da boca antes que alguém tenha tempo de me convidar, mas fica bem dizer isto, como figura de estilo.
Um dos temas quentes do momento sobre partidos é o ring de boxe popular, peço perdão, o partido popular. Ora parece-me bastante óbvio o que tem acontecido nos últimos anos naquele partido que representava o pequeno mas irredutível reduto dos Democrata-Cristãos em Portugal. Cresceu, tornou-se governo, aburguesou-se e passou a ser um partido da extrema liberal*. Apoiou a intervenção dos EUA no Iraque, levou a cabo uma política no Ambiente que não se pode chamar de Ambiental e quando perdeu não sei quantos deputados em 2005, ficou desordenado e essa desordem ainda hoje se reflecte. Claro que eleger um líder que não vive em Portugal nem faz parte do grupo parlamentar, a mais visível força de um partido de oposição, não contribuiu para ordenar a coisa e agora é o que se vê…
Outro dos temas quentes é a ilegalização do PNR que propõe a restrição da imigração para Portugal. Tenho para mim que isto da ilegalização de partidos é uma coisa absurda em Democracia. Claro que a ideia do PNR é pateta, afinal de contas a imigração é como pão para a boca da débil economia Portuguesa e parece óbvio a quem tiver dois palmos de testa que o que se deve fazer é ajudar os imigrantes a integrarem-se e não expulsá-los de cá.
No entanto, se começarmos a ilegalizar partidos por serem contra os ideais Democráticos, temos logo é que começar pelo PCP que foi, sem dúvida, o maior obstáculo a uma pacífica democratização em Portugal e foi o grande responsável pelo calamidade económica e social que se seguiu ao 25 de Abril.
Por isso quanto ao PNR, é deixá-lo estar… Se alguma vez sair das franjas dos zero vírgula tal por cento do eleitorado com este argumentário, é porque aqueles que acreditam que Portugal pode ser uma porta aberta a diversas ideias, raças e culturas, respeitando a sua tradição de nove séculos de ponte entre os povos, não defenderam bem as suas ideias.
Ainda ia falar aqui sobre as expulsões no PCP, mas o post já está muito grande e eu tenho mais que fazer. Fica para outro dia...
*Qualquer semelhança como uma novela de Almeida Garrett não é pura coincidência: os Portugueses são os mesmos!

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Papa Bento XVI

Dizem que não há amor como o primeiro e nisto dos Papas também é um bocadinho assim. Durante toda a minha vida sempre conheci João Paulo II como Papa e gostava imenso dele. Era um homem de uma calorosidade e humanidade impressionantes, que cativava multidões e eu lá no meio delas, fosse em Lisboa, Fátima, Paris ou Roma.
Como é natural, fiquei muito triste quando ele morreu e foi-me um bocadinho difícil aceitar o sucessor, que tem um estilo muito diferente, o que também é natural.
Mas eis que há umas semanas comecei a estudar a fundo a até agora única encíclica de Bento XVI, a "Deus é Amor"* e muitíssimo impressionado. Esta encíclica é, de longe, o mais bonito e profundo texto sobre a relação entre Deus e os homens e dos homens entre si que eu já li e, não é para ser convencido, mas já li uns quantos textos sobre o assunto...
É impossível que o homem que escreveu esta encíclica não seja um verdadeiro santo!
Pode ser que não haja amor como o primeiro e que João Paulo II vá sempre ocupar um lugar especial entre todos os Papas que eu conhecer na minha vida, mas Bento XVI, com esta encíclica, passou ele próprio a ocupar um lugar especial. Grande Papa! De facto, o Espírito Santo consegue ser muito eficaz na escolha dos Papas, muito mais eficaz que as minhas opiniões...
Ainda no outro dia um amigo meu me dizia que em Itália o chamam "Papanazi", por ter estado na Juventude Hitlariana (JH), mas isso é um absurdo. Todos os jovens do seu tempo, quisessem ou não, tinham que estar na JH, como em Portugal, por exemplo, todos os jovens tinham que estar na Mocidade Portuguesa. Estar na JH não era uma escolha, era uma obrigação.
Vivó Papa!
* Não sei quem é que fez esta tradução, porque em Latim é "Deus caritas est", o que se traduz por "Deus é caridade", o que até que tem bastante mais a ver com o conteúdo da Encíclica do que "Deus é amor".

sexta-feira, 30 de março de 2007

Os cruzados no Allgarve

Ontem estive a ler uma descrição da conquista de Lisboa num livro que estou a ler sobre Portugal escrito por um Inglês (é sempre giro ver a perspectiva dos estrangeiros sobre nós).
Aparentemente, o autor apaixonou-se por Portugal e não estou só a falar daquelas que nós consideramos intrinsecamente Portuguesas como o bacalhau, o vinho, as touradas, a broa de milho e o fado, estou tabém a falar de coisas que nunca nos passariam pela cabeça referir como típicamente Portuguesas como as corporações de bombeiros voluntários!
Mas voltando ao relato da conquista de Lisboa... Este é por demais lisonjeiro para os Portugueses e nem por isso muito elogioso para os Bretões, Normandos, Alemães e Flamengos que faziam parte da expedição da 2.ª Cruzada.
A teoria dele é bastante diferente daquela que nós conhecemos. De acordo com a sua teoria, teria sido São Bernardo de Claraval (primo do nosso Dom Afonso) a organizar essa cruzada com o objectivo de estender a Cristandade na Península e não tinha sido o Bispo do Porto a exortar os cruzados a "já agora que iam a caminho da Terra Santa, darem ali uma mãozinha." A teoria, como todas as teorias históricas construídas muitos séculos depois dos acontecimentos, deixa algumas dúvidas mas é plausivel.
Ora, estes cruzados, aparentemente homens de tanta fé que se moviam apenas pela expansão da Cristandade, exigiram do nosso Dom Afonso que quando a cidade fosse tomada, lhes fosse autorizado saquear tudo o que quisessem antes da entrada dos Portugueses, caso contrário davam de frosques para a Terra Santa. Pois o nosso primeiro lá cedeu a esta exigência mas exigiu que quando entrassem na cidade não matassem ninguém, sendo-lhes apenas permitido matar quem se opusesse à ocupação e a dar os bens a cujo saque eles teriam "direito".
Durante as seis semanas que durou o cerco e a ocupação, a aversão que Dom Afonso e os seus ricos-homens sentiram pelos Cruzados foi enorme, descrevendo-os como uma horda de bárbaros sanguinários e procurando proteger os Mouros e Moçábares que lhes caíam nas mãos. Na tomada da cidade o comportamento dos meninos foi vergonhoso, matando indiscriminadamente todas as pessoas que se atravessavam no seu caminho.
Quando esta horda finalmente se foi embora, Dom Afonso permitiu aos Mouros a sua permanência na cidade e entre os seus conselheiros passou a contar com numerosos Judeus, Mouros e Moçárabes da cidade de Lisboa.
A certa altura fechei os olhos e tentei imaginar a cena. Mentalmente viajei até ao Allgarve, entrei num Pub Inglês, tirei àquela gente gorda, encarnada e tatuada as camisolas do Manchester United e vesti-os com umas armaduras medievais. Logo aí percebi o que esses nossos antepassados sentiram pelos cruzados que deram uma "mãozinha" com a conquista aqui da cidade...
Valha-nos a Santa!

quinta-feira, 29 de março de 2007

Sem TM

Ontem esqueci-me do telemóvel no gabinete e só já em casa me dei conta disso...
Para quem não sabe, o meu humilde château não tem nem telefone, nem televisão, nem despertador nem nada onde eu pudesse saber que horas eram. A única hipótese era a aparelhagem, mas eu não tinha mudado a hora no Domingo e já não sabia se ela tinha daqueles sistemas que apanham automaticamente as horas através daquelas informações da rádio. Só hoje concluí que não, talvez no ano da graça de 1996 isso ainda não tivesse sido inventado...
Pois cheguei a casa pelas 20.00 (saí do Ministério pelas 19.30), estava para ir ao ginásio mas tinha ido à fnac e estava tão ansioso por ler um dos livros que tinha comprado que comecei a ler e a certa altura achei que já não devia dar tempo para ir ginasticar.
Por isso lá preparei o meu jantarinho e deitei-me no sofá a ler. Passados uns três capítulos adormeci e quando acordei lá estava o João Chaves a falar no seu tom inconfundível. Fui para a cama com o cuidado de deixar as portadas abertas para acordar com a luz de manhã. Quando acordei e liguei o rádio a Carla Rocha disse-me que eram 8.30! Já estava atrasadíssimo e tinha dormido umas boas 10 horas.
Vale a pena a pessoa esquecer-se do telemóvel de vez em quando. Vou passar a fazê-lo mais vezes!

quarta-feira, 28 de março de 2007

Post telegráfico

Continuo sem tempo para escrever posts a sério. STOP
Acabei de ler um mail da Inês a dizer que que voltaram a bloquear o blogspot na China. STOP
Eu bem que tinha notado um decréscimo de 1,6 biliões de visitas no blogadíssimo! STOP
Comecei mal a manhã: quando já estava quase a acabar de passar uma camisa, reparei que ainda tinha uma nódoa que não tinha saído na máquina e tive que passar outra. STOP
Já há não sei quantos dias que no início de cada refeição vejo-me obrigado a suspender a minha dieta para a retomar apenas no fim das refeições! STOP
A Xana, o Rui e o Vítor estiveram ontem a jantar no château e foram maus para mim! Insinuaram que eu talvez não fosse uma pessoa muito dada a gostar de gastar dinheiro... STOP
Vou-me! STOP

terça-feira, 27 de março de 2007

Hoje não há post

Tenho 1001 ideias para post mas falat de tempo para os escrever hoje, pelo que fica para outro dia. Tenho medo é que noutro dia não tenha tantas ideias, mas é quando me aparece mais trabalho que a minha cabeça começa a trabalhar mais rápida e imaginativamente...

segunda-feira, 26 de março de 2007

Europa e Salazar

Dois acontecimentos deste fim de semana deram que pensar a esta cabecinha loura...
O primeiro foi a comemoração dos 50 anos da Europa. Alguém notou nela? Alguém viu um fogozinho de artifício? OK, já não digo fogo de artifício, mas alguém ouviu daqueles foguetes que usam nas festas da Nossa Senhora do Castelo? E bailarico? Alguém nesta Europa bailou em sinal de comemoração?
Afinal de contas sempre são 50 anos... Nunca em toda a vida deste velho continente a Europa Ocidental viveu um período tão longo de paz e estabilidade económica. Nunca aconteceu que tantos países Europeus se juntassem com vista a objectivos comuns e a uma efectiva melhoria de vida dos povos que vivem neste Continente.
Ah, esperem! Consta que os Chefes de Governo, com os seus fatos cinzentos, lá se juntaram para ouvir um concerto de música clássica. Parece que alguém comemorou...
O outro acontecimento foi uma esmagadora vitória do Salazar no programa dos Grandes Portugueses. Só hoje de manhã fiquei a saber, mas ontem ao jantar com dois Ingleses especulava sobre quem seria o vencedor.
Na primeira volta votei em Santo António por o considerar a mais destacada figura intelectual e espiritual da nossa História e na 2.ª volta o meu voto foi para D. João II porque foi ele, juntamente com o seu tio-avô, o Infte. D. Henrique, quem mais impulsionou a maior obra de sempre dos Portugueses, os Descobrimentos.
Mas o que lhes expliquei foi que já achava que ia ganhar o Salazar. De facto, a 1ª República, a República Franco-Maçónica, foi, na minha humide opinião, o período mais negro da nossa História, com tumultos, revoluções e contra-revoluções quase diárias. Com a perseguição à Igreja e às Ordens Religiosas e a actividade febril da formiga branca, que dava terminantemente cabo de qualquer opositor ao ciclo de poder do Partido Repúblicano. Com governos a sucederem-se a uma velocidade estonteante e em muitos deles aquela figura sinistra e assustadora do Afonso Costa cuja grande promessa para o desenvolvimento do país era acabar com a Igreja Católica em três gerações. E como se tudo isto não bastasse, as Colónias estavam ao abandono e ainda entrámos na Iª Grande Guerra com uns soldados mal equipados e subnutridos que morreram que nem tordos em La Lys e nas planícies Flamengas.
Ora foi neste contexto que Salazar chegou ao poder. Para não facilitar as coisas, passados poucos tem início a Guerra Civil de Espanha, logo seguida da IIª Grande Guerra. Como é óbvio foi considerado o salvador da Pátria...
Claro que em trinta anos, esta imagem podia ter mudado. Afinal de contas o regime esteve muito longe de ser perfeito, com a censura, as deportações, um certo isolamento internacional que ficou bem patente na falta de auxílio nas questões de Goa e das guerrilhas Ultramarinas, etc..
Mas o que acontece é que os Portugueses, ao ver os políticos da Democracia a saírem da política para tachos chorudíssimos nas empresas de capitais públicos e daí para umas reformas bem gordinhas, acabam por recordar com saudade aquele homem que morreu apenas com o dinheiro bem contado para uma campa ao pé de seus pais em Santa Comba Dão.
Será que estes dois acontecimentos estão ligados? A falta da comemoração dos 50 anos da Europa e a vitória de Salazar num concurso televisivo?

sexta-feira, 23 de março de 2007

A parede esboroada

Estação nova, vida nova!
Pois que durante um ano inteiro estive num gabinete com uma fantástica vista sobre uma parede esboroada e com a Primavera mudei-me para um gabinete no andar de baixo com uma varanda a dar para o Parlamento.
Ah pois é! Basta espreitar por cima do visor do computador para ver o edifício do dito cujo órgão de soberania. Aliás, isto ainda vai melhorar mais, porque vou mudar o computador de sítio para ter vista directa para o Parlamento sem ter que espreitar por cima do ecrã.
Neste momento posso dizer que o Sol brilha com força, apesar de umas nuvens brancas acizentadas no céu, posso dizer que já se marcaram 3 golos num jogo de futebol na aula de educação física dos miúdos do Passos Manuel e posso dizer que as obras no Convento de Jesus (Igreja das Mercês) avançam a bom ritmo. Sobre a Basília da Estrela não posso dizer muito porque só lhe vejo um pináculo... Mas que bonito pináculo!
Toda uma série de coisas que a parede esboroada do andar de cima não me dizia...

quinta-feira, 22 de março de 2007

Um cozinheiro no Châtau d'Alvim


Saber

Vem devagarinho,
Meio a medo,
Instala-se em nós
E queremos sempre mais



O que é muito,
Quando podemos ter tudo?
O que é um livro,
Quando há bibliotecas?


Insatisfeito com o que sei?
Ou com o que sei que não sei?

quarta-feira, 21 de março de 2007

Feridas que curam

Por ocupação clubística, ultimamente tenho andado a meditar no tema das feridas que curam. Parece que há aqui um erro e que o que eu queria dizer era feridas que se curam, mas não é erro nenhum, o tema do mês do MSV é mesmo as feridas que curam.
Imaginem que um amigo vos fere de alguma maneira. Diz, faz ou sussura alguma coisa que vos magoa a sério, que abre uma ferida na vossa amizade. Parece difícil essa ferida curar alguma coisa, não é?
A primeira coisa que se pode pensar é que essa ferida se pode curar. Que os amigos podem fazer as pazes e retomar a amizade. Mas normalmente fica ali uma desconfiançazinha, um ressentimento... Que pode vir a criar outras feridas! A melhor ideia sobre isto foi-me dada pelo meu médico quando eu tive a otite e o timpano rebentou. Ele disse que aquilo ia cicratizar mas que o tecido nunca ia ser o mesmo, ia ter sempre uma certa fragilidade...
Mas as minhas meditações são as feridas que curam. Será que uma amizade pode sair mais forte de uma ferida?
Parece-me que, em primeiro lugar, uma ferida numa boa relação até pode ajudar a desinstalar as pessoas, abaná-las um bocadinho e fazê-las valorizar essa relação. Por outro lado, se o perdão for dado sinceramente e sinceramente aceite, esse próprio perdão até pode levar a que os dois amigos reforcem a confiança que têm um no outro.
Com tudo isto, esta é uma ferida que vem curar uma amizade que não era suficientemente forte; vem-na fortalecer... De facto, há feridas que curam!

A Primavera chegou!

Não se nota nada, está um briol do pior!
Ainda para mais, achando que já não ia conseguir usar o meu maravilhoso capote, deixei-o em casa dos Paisinhos (dado que o château é pequeno de mais para ter coisas que não vou usar durante muitos meses).
E este briol vem na altura em que eu tinha decidido mudar o visual para um visual um bocadinho mais fresco, mais desportivo, menos cabeludo...
Ainda para mais na rádio estavam a dizer que os asmáticos e alérgicos vão passar por um mau bocado nos próximos tempos. Lembrei-me logo da blogadora do blog aqui do lado... E eu próprio estou em perigo, que ainda no outro dia a Dra. Ana me disse que eu devia ser alérgico.
Enfim! Olha lá, oh Primavera, se foi para isto que vieste, vai-te embora e manda o Inverno de volta!

terça-feira, 20 de março de 2007

Etiqueta

No outro dia ouvi dizer que agora o Corte Inglês promove cursos gratuitos de etiqueta. Ora eu, não só não morro de amores pelo Corte Inglês (quando entro lá tudo me cheira a Imperialismo Castelhano) como ainda morro menos de amores por cursos de etiqueta e acho que quem quer que seja que dê cursos de etiqueta é porque não a tem.
De facto, a etiqueta não é uma coisa que se aprenda num curso. A etiqueta verdadeira tem uma finalidade que é fazer com que o outro esteja confortável e à vontade e se sinta em nossa casa como na casa dele. Esta falsa etiqueta leva a que toda a gente se sinta desconfortável com toda uma série de regras que terão que ser cumpridas escrupulosamente sob pena de se ser chumbado num curso de regras de etiqueta.
Se se põe a mesa de uma determinada maneira, é porque isso vai deixar os convidados mais à vontade. Um bom exemplo disso é a disposição dos talheres (os que vão ser usados primeiro estão de fora que é para ninguém se enganar) e os copos (o do vinho está à direita porque é com a direita que a maioria das pessoas o vai buscar e aquele copo, supostamente, será o mais usado).
Por outro lado, prescindir da etiqueta também é uma maneira de deixar as pessoas mais à vontade. Se todos nos servimos e deixamos os nossos amigos ajudar em nossa casa não é só pelo óbvio de nos facilitar a vida mas também porque isso faz com que eles se sintam mais em casa.
Por outro lado a etiqueta muda imenso de país para país e nos países mais heterogéneos que o nosso (ou seja, todos os outros), varia mesmo entre regiões.
Assim, se a pessoa vai com comportamento formatado por todo um conjunto de regras aprendidas num curso intensivo no Corte Inglês, vai incomodar todos os outros convivas. A melhor regra nestas ocasiões é mesmo copiar – fazer-se distraído enquanto os outros começam e deixá-los começar primeiro (lá está, daí o motivo porque os anfitriões devem ser sempre os primeiros a começar a comer).
E se isso implicar pôr a comida na mesa ao lado do prato como na China ou arrotar como na Arábia, pois que se faça isso mesmo. Quer dizer, a parte de arrotar é uma chatice porque eu sinto que reprimi esta funcionalidade do meu corpo durante tantos anos, que hoje em dia já não o consigo fazer, a não ser que beba um bom copo de cerveja, que é algo que eu não espero que me sirvam numa refeição num país Árabe.
Enfim, todos estes exemplos num post enorme só mesmo para dizer que acho esta ideia de cursos de etiqueta num xóp-mól estrangeiro uma coisa absurda…

segunda-feira, 19 de março de 2007

O Ranger Espacial

Ontem fui à procissão do Senhor dos Passos com a Dulce, a Cristina e com o seu filho de 4 anos, o Zé.
Ora o Zé estava fascinado com o andor do Senhor dos Passos. Ia às minhas cavalitas e insistia que o Senhor dos Passos era o Ranger Espacial.
Eu bem que tentava perceber qual é que era a relação de um Cristo sofrido vestido de roxo e com uma cruz às costas e um personagem de fato prateado e um sabre de luz na mão. Eis que, apesar de louro, se me fez luz na cabeça...
"- Não Zé, não é o senhor do Espaço, é o Senhor dos Passos!"

sexta-feira, 16 de março de 2007

Parabéns cunhadinha!

Qual cunhadinha?
Não, não é essa!
Não, essa também não...
Nem essa outra!
SIM, essa mesma, a Jade!
Ah, espera lá, eu só tenho uma cunhada... E faz hoje anos! Quantos? Sei lá, uns 23/24...

De 2.ª a 6.ª

Gosto de trabalhar!
Começo o meu post com um "gosto de trabalhar" porque isso é verdade e porque acho que no trabalho deve ser encontrado muito de bom e de estruturante na personalidade de uma pessoa.
O trabalho não serve só para ganhar dinheiro, mas também para uma pessoa poder estruturar a sua vida. Toda a formação de uma pessoa desde o nascimento é direccionada para o trabalho e é no trabalho que a pessoa melhor pode colaborar com a sociedade onde vive usando os seus talentos.
É claro que também gosto do fim de semana bem descansadinho. Afinal de conta, para se poder trabalhar bem e ter gosto pelo trabalho, também se tem que descansar...
Vem isto a propósito do "café da manhã" da RFM, que é um programa que eu até gosto muito de ouvir. A Carla Rocha e o Zé Coimbra são pessoas divertidas e que tornam o acordar bem mais leve e divertido. No entanto, à 2.ª põe sempre uma música sobre as 2.ªs como sendo o pior dia da semana porque têm que voltar a trabalhar e às 6.ªs como sendo o melhor dia porque "amanhã já é fim de semana".
Ora, bem sei que isto é para ser levado com humor, mas passa uma mensagem da seca que é trabalhar, o que até é contraditório com o espírito dos dois apresentadores, que se nota bem que gostam do trabalho que fazem, senão não seriam tão divertidos logo de manhã.
Pois eu gosto dos 7 dias da semana, sem mais nem menos...